Diébédo Francis Kéré fundou seu escritório, Kéré Architecture, em Berlim, Alemanha, em 2005, após o início de uma trajetória defendendo a construção de uma arquitetura educacional de qualidade em seu país de origem, Burkina Faso. Desprovido de salas de aula e condições de aprendizagem adequadas quando criança, e enfrentando a realidade da maioria dos jovens estudantes do país, seus primeiros trabalhos foram o resultado da busca por soluções tangíveis para os problemas que a comunidade enfrentava.
O início do século XX presenciou o nascimento da arquitetura modernista. Trouxe consigo um movimento arquitetônico principal que gerou movimentos derivados. Uma figura frequentemente vista como indivíduo definidor desse movimento é Le Corbusier, cujo tratado de 1923 Por uma Arquitetura influenciou seus contemporâneos — um manifesto que inclui a famosa frase "uma casa é uma máquina de morar" onde a boa arquitetura teria que ser intrinsecamente ligada a sua função e às exigências da indústria.
O novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) traça um cenário preocupante: as mudanças climáticas já afetam todas as partes do mundo, e impactos muito mais severos podem estar nos esperando se não reduzirmos as emissões de gases do efeito estufa pela metade ainda nesta década e não começarmos imediatamente a ampliar as medidas de adaptação.
https://www.archdaily.com.br/br/978091/impacto-das-mudancas-climaticas-6-descobertas-do-relatorio-do-ipcc-de-2022-sobre-adaptacaoKelly Levin, Sophie Boehm e Rebecca Carter
Entre as muitas dificuldades que a indústria da construção enfrenta atualmente, o confrontar a emergência climática continua sendo um dos principais desafios. De fato, considerando que o setor é responsável por cerca de 40% das emissões globais de gases de efeito estufa, a busca por uma arquitetura net-zero deveria ser a principal prioridade. Embora haja um longo caminho a percorrer para a maioria dos edifícios anular a quantidade de dióxido de carbono que produzem, o conceito está ganhando força rapidamente e certamente se tornará a nova norma à medida que olhamos para um futuro não muito distante. E como arquitetos, designers e outros atores envolvidos na indústria podem contribuir para o design sustentável e a arquitetura net-zero?
Palácio Capanema, também conhecido como Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro. Foto: Nelson Kon
Achou que já tinha visto, lido e ouvido tudo sobre Semana de 22? Pois o Betoneira Podcast abordou o tema por um viés diferente: da arquitetura. O convidado Guilherme Wisnik explicou como a antropofagia de Oswald de Andrade fundamentou a relação de Lúcio Costa e Niemeyer com Le Corbusier no projeto do Palácio Capanema, primeiro edifício público de arquitetura moderna no Brasil.
Rendering of the Colburn Center at the Colburn School. View from Hill Street West towards dance school entrance, adjacent park, and stairs leading up to Olive Street and public plaza.. Image Courtesy of Gehry Partners
A Colburn School, renomada escola de música e dança de Los Angeles, divulgou o novo projeto de Frank Gehry para o Colburn Center, uma expansão do campus de quase 10 mil metros quadrados que busca inspirar e promover organizações e artistas jovens da região. O centro servirá como um hub cívico no coração de LA para programas públicos e contará também com colaborações educacionais e performances com artistas locais e visitantes.
A Glass House situada na Ponus Ridge Road, New Canaan – Connecticut, foi projetada e construída, no final dos anos 1940, para ser a morada de seu autor, o arquiteto Philip Johnson. Considerada um ícone da arquitetura moderna, suas características exploram os limites entre interior e exterior. Um ano após a sua conclusão, a sua mimese, Brick House, foi construída, 25 metros à frente com o mesmo comprimento, porém metade da profundidade da casa de vidro.
https://www.archdaily.com.br/br/977961/exibicionismo-e-reclusao-o-complexo-glass-house-de-philip-johnson-e-david-whitneyHelena Ramos e Rafael Baumer
Por mais revolucionário que o setor da construção civil possa parecer hoje em dia, ele é atualmente responsável por quase 40% das emissões mundiais de dióxido de carbono, 11% das quais são resultado da fabricação de materiais de construção, como aço, cimento e vidro. Alguns anos depois, após uma pandemia global que acarretou mudanças de rotina e provas incontestáveis da mudança climática, as emissões de CO₂ ainda estão em ascensão, atingindo um máximo histórico em 2020, de acordo com o Relatório da Situação Global de Edifícios e Construção de 2020. Embora muito progresso tenha sido feito por avanços tecnológicos, estratégias e conceitos de projeto e processos de construção, ainda há um longo caminho a percorrer para reduzirmos as emissões de carbono a um mínimo ou quase zero no desenvolvimento de ambientes construídos.
Na semana passada, anunciamos os 15 finalistas do Obra do Ano de 2022, um prêmio que celebra o melhor da arquitetura lusófona, convidando nossos leitores a escolherem seus projetos favoritos construídos nos países de língua portuguesa. Chegou o dia de conhecer os vencedores do ODA 2022.
Na última apresentação do Project Excellence Program do Department of Design and Construction (DDC) de Nova York, o comissário Thomas Foley anunciou que a agência selecionou 20 empresas para fornecer serviços de projeto arquitetônico para os futuros edifícios públicos da cidade de Nova York. Dez das empresas selecionadas são certificadas como "Empresas de Propriedade de Minorias e Mulheres" (M/WBEs), cumprindo as metas ambiciosas da cidade de apoiar M/WBEs e aumentar sua capacidade de gerar projetos culturalmente competentes.
