A “atenção plena”, também conhecida como mindfulness, é a prática de se concentrar completamente no presente. Nessa prática meditativa, as preocupações com passado e futuro dão lugar à uma consciência avançada do agora, que inclui o despertar do autoconhecimento mediado pela percepção de sentimentos, sensações e ambiente.
Nesse contexto de despertar para o autoconhecimento, o poder do ambiente construído de servir como local de refúgio não pode ser descartado. Apesar do convívio social ser tão importante para a manutenção da saúde da espécie humana, privacidade e espaços de refúgio também são necessários.
Realidade aumentada usada no canteiro de obras. Image Cortesia de IE School of Architecture & Design
Embora a indústria da arquitetura e construção tenha avançado nos últimos anos em novas áreas, como inteligência artificial (IA), modelagem paramétrica, realidade virtual (VR) e outras ferramentas de ponta, sua implementação e sistematização no processo projetual ainda caminha em ritmo lento. Em um mundo cada vez mais conectado e em constante evolução, as ferramentas digitais e as tecnologias emergentes estão revolucionando a forma como os arquitetos projetam e constroem, mudando as regras do jogo e ampliando horizontes criativos. Portanto, é necessário continuar debatendo como essas ferramentas estão sendo incorporadas e como seu uso pode ser ainda mais potencializado na disciplina.
O ArchDaily explora, no mês de julho, o tema processo projetual. No âmbito dessa temática, queremos abrir a discussão e ouvir suas experiências, aprender com seus sucessos, desafios, erros — e explorar juntos como essas novas ferramentas estão transformando os modos de fazer arquitetura.
Uma olhada cuidadosa pelas fachadas dos prédios de muitas cidades brasileiras como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, revela que o uso de esquadrias de alumínio é muito comum e popular no Brasil. Adotadas nas mais diversas tipologias de edifícios, como os residenciais e os comerciais, e em suas mais variadas modalidades como portas, janelas e guarda-corpos, essas estruturas versáteis são amplamente utilizadas pela construção civil e representam cerca de 80% do volume total de alumínio consumido pelo setor no país. Mas, afinal, porque as esquadrias de alumínio tem sido tão utilizadas nas cidades brasileiras?
A arquitetura contemporânea, como disciplina e prática, jamais nasce do zero. Os projetos realizados hoje são baseados numa série de experimentações que ocorreram desde o primeiro momento que a humanidade começou a conceber os espaços de habitação e convívio. Numa costura intrínseca entre costumes, tradições, materiais locais e técnicas construtivas, surgiram as arquiteturas ancestrais e vernaculares. A influência do contexto e da cultura de cada população pode ser de grande inspiração para profissionais da arquitetura na contemporaneidade que, ao olhar para o passado, conseguem responder eficientemente ao futuro.
Na arquitetura, o desenho é uma expressão técnica e artística que envolve a criação de representações visuais usando vários instrumentos analógicos. Embora o desenho permaneça relevante e atual na prática arquitetônica, esforços têm sido feitos para realizar tarefas e estudos arquitetônicos de maneira mais eficiente. A prancheta foi um desenvolvimento significativo nesse sentido, possibilitando traços precisos usando menos instrumentos. No entanto, o surgimento de ferramentas computacionais, como o desenho assistido por computador (CAD), revolucionou o fluxo de trabalho, aproveitando as vantagens oferecidas pelos computadores. Os arquitetos agora podem desempenhar um papel mais direto e criativo no processo de design, reduzindo sua dependência de desenhos demorados e tarefas repetitivas. Além disso, as melhorias no fluxo de trabalho têm incentivado uma colaboração mais efetiva entre os diferentes envolvidos no processo arquitetônico.
https://www.archdaily.com.br/br/1003161/design-generativo-de-espacos-explorando-8-ferramentas-transformadoras-em-arquiteturaEnrique Tovar
Os arquitetos Amit e Britta Knobel Gupta se mudaram de Londres, na Inglaterra, para Nova Delhi, na Índia, e se depararam com um problema grave: uma poluição atmosférica que nunca haviam visto. Para ajudar a tornar o ar mais respirável e a cidade mais habitável, o casal desenvolveu uma torre capaz de purificar o ar usando como ferramenta o design. “Nosso principal negócio é arquitetura, não queríamos entrar na purificação do ar”, disse Amit. “Mas a poluição aqui simplesmente era inaceitável. É muito ruim.”
