Há duas maneiras de se chegar a Cabo Verde, pelo mar ou pelo céu. Dos dois jeitos, somos surpreendidos pela paisagem de imensas massas rochosas brotando do umbigo do Atlântico antes de pôr os pés em terra. Despovoado até meados do século XV, o arquipélago vulcânico é formado por dez ilhas, nove delas atualmente habitadas, cada uma com características singulares — umas mais turísticas, como o Sal, outras mais rurais, como Santo Antão — e uma versão própria do kriolu kabuverdianu, língua que não é a oficial (o português ocupa esse lugar), mas que é de longe a mais falada.
São Vicente é a segunda ilha mais populosa do país e faz parte do grupo insular norte, chamado Sotavento, juntamente com Santo Antão, Santa Luzia, São Nicolau, Sal e Boa Vista. Sua maior cidade, Mindelo, tem vocação portuária e é historicamente ponto de partida e chegada de pessoas e mercadorias. Marcada pelo trânsito, a cidade é lugar de passagem e de trocas culturais intensas. É, também, lar do primeiro museu construído no país, o Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design — CNAD.
MoBar 50 / Dometic Home. Image Courtesy of Dometic Home
Segundo uma pesquisa recente da empresa de análise de mercado IWSR, 54% dos compradores online de álcool nos EUA fizeram sua primeira compra durante a pandemia. A maioria dos consumidores decidiu "se presentear" com marcas mais caras do que o habitual, optando pelas garrafas das prateleiras mais altas, a fim de finalmente dominar a arte de coquetéis caseiros - bebidas elaboradas e que são dignas de um investimento mais alto. A IWSR aponta que esses hábitos estão pegando. Junto com eles, vem a necessidade de um plano estético para exibi-las estas aquisições: é aí que entram os bares residenciais
Em 1972, a Embaixada da Itália deixou o antigo solar que ocupava desde 1919 no Rio de Janeiro, na Rua das Laranjeiras 154, e mudou-se para a nova capital, Brasília. O livro e a exposição fotográfica, lançados no dia 29 de agosto, querem oferecer uma viagem pela história fotográfica da sede, organizando e mostrando uma parte importante de sua memória histórica, com o intuito de preservá-la.
A história da Embaixada é a história de uma construção dentro da construção. Junto com a edificação de uma nova cidade, uma capital visionária e futurista, também ocorre a construção da sede projetada pelo grande engenheiro Pier Luigi Nervi. Um espaço de trabalho e representação que condensa em si o melhor da célebre tradição arquitetônica e da engenharia italiana, enquadrando-se harmoniosamente no desenho urbano e no estilo monumental de Brasília.
https://www.archdaily.com.br/br/988307/embaixada-da-italia-em-brasilia-lanca-exposicao-e-livro-online-gratuito-sobre-projeto-de-pier-luigi-nerviArchDaily Team
A habitação cooperativa ou co-habitação é um modelo habitacional que permite expandir o acesso à moradia nas cidades. Este modelo começou a ser desenvolvido em países como a Dinamarca e o Uruguai e está se tornando cada vez mais popular na Europa. Tanto que, há alguns anos, chegou a Barcelona e desde então não parou de se expandir na região, ultrapassando os limites da própria cidade. A seguir, explicaremos em que consiste o modelo de co-habitação em Barcelona e como ele contribui para uma arquitetura mais democrática para os cidadãos.
Por décadas, a história da arquitetura brasileira coroou figuras masculinas como seus grandes representantes, porém, nos últimos anos, podemos observar o crescente número de trabalhos que se dispuseram a identificar as figuras femininas neste campo. “Onde estão as mulheres na história da arquitetura no Brasil?” foi, e ainda é, uma das questões que mais ouvimos como profissionais de história da arquitetura e do urbanismo. Muitas vezes a reposta se volta para os nomes de Lina Bo Bardi e Carmen Portinho, referências fundamentais, mas, ainda assim, podemos nos perguntar quais outras tantas personagens construíram suas trajetórias nesta área?
Estender o espaço privado ao público. Imagem autoral
O eruv divide o público do privado, o secular do sagrado e o trabalho do shabat. O presente ensaio pretende entender como as tradições da cultura judaica se atualizaram ao longo dos séculos e convivem hoje com a dinâmica da metrópole, deixando marcas identitárias no espaço urbano. Ou seja, buscamos aqui o tensionamento entre as relações de comunidade, identidade e pertencimento, que constroem outras leituras, compressões e compartilhamentos nos espaços públicos da cidade.
https://www.archdaily.com.br/br/987052/o-eruv-enquanto-artificio-de-territorializacao-das-comunidades-judaicas-ortodoxas-nas-metropolesIsabel Seber, Lilla Lescher, Tamara Crespin e Victória Liz Cohen
Impulsionada pela geração Z que prefere ter acesso a coisas do que a posse delas, o mercado de usados começa a crescer significativamente no mundo inteiro.
Entre eles, o mercado de móveis usados, que além de dar reuso a produtos que iriam para o lixo, ajuda na diminuição dos índices de CO2 liberados pelas fábricas – fabricar e despachar uma única peça de mobiliário emite cerca de 90kg de CO2, o equivalente a voar em um Boeing 747 por uma hora.