No último mês de janeiro a Prefeitura Municipal de São Paulo, uma das maiores cidades da América Latina, divulgou os resultados da Pesquisa Censitária da População em Situação de Rua, apresentando sua caracterização socioeconômica e um panorama territorial. Os dados recentes do PIB, bem como a pesquisa censitária, demonstram os impactos da pandemia e da crise econômica e política em nossa sociedade, confirmando aquilo que está sendo refletido nas grandes cidades brasileiras.
Com excessão de alguns casos isolados, ao longo de todo o território do Peru—seja no litoral, na serra ou na selva amazônica—, o clima do país conserva características de regiões tropicais ou subtropicais, sendo que as diferenças entre as temperaturas médias durante o inverno e o verão não são muito significativas. Devido a sua localização e característica geográfica específica, a temperatura em todo o país oscila entre os 15° C e os 27° C ao longo do ano, sendo atípicas situações de frio ou calor extremo. Por este motivo, a relação entre arquitetura e a paisagem assim como entre os espaços interiores e exteriores, é um elemento de projeto muito explorado pela grande maioria dos arquitetos e arquitetas do país.
Inundações após furacão de categoria 4 na Nicarágua. O aumento da intensidade das tempestades está ligado às mudanças climáticas. Foto: European Union, 2020/D. Membreño
No alto da Cordilheira dos Andes, as geleiras recuaram e diminuíram sob os efeitos das mudanças climáticas. Em torno de quatro milhões de pessoas dependem das geleiras para obter água, mas elas perderam quase um metro de espessura nos últimos 20 anos.
https://www.archdaily.com.br/br/979035/compromissos-ambicao-e-frustracao-o-progresso-da-america-latina-nas-questoes-climaticasAlex Simpkins, Caroline M. Rocha Frasson, Héctor Donado e Carolina Genin
A BIG revelou o projeto de um quarto de hotel no topo de uma árvore envolto em 350 casas de pássaros criado para o Treehotel na Lapônia, Suécia. Projetado em colaboração com o ornitólogo Ulf Ohman, o quarto Biosphere, de 34 metros quadrados, busca aprimorar a biosfera circundante, proporcionando um habitat para as aves locais, permitindo que os hóspedes mergulhem na floresta circundante. O projeto é a mais recente adição à série de quartos projetados individualmente por alguns dos arquitetos mais renomados da Escandinávia como Snøhetta, Rintala Eggerstsson e Tham & Videgard.
Em 2014, quando o repórter do jornal britânico The Guardian – Ben Quinn – abriu os olhos de cidadãos de todo o mundo para práticas hostis de desenho urbano, cunhando o que viria a ser conhecido como fenômeno da “arquitetura hostil”, não se esperava uma repercussão tão grande. Vieram à tona inúmeras estratégias de desenho urbano que coíbem a participação do cidadão e segregam sua apropriação da cidade, elementos que restringem certos comportamentos e dificultam o acesso e a presença de determinadas camadas da sociedade. Códigos de conduta ditados pelo desenho urbano que vão contra tudo o que se estuda sobre urbanismo de cidades democráticas e hospitaleiras, tal qual Jan Gehl e Jane Jacobs.
A 60ª edição do Salone del Mobile Milão 2022, que vai acontecer entre os dias 7 e 12 de junho de 2022 na Fiera Milano Rho, vai refletir a atual transição ecológica do mundo do design, com uma missão de "demonstrar que é possível e crucial começar a incorporar a sustentabilidade e a consciência ambiental na produção de móveis". Mais de 2 mil expositores, incluindo 600 jovens designers com menos de 35 anos de idade irão expressar suas próprias identidades e liberdade criativa, utilizando o espaço de exposições tanto como um elemento arquitetônico e de comunicação, com a sustentabilidade e a ecologia como os critérios principais.
A madeira é, sem dúvidas, um dos materiais construtivos mais versáteis que existem. Em peças aplainadas, painéis compostos ou em estado bruto, suas características estéticas e estruturais atraem arquitetos e clientes, que enxergam nela possibilidades compositivas extremamente variadas. Dentre os modos mais antigos de aplicação deste material, as peças roliças são aquilo que se pode chegar mais perto do estado natural da madeira, com pouquíssimo tratamento e processamento após o corte da árvore.
O uso destas peças em estado rústico é muito recorrente em residências de veraneio, o que não significa que esta seja sua única aplicação. A seguir, reunimos dez casas brasileiras que fazem uso de elementos rústicos de madeira em sua estrutura ou fechamentos.
Enquanto a emergência climática se apresenta como uma ameaça existencial grave, é crucial que o caminho para zerar as emissões de carbono seja retomado em larga escala, tanto no sentido arquitetônico, quanto no comercial. Ao redor do mundo, iniciativas foram renovadas em uma tentativa de combater o que é quase inconcebível. De acordo com o relatório de status global de 2019 para edifícios e construções, o setor de construção representou 36% do uso final de energia e das emissões de carbono relacionadas ao processo em 2018. Embora as emissões de carbono tenham sido temporariamente reduzidas durante o pico da pandemia, elas devem retornar rapidamente aos números anteriores.