E eles tem razão. Um estudo publicado pela revista médica The Lancenet revelou que, apenas em 2019, a poluição do ar tenha causado quase 1,6 milhão de mortes na Índia. Nova Delhi é regularmente envolta em poluição, com emissões de veículos, queima de plantações e usinas movidas a carvão, todos contribuindo para o declínio da qualidade de vida da cidade. Foi neste cenário que os recém chegados decidiram atuar.
A realidade virtual junto ao metaverso está desempenhando um papel cada vez maior em auxiliar tanto pessoas com demência quanto seus cuidadores e familiares a lidarem com os sintomas decorrentes dessa condição neurodegenerativa.
Existem atualmente 50 milhões de pessoas vivendo com demência em todo o mundo. Espera-se que esse número dobre nos próximos 10 anos e mais do que triplique até 2050. Dessa forma, o custo global da demência deve chegar a US$ 2 trilhões até 2030 .
A arquitetura sempre teve uma relação complementar - às vezes codependente - com a água. A Domus Romana, as Termas de Diocleciano e Caracalla em Roma e a Villa Adriana em Tivoli são alguns exemplos históricos de como a água influenciou o desenho da arquitetura. Em um contexto mais moderno, Frank Lloyd Wright projetou um retiro residencial onde a água é protagonista, redefinindo a relação entre o homem, a arquitetura e a natureza. Hoje em dia, à medida que os arquitetos mudam o foco para uma prática mais contextual, sustentável e orientada para o usuário, o uso da água na arquitetura tornou-se imprescindível para resfriar espaços interiores, tornando-se um ar-condicionado natural quando combinada com plantas, transmitindo a sensação de tranquilidade e servindo como um elemento decorativo orgânico.
Capela de Notre Dame du Haut em Ronchamp. Imagem via Maxpixel
Há 100 anos, em 1923, o livro Vers une Architecture de Le Corbusier foi publicado na revista L'Esprit Nouveau. A coleção controversa de ensaios do mestre modernista serviu como manifesto para o desenvolvimento da arquitetura moderna, influenciando gerações de arquitetos e gerando polêmicas sobre os princípios de design arquitetônico propostos. O livro defende a beleza de projetos industriais, como os de aviões, automóveis ou transatlânticos; propõe uma maneira completamente diferente de construir cidades, favorecendo torres altas e esbeltas cercadas por vegetação exuberante, e apresenta os cinco princípios de Le Corbusier para o desenho moderno.
Agora, um século depois, essas teorias se tornaram parte da educação de todos os arquitetos, mas também são altamente contestadas. Alguns críticos argumentam que a abordagem rígida, especialmente em relação aos princípios de planejamento urbano, não consegue envolver as nuances culturais e contextuais de diferentes comunidades, levando a ambientes urbanos alienantes. Ainda assim, o legado de Le Corbusier é significativo, servindo como um ponto de referência constante para os arquitetos ao explorar o equilíbrio entre funcionalidade, estética, simbolismo e impacto social em seus projetos.
A habitação sempre foi uma grande questão dentro das metrópoles. Tanto para acomodar a população da cidade como o impacto que a habitação pode ter em outras questões urbanas, como o deslocamento necessário para cumprir com a rotina individual – a distância entre residência e trabalho ou escola, por exemplo.
O adensamento citadino costuma ser uma premissa bem-aceita em geral dentro do campo do urbanismo, e na realidade contemporânea, a equação adensamento-habitação se resolve com metragens mais compactas em edifícios em altura. Os apartamentos resultantes podem ser reduzidos quase ao mínimo de funções, o que no Brasil se chama comumente quitinete. Como toda tipologia, essa mini-residência possui seus prós e contras, e pode ser vista como exemplo de praticidade ou representante de precarização habitacional.
