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Noticias de Arquitetura

Reflexões sobre arquitetura: Paulo Mendes da Rocha em 5 conversas

Na madrugada do dia 23 de maio, Paulo Mendes da Rocha, arquiteto capixaba que conquistou as maiores honrarias da arquitetura mundial, nos deixou. Com um pensamento afiado e crítico, toda sua trajetória é seguida por um forte ode à cidade e ao olhar humanista. Felizmente, algumas de suas inspiradoras falas foram gravadas e, aqui, selecionamos cinco vídeos realizados na última década nos quais é possível compreender como ele refletia sobre o campo da arquitetura e urbanismo, e suas obras.

Elementos modulares na arquitetura industrial

Terminal de Cruzeiros de Sevilha Fase 2 / Hombre de Piedra Arquitectos + Buró 4. Foto: © Jesús GranadaGalpão Branco / Atelier 111 Architekti. Foto: © Alex Shoots BuildingsPorto Terrestre Mariposa / Jones Studio. Foto: © Bill TimmermanIndústria Palenque Milagrito / Ambrosi I Etchegaray. Foto: © Onnis Luque+ 27

O projeto de arquitetura industrial usualmente exige uma instalação rápida, com elementos de fácil manutenção e um espaço versátil que possa abrigar distintos usos. Portanto, não é difícil encontrar o uso de elementos modulares em suas construções, por se tratar de uma solução que contempla essas premissas, além de adicionar um forte componente na linguagem criada para o edifício. 

Elo com o vivido: a memória e suas espacialidades

Tudo aquilo que é construído, pela força e trabalho físico e intelectual do homem, tem significado. É na matéria que encontramos resquícios de antigas civilizações, e a partir desses registros entendemos suas características, as tecnologias envolvidas e sua organização social. As cidades e os grandes centros urbanos têm camadas e camadas de acontecimentos que ficam registrados em suas ruas, edifícios, praças e parques. Muitas vezes, a depender do desenvolvimento do lugar, essas evidências vão sendo apagadas, desconsideradas e alteradas. 

Exposição do Kwame Akoto Bamfo noMemorial Nacional pela Paz e Justiça. Image © Equal Justice Initiative  Human PicturesMemorial das vítimas de feminicídio em uma cerca em frente ao Palácio Nacional da Cidade do México (2021). Image © Ixchel Cisneros SolteroA Clareira - Memorial em Utøya / 3RW Arkitekter. Image © Martin Slottemo LyngstadMuseu da Memória e dos Direitos Humanos / Mario Figueroa, Lucas Fehr e Carlos Dias. Image © Nico Saieh+ 20

Expo 2020 Dubai prestes a ser inaugurada

Faltando menos de meio ano para a inauguração, a Expo Dubai 2020 liberou uma série de imagens dos locais que irão receber o evento. A Expo Dubai 2020 irá trazer 192 pavilhões de nacionalidades diferentes, bem como instituições educacionais e empresariais. Devido a pandemia de COVID-19, o evento foi atrasado por um ano, e portanto, maior parte das construções já está completa, esperando a abertura em 1 de Outubro de 2021.

Pavilhão de Sustentabilidade. Imagem © Expo 2020 DubaiExpo Thematic District. Imagem © Expo 2020 DubaiPortal de Acesso Imagem © Expo 2020 DubaiExpo Thematic District. Imagem © Expo 2020 Dubai+ 10

Joaquim Cardozo, o engenheiro-poeta que ergueu as maiores obras de Oscar Niemeyer

Conhecido no mundo todo por ter levado ao limite as exprimentações formais com concreto armado, Oscar Niemeyer contou em muitas de suas obras com a imprescindível colaboração de um engenheiro civil tão inventivo e ousado quando o próprio arquiteto: o recifense Joaquim Moreira Cardozo, formado em engenharia civil em 1930 pela Escola de Engenharia de Pernambuco, hoje integrada à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Responsável pelo projeto da Escola Rural Alberto Torres, de 1936 – uma obra que, à época, já mostrava sinergia com a arquitetura moderna – Cardozo conheceu Niemeyer quando trabalhava no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), no Rio de Janeiro. À época, desenvolveu o projeto estrutural do Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, inaugurado em 1943, colaboração inicial de uma parceria que duraria 30 anos e que teve nas obras de Brasília seu momento mais prolífico.