Como Caitlin Mueller, pesquisador, designer e professor do MIT, aponta: "o maior valor que se pode dar a um material é dá-lo um papel de carga em uma estrutura". Os componentes de carga - fundações, vigas, colunas, paredes etc. - são projetados para resistir às forças e movimentos permanentes ou variáveis. Semelhante aos ossos do corpo humano, eles apoiam, protegem e mantêm tudo unido. Para cumprir essa função indispensável, devem ser feitos de materiais com excelentes propriedades mecânicas, o que explica o destaque de concreto e aço em estruturas. No entanto, seu alto desempenho tem um alto custo ambiental: juntos, eles representam 15% das emissões globais de CO2 no mundo. Isso nos faz pensar: é possível que os materiais estruturais sejam realmente sustentáveis? Conhecemos soluções como versões mais ecológicas de concreto, mas há muitas outras alternativas para explorar. E, às vezes, a resposta está mais próxima do que esperamos; na terra embaixo de nós ou na natureza que nos rodeia.
Manter viva a memória da arquitetura brasileira num país que pouco valoriza a profissão e que vem sistematicamente desmantelando as instituições e ferramentas de fomento e manutenção da cultura pode ser uma tarefa ingrata. É, porém, o desafio que se propõe o escritório aflalo/gasperini arquitetos, que acaba de lançar um acervo digital em comemoração aos seus 60 anos de história.
Adam Neumann, cofundador da empresa de coworking WeWork, está lançando a Flow, um novo empreendimento que visa transformar o mercado imobiliário residencial de aluguéis. Embora os detalhes ainda não estejam claros, a empresa parece estar focada na criação de um produto de marca com foco nos recursos da comunidade, conforme relatado pelo The New York Times. A empresa recebeu apoio financeiro de aproximadamente US$ 350 milhões da Andreessen Horowitz, uma importante empresa de capital de risco do Vale do Silício e um dos primeiros investidores do Facebook e do Airbnb. Espera-se que a Flow seja lançada em 2023.
A Renzo Piano Building Workshop, em colaboração com a Stavros Niarchos Foundation (SNF) Health Initiative, divulgou os projetos de três novos hospitais em Tessalônica, Comotini e Esparta, na Grécia. As três unidades têm como objetivo fornecer nova infraestrutura hospitalar e melhorar o acesso e a qualidade do atendimento em regiões carentes.
Em muitas culturas a cozinha se tornou não somente um espaço de trabalho, mas também um lugar de encontro, um ambiente social onde se reúne família e amigos para prosas e refeições. Buscando responder a essa transformação a partir de plantas mais integradas e eletrodomésticos que tenham também um apelo estético, além de prático, a escolha dos equipamentos de cozinha, como por exemplo o fogão, não está mais restrita às suas condições técnicas. Veja a seguir como combinar os aspectos práticos, técnicos e estéticos na hora de escolher um fogão.
Se anteriormente trouxemos plantas de antes e depois de reformas de apartamentos, agora focamos em projetos residenciais que receberam melhorias necessárias. Além das plantas, a informação que consta no memorial de cada projeto ajuda a compreender melhor a atitude tomada em cada desenho arquitetônico. Afinal, cada obra traz consigo diferentes demandas: prazos, orçamentos, legislações e pré-existências.
O escritório Ennead Architects divulgou um projeto para a fronteira entre o Chile e a Argentina ao longo da passagem Cardenal Antonio Samoré, uma das passagens montanhosas mais movimentadas do sul dos Andes. Apelidado de Samoré, o projeto foi concebido para servir como uma estação de acolhimento e refúgio para os viajantes, fazendo eco à tradição patagônica de abrigos remotos nas montanhas.
Da diminuição da temperatura local à melhoria da qualidade do ar, são inúmeros os benefícios da arborização nos centros urbanos. Somando vantagens sociais, ambientais e até econômicas, a arborização urbana, em especial do passeio público, é fundamental para qualidade de vida dos cidadãos, mas precisa ser definida e projetada com cuidado, combinando as demandas urbanas com as necessidades biológicas.
Acampar vários dias em barracas e sufocar sob o sol quente do verão para estar a 100 fileiras de seu artista musical favorito? Provavelmente é a época de festivais de música. À medida que o ano chega ao fim, com os festivais de música voltando a todo vapor após um hiato do COVID-19, é importante entender o impacto socioeconômico que eles têm nas cidades que os hospedam, e que vão muito além do show final. O entretenimento de curto prazo e os benefícios financeiros superam as desigualdades urbanas de longo prazo que eles podem agravar?
O Burning Man 2022 começou no deserto de Black Rock, no estado de Nevada, EUA. Com o tema Waking Dreams, o festival deste ano explora o "poder transformador dos sonhos, literal e figurativamente, e celebra os sonhadores que canalizam essa energia potente de maneiras reveladoras, às vezes transformadoras". A "metrópole temporária" permanecerá de pé até o dia 5 de setembro, e conta com inúmeras instalações e pavilhões que celebram a "comunidade, arte, autoexpressão e autoconfiança".
Boston acaba de anunciar um plano que, se aprovado, eliminaria o uso de combustíveis fósseis em novas construções e grandes projetos de renovação. Esta medida expande o compromisso pela ação climática e inclui Boston na lista das cidades integrantes do Green New Deal. Outras cidades dos EUA, como Nova York, Los Angeles, San Jose, Seattle e Berkeley, impuseram medidas semelhantes nos últimos anos. Sete cidades europeias — Bilbao, Bratislava, Dublin, Munique, Roterdã, Viena e Winterthur — também apresentaram projetos para eliminar gradualmente o uso combustíveis fósseis para aquecimento urbano.