O último episódio do Betoneira recebeu Romullo Baratto, Victor Delaqua e Susanna Moreira, editores do ArchDaily Brasil, que falaram sobre a trajetória do site e sobre a comunicação da arquitetura. Para os três, o desafio é cobrir os acontecimentos e pautas urgentes da arquitetura no tempo digital, e não o da revista impressa. Estar sintonizado com o tempo veloz dos acontecimentos é importante; nos últimos doze anos, desde a criação do site em português, as mudanças nos meios digitais influenciaram o modo de pesquisar e publicar a arquitetura, além do próprio modo de vida e de consumo das pessoas.
Os finalistas do Festival Mundial de Arquitetura (WAF) de 2023 foram anunciados, destacando os projetos de arquitetura mais relevantes em todo o mundo. O anúncio antecede o evento ao vivo, que será realizado em Singapura em Marina Bay Sands de 29 de novembro a 1º de dezembro. O WAF é um programa de premiação de arquitetura com avaliação ao vivo, no qual os finalistas apresentam seus projetos a um painel de jurados durante o festival internacional. Alguns dos finalistas incluem Foster + Partners, Biroe Architecture, COX Architecture, Dabbagh Architects, MAD Architects, entre outros.
A máxima que, possivelmente, guarda a maior das verdades tanto em arquitetura como em outras áreas da vida diz: "aqueles que conhecem o passado, poderão controlar seu futuro". No México, isso se materializou nas escolas de arquitetura, onde ainda se ensinam textos e obras da arquitetura tradicional. No entanto, uma atenção muito maior é dada à arquitetura dos séculos XX e XXI. Se analisarmos a produção atual de arquitetura, porém, parece que os profissionais não conhecem sua própria história. Isso é problemático porque nossa identidade, expressa na arquitetura de nossas cidades, corre o risco de desaparecer. É com isso que se preocupam os fundadores da associação multidisciplinar INTBAU México.
Na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da La Biennale di Venezia, o Pavilhão da Eslovênia explorou o tema da ecologia e as formas paradoxais pelas quais a arquitetura se relaciona com ela. Em vez de entendê-la estritamente por meio de adaptações energeticamente eficientes, como bombas de calor ou ventilação de recuperação, a exposição intitulada +/- 1 °C: Em busca de uma arquitetura bem temperada tem como objetivo abordar o tema holisticamente. Os curadores do Pavilhão, Jure Grohar, Eva Gusel, Maša Mertelj, Jure Grohar, Eva Gusel, Maša Mertelj, juntamente com cinquenta arquitetos e criadores, pesquisaram e analisaram edifícios vernaculares da Europa buscando exemplos vivos de adaptações intuitivas.
Assim como estilistas usam alfinetes, agulhas e tecidos para dar vida às suas criações, arquitetos dependem dos materiais para moldar o ambiente construído. Do aço e vidro à madeira e concreto, esses formam a paleta artística que transforma plantas em estruturas tangíveis, preenchendo a lacuna entre imaginação e realidade. É tão simples e tão complexo quanto isso. Mas, com tantos materiais e inúmeras formas, acabamentos, texturas e cores disponíveis nos dias de hoje, fazer as escolhas corretas para um projeto específico pode ser bastante desafiador. Várias perguntas naturalmente surgem: Como os arquitetos navegam pelas possibilidades infinitas para escolher os elementos que darão vida às suas criações? O que o processo de especificação de materiais envolve? Por onde começar?
Criar um espaço lúdico, voltado especialmente para as necessidades das crianças na primeira infância. Essa foi a intenção da prefeitura de São Paulo ao desenvolver sua primeira “Praça Conceito” – inaugurada na Praça São Sebastião, no bairro Ipiranga. A primeira infância, que vai de zero a seis anos, é o período considerado extremamente importante para o desenvolvimento do ser humano. Diversas pesquisas têm apontado que as experiências vividas no começo da vida, desde o período de gestação, influenciam diretamente na formação do adulto.
Entre um total de 576 obras apresentadas, o Prêmio FAD 2023 divulgou a lista de projetos finalistas e selecionados, que poderão ser vistos de 5 de outubro de 2023 a 7 de janeiro de 2024 na exposição O melhor projeto do ano que ocupará os espaços do Disseny Hub Barcelona.