Paulo Tavares

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A capital colonial

Ao comemorar 60 anos, Brasília tem a oportunidade de se inspirar nos movimentos antirracistas e anticoloniais que, mundo afora, têm contestado a monumentalidade da história oficial, para se confrontar com a memorialização do colonialismo em sua própria paisagem urbana. Ao invés de eventos comemorativos que reiteram histórias oficiais, celebrando a cidade como marco bandeirante da modernidade nacional, deveríamos fazer uma pausa – ademais imposta pela pandemia – para refletir sobre como certas memórias são eternizadas, enquanto outras são apagadas, e, então, traçar novas cartografias memoriais no tecido urbano da capital.

Praça do Cruzeiro, Eixo Monumental, Brasília, 9 de abril de 2020. Reprodução Instagram @minhacapitalVictor Meirelles, Primeira missa no Brasil, 1861. Museu Nacional de Belas Artes/ Google Arts and CulturePrimeira Missa em Brasília, 3 de maio de 1957. Luiz Lemos/ Arquivo Público do Distrito Federal – ArpDFPainel da exposição Reintegração de posse: narrativas da presença negra na história do Distrito Federal, Museu Nacional de Brasília, 2019 (Montagem de Diego Soares com fotografias de autores desconhecidos/ Arquivo Público do Distrito Federal – ArpDF)+ 15