Bjarke Ingels Group utiliza princípios de sustentabilidade em projeto de usina metalúrgica

O premiado escritório de arquitetura Bjarke Ingels Group se juntou à empresa Metal Company, que busca uma atuação de baixo impacto na produção de baterias, para imaginar o tradicional processo de produção de baterias considerando um contexto sustentável. O projeto, uma indústria circular que funciona sem produzir resíduo sólido, inclui instalações de manufatura, processamento e armazenamento, junto com escritórios, centro de visitantes e instalações de inovação.

Cortesia de Bjarke Ingels GroupCortesia de Bjarke Ingels GroupCortesia de Bjarke Ingels GroupCortesia de Bjarke Ingels Group+ 40

Arquitetura eslovena contemporânea em oito projetos residenciais

A arquitetura eslovena contemporânea nasce da fusão entre tradição e modernidade, entre arquitetura e paisagem. Profundamente enraizada na cultura local, a arquitetura contemporânea eslovena emerge em meio a uma paisagem tão vasta quando pinturesca. A geografia do país moldou ao longo dos séculos uma arquitetura híbrida tanto em forma quanto em conteúdo. Como um desdobramento da arquitetura modernista produzida por alguns dos mais importantes arquitetos do país, entre eles Max Fabiani, Ivan Vurnik e Jože Plečnik, a arquitetura contemporânea eslovena procura expandir continuamente suas raízes, arraigadas profundamente a esse território.

© Miran Kambič© Matjaž Tančič & Klemen Ilovar© MIHA BRATINA© Bor Dobrin+ 11

Por que nós, arquitetos, devemos entender e nos preocupar com o carbono?

Sim, eu sei. Temos falado muito sobre carbono. E não só aqui, mas por todo lado lemos sobre efeito estufa, dióxido de carbono, combustíveis fósseis, sequestro de carbono e diversos outros termos que têm entrado, cada vez mais, nos nossos cotidianos. Mas por que o carbono é tão importante e o que nós, arquitetos, estudantes de arquitetura ou entusiastas do tema, temos a ver com algo que parece tão intangível?

O papel do transporte informal na recuperação pós-pandemia

As crises geralmente provocam mudanças na maneira como nos movemos. A prosperidade pós-guerra fez do automóvel um item doméstico e um estilo de vida. A crise fiscal e petrolífera global dos anos 70 trouxe um boom de bicicletas de curta duração e uma retirada dos dólares das cidades para o transporte público. E a crise financeira de 2008 preparou o caminho para que o capital de risco no Vale do Silício estourasse, apoiando novas plataformas como Uber e Waze.

Pavilhão do Japão na Bienal de Veneza aborda consumo de massa e reuso na arquitetura

Para a edição deste ano da Bienal de Arquitetura de Veneza, o Pavilhão do Japão nos convida a refletir sobre o movimento de bens e mercadorias, sobre o consumo de massa, a sustentabilidade e o reaproveitamento de materiais na arquitetura. Intitulado Co-propriedade de Ação: Trajetórias de Elementos e com curadoria de Kadowaki Kozo, o Pavilhão Japonês para a Biennale deste ano será construído a partir da estrutura de uma tradicional casa japonesa de madeira, a qual será desmontada, enviada para Veneza e então reconstruída e ressignificada através do uso de novos materiais e soluções construtivas. Desta forma, o Pavilhão do Japão procura demonstrar que materiais e estruturas existentes podem ter uma segunda vida, colocando em cheque a crescente demanda por novos insumos e matérias primas, abraçado a reutilização em detrimento do consumo.

Estantes divisórias: funcionalidade e estética na arquitetura de interiores

Pamplona Apartment / Zoom Urbanismo Arquitetura e Design. Foto: © Maíra AcayabaCasa C / Studio Arthur Casas. Foto: © Fernando Guerra | FG+SGCasa Panamericana / Bernardes Arquitetura + Sala2 Arquitetura. Foto: © Evelyn MullerApartamento Acervo / Sala2 Arquitetura. Foto: © Evelyn Muller+ 31

Para trazer uma escala mais aconchegante em grandes espaços abertos ou abrigar usos diversos sob um mesmo teto, a solução de delimitar áreas através do desenho de mobiliário se tornou bastante eficaz. Funcional, ao servir como lugar de armazenamento ou, até mesmo, expositivo, as estantes que também exercem o papel de divisórias podem gerar novas perspectivas, ditar circulações e uma maior permeabilidade entre distintos ambientes.

