A capital colonial

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Ao comemorar 60 anos, Brasília tem a oportunidade de se inspirar nos movimentos antirracistas e anticoloniais que, mundo afora, têm contestado a monumentalidade da história oficial, para se confrontar com a memorialização do colonialismo em sua própria paisagem urbana. Ao invés de eventos comemorativos que reiteram histórias oficiais, celebrando a cidade como marco bandeirante da modernidade nacional, deveríamos fazer uma pausa – ademais imposta pela pandemia – para refletir sobre como certas memórias são eternizadas, enquanto outras são apagadas, e, então, traçar novas cartografias memoriais no tecido urbano da capital.

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Narrativas visuais comunicadas por meio de arquivos, da arte e da arquitetura devem ser desconstruídas e ressignificadas por um amplo debate com os mais diversos segmentos da sociedade, principalmente aqueles cujas memórias foram negligenciadas (e não monumentalizadas). Nesse sentido, não é suficiente promover “narrativas plurais” dos monumentos, pois não se trata de uma questão de diferentes perspectivas sobre a história, mas sim de reparação histórica.

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Sobre este autor
Cita: Paulo Tavares. "A capital colonial" 15 Ago 2020. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/945354/a-capital-colonial> ISSN 0719-8906

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