O potencial dos arquitetos como empreendedores

No mundo globalizado de hoje, a arquitetura parece se reinventar a cada dia. Novas e inovadoras tecnologias aplicadas à construção civil estão transformando a prática da arquitetura a uma velocidade jamais vista. Ainda assim, de certa forma, grande parte dos profissionais da indústria da construção civil estão muito defasados em relação aos métodos e ferramentas utilizados em seus processos de projeto. Acontece que, toda mudança demanda tempo, energia e dinheiro — e muitos arquitetos e arquitetas dependem de seus honorários para administrar e manter seus escritórios de arquitetura. Como consequência da popularização de novas start-ups no setor da tecnologia e o aumento da competitividade no mercado de trabalho em uma economia cada dia mais globalizada, arquitetos e arquitetas estão procurando reinventar-se a todo momento, optando principalmente por ampliar seu campo de atuação e firmando-se como uns dos profissionais mais empreendedores disponíveis no mercado de trabalho.

via CupClubvia CupClubvia TestFit© Trent Bell+ 8

Serpentine Pavilion projetado por Counterspace é inaugurado em Londres

A 20ª edição do Serpentine Pavilion, projetado pelo escritório sul-africano Counterspace, dirigido pela arquiteta Sumayya Vally, inaugura hoje, 11 de junho de 2021, após ser adiado por um ano. Em exibição até 17 de outubro de 2021 em Kensington Gardens, o projeto foi registrado por Mark Hazeldine. Confira a série de fotografias, a seguir.

© Mark Hazeldine Photography© Mark Hazeldine Photography© Mark Hazeldine Photography© Mark Hazeldine Photography+ 18

As melhores cidades do mundo para se viver em 2021

A cidade neozelandesa de Auckland lidera a classificação geral na pesquisa anual das melhores cidades para se viver da Economist Intelligence Unit (EIU). Listando 140 cidades, as quais foram avaliadas segundo cinco diferentes categorias, incluindo estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura, a edição da EIU deste ano foi totalmente influenciada pela pandemia de COVID-19. Austrália, Japão e Nova Zelândia assumiram as primeiras posições, disparadas na frente de outras cidades e países que costumam figurar entre as melhores colocadas do ranking.

Tokyo, Japan. Image via ShutterstockAuckland, New Zealand. Image via Shutterstock/ By Maurizio De MatteiZurich, Switzerland. Image via Shutterstock/ By Maykova GalinaAdelaide, Australia . Image via Shutterstock/ By myphotobank.com.au+ 12

Como o Design Generativo deve impactar a arquitetura?

Tentativa e erro. Em um um guardanapo, papel manteiga, ou em um fundo preto do CAD, grande parte do trabalho de um arquiteto é fazer e refazer testes, linhas, formas, cópias. Descartar e recomeçar. De uma ideia inicial a um projeto final há um caminho extenuante e longo. Isso porque projetar é tomar infinitas decisões, sendo que uma alteração influencia em outros tantos elementos sendo, enfim, um exercício de escolhas e concessões. Seja conseguir construir o máximo da legislação no terreno sem impactar o entorno e deixando todas as unidades com boa exposição solar, ou encaixar o máximo de mesas de trabalho em um escritório sem perder uma boa circulação e fluidez no espaço, são muitos estudos até chegar na opção mais adequada. Ou, por exemplo, a posição de uma janela, ainda que fique muito bem na composição da fachada, pode inviabilizar a localização da cama em um dormitório ou aumentar muito o consumo energético da edificação.

Evidentemente, em todo o projeto há sempre prazos e orçamentos apertados, um cliente geralmente com pressa e uma quantidade de tempo limitada para se pensar em todas as combinações possíveis e se as decisões projetuais tomadas são, de fato, as mais adequadas. É aí que, cada vez mais, o conceito de Design Generativo (Generative Design) vem aparecendo na arquitetura.

Gottfried Böhm, arquiteto alemão vencedor do Prêmio Pritzker, morre aos 101 anos

Gottfried Böhm, o primeiro arquiteto alemão a receber o prestigioso Prêmio Pritzker, faleceu aos 101 anos, segundo informações da Deutsche Welle e WDR.

Igreja de Peregrinação de Neviges. Imagem © Laurian GhinitoiuIgreja de Peregrinação de Neviges. Imagem © Laurian GhinitoiuPrefeitura de Bensberger. Imagem © Dr. Norbert Lange | ShutterstockIgreja Matriz São Luiz Gonzaga em Brusque-SC. Imagem © Ronaldo Azambuja+ 5

Inteligência artificial e arquitetura: como a tecnologia está mudando a forma de projetar e vivenciar o espaço

No clássico filme de Jacques Tati, Mon Oncle (1958), a casa, como materialização cenográfica da “máquina de morar”, é a protagonista. Seus aparatos tecnológicos, por vezes indomáveis, são os que ditam as regras. A proprietária da casa, Madame Arpel, é uma tecnocentrista típica, maravilhada com toda a tecnologia que a cerca acreditando que ela seja a solução para todos seus problemas diários. No lado oposto de Arpel está seu irmão, Mr. Hulot, que chega para uma visita e se desentende com toda essa inovação. Ao longo da sua estadia, conhecemos uma casa que se mostra muito complexa e ao mesmo tempo não permite o controle do usuário.

Hoshinim [CC BY-SA 4.0] Cortesia de Fologram© ICD-ITKE, University of StuttgartMorpholio AR Sketchwalk: a mais nova ferramenta imersiva de realidade aumentada para arquitetos. Cortesia de Morpholio+ 7

Cientistas criam primeiro atlas global dos microrganismos urbanos

"Se você me der seu sapato, poderia dizer com 90% de precisão a cidade no mundo de onde você veio.” Este é o nível de exatidão garantido pelo professor Christopher Mason, da Weill Cornell Medicine, principal autor do primeiro atlas global de microrganismos urbanos. O estudo, desenvolvido pelo Consórcio Internacional Metagenômica e Metadesenho do Metrô e Biomas Urbanos (MetaSUB), que também conta com pesquisadores brasileiros da Fiocruz e da USP, mapeia o microbioma de algumas das maiores cidades do mundo.

Pavilhão "Restroom" explora o banheiro como um território de disputas políticas e sociais na Bienal de Veneza

“Quando usamos um banheiro, embora fechemos a porta ao entrar, nunca estaremos sozinhos. Muito pelo contrário. Ao adentrar nesse espaço, nos embrenhamos em uma rede de diferentes corpos, infraestruturas, ecossistemas, normas culturais e códigos sociais”. Embora banheiros sejam muitas vezes negligenciados, tratados apenas como uma infra-estrutura banal e necessária, eles são, na verdade, um território onde questões de gênero, religião, etnia, higiene, saúde e também economia são claramente definidas e expressas. Pensando nisso, Matilde Cassani, Ignacio G. Galán, Iván L. Munuera e Joel Sanders desenvolveram o projeto de dois pavilhões para a 7ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, nos quais eles exploram o banheiros como um território de disputas políticas e sociais.

The Restroom Pavilion. Imagem © Imagen Subliminal (Miguel de Guzmán + Rocio Romero)The Restroom Pavilion. Imagem © Imagen Subliminal (Miguel de Guzmán + Rocio Romero)The Restroom Pavilion. Imagem © Delfino Sisto LegnaniYour Restroom is a Battleground. Imagem © Natalia Guardia+ 15

Saúde mental e arquitetura: seria este o momento de mudança?

A relação entre saúde mental e os arquitetos, especialmente os estudantes de arquitetura, não é uma questão inédita. Em um contexto onde o estresse é um dos grandes problemas do século, atingindo mais de 90% da população mundial segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o universo da arquitetura e suas práticas, tanto profissionais quanto estudantis, normalizaram o estresse e a ansiedade como parte integrante da profissão. Entretanto, pesquisas recentes de estudantes mostram insatisfação com essa realidade, agora agravada devido a pandemia. Seria, portanto, o momento de rever as práticas institucionais e pressionar para uma mudança de cultura?

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