O lançamento, em 2010, do “Boris Bike” - esquema de compartilhamento de bicicletas de Londres, em homenagem ao prefeito Boris Johnson - foi a indicação mais clara até agora de que o ciclismo já não se reduz a uma minoria de fanáticos, mas um modo saudável, eficiente e sustentável de transporte que planejadores urbanos devem utilizar em seu arsenal. Existem hoje mais de 8.000 bicicletas e 550 estações de compartilhamento no centro de Londres. E este comportamento não é limitado à cidade: segundo o Wikipedia, existem 535 sistemas deste tipo em 49 países, utilizando mais de meio milhão de bicicletas em todo o mundo.
No entanto, a verdadeira questão é: será que as bicicletas realmente mudam a cidade? Será que isso resultará em novas formas urbanas ou, como o título do novo livro do acadêmico australiano Dr. Steven Fleming prevê, uma "Cycle Space"? Como Fleming, acredito que sim. Acredito que o ciclismo pode ser o catalisador para um renascimento urbano no século 21.
Com o crescimento populacional cada vez maior junto do contínuo desenvolvimento dos centros urbanos, é previsto que os edifícios, em geral, alcancem maiores alturas. Com a chegada do One World Trade Center em maio deste ano, o concurso mundial para construir as torres mais altas não parece estar diminuindo, especialmente na China e nos Emirados Árabes. A pergunta que intriga, no entanto, é quantos desses edifícios colossais possuem realmente um espaço útil?
Um dos membros fundadores do Congresso para o Novo Urbanismo e vencedor do Prêmio J.C. Nichols para Visionários em Desenvolvimento Urbano, o arquiteto e planejador tem estado na vanguarda do planejamento urbano há mais de três décadas. Nos últimos anos, além de continuar o trabalho de sua empresa nos Estados Unidos, Calthorpe Associates, ele tem cada vez mais voltado sua atenção para um país que se urbaniza em um ritmo sem precedentes na história do mundo: a China.
Aqui Calthorpe fala sobre processo único do planejamento chinês, o futuro do transporte ferroviário de alta velocidade na Califórnia, da Architecture 2030, a seguir:
Há sete anos, o fotógrafo Paul Sahner começou a documentar os distintos bairros da cidade de Nova York, mostrando suas imagens e vídeos no NYC Grid. A página não apenas apresenta fotografias contemporâneas, como também inclui uma fascinante sessão interativa de "antes e depois", onde são sobrepostas fotografias antigas e novas, incluindo Wall Street, a ponte de Manhattan, Park Avenue, entre outros.
Para acessar algumas imagens da série e explorar o passado e o presente de Nova York, acesse o seguinte link.
"Cada vez mais, vivemos as cidades mediados pela tecnologia digital - seja por meio dos aplicativos de smartphone, seja trocando mensagens com um amigo. O modo como nossas cidades acolhem seus habitantes, seus trabalhadores e visitantes é, atualmente, tanto físico quanto digital.
John Tolva, Diretor Técnico da prefeitura de Chicago, tem uma missão: estabelecer um diálogo entre os mundos físico e digital.
Para agregar cada vez mais informação ao mundo físico, um número crescente de especialistas começa a se envolver com arquitetura, planejamento e urbanismo. Mas, até o momento, a transição para o digital não se consolidou.
Descubra por que os arquitetos devem estar à frente da sobreposição entre digital e espacial.
ARA é um mobiliário de apoio lateral, desenhado pelo estúdio brasileiro OVO. É fabricado em madeira laqueada branca, portas deslizantes de plexiglas, uma peça delgada de madeira de noz e uma luz interior.
Fractal, criado pelo estúdio de design Mashallah em colaboração com Xavier Manosa, é um móvel estofado feito em duas partes. A parte superior é uma almofada de espuma macia que contorna as extremidades da base de cerâmica. Quando juntas, as estruturas poligonais caóticas constróem um forte vínculo que torna esta peça um banco utilizável.
O assento Macarao, criado por AGA Estudio Creativo, atende e sintetiza uma série de temas que ocupam seu interesse. Por uma parte os conceitos de modularidade, conectividade e descentrabilidade. Por outra, a relação cidade-objeto-paisagem e as possibilidades de linguagem que existem em seus limites ou encontros. Foi isto que impulsionou a criação de um elemento que possibilita o diálogo entre similaridades e diferenças, lógica e sorte, igualdade e diversidade, próximo e disperso, que seja único ou um conjunto, com a claridade de recriar uma situação diferente em cada contexto.
Quiet and Call, do estúdio londrinoTILT, foi concebida através de um processo colaborativo com a equipe e os pacientes do Whittington Hospital’s Outpatient Pharmacy. Um espaço pessoal seguro, seja de pé ou sentado, foi a ideia chave do projeto.
Em 2012, o fotógrafo Nick Olson e a designer de moda Lilah Horwitzr renunciaram seus postos de trabalho para assumir o ambicioso projeto de desenhar e construir, com suas próprias mãos, uma casa nas montanhas de Virginia Occidental. Como bons artistas, decidiram que sua casa deveria responder à suas visões artísticas e a um estilo de vida em permanente busca e criação. Assim, fizeram uma campanha para juntar e reciclar uma grande quantidade de janelas para construir a fachada principal de sua nova casa.
Midtown West; Cortesia do usuário do Flickr David Boeke, Licensiado via Creative Commons
Um estudo recente realizado pela REBNY, Real Estate Board of New York (Conselho Imobiliário de Nova York) concluiu que, ao preservar 27,7% dos edifícios em Manhattan, "a cidade está evitando seu futuro econômico". REBNY vem desafiando a Comissão de Preservação de Monumentos, argumentando que isso tem muito poder quando se trata de decisões de planejamento, e que ao tornar os negócios tão difíceis para os investidores, sufoca-se o crescimento da cidade.
No entanto, três dias antes do lançamento deste estudo, o presidente da REBNY, Steve Spinola, disse em uma entrevista ao WNYC que "se você perguntar aos meus membros, eles dirão a você que [os doze anos de mandato do prefeito Bloomberg] tem sido um grande período para eles ". A conclusão da matéria citada é de que a última década tem sido realmente uma época de maior crescimento para os investidores, em vez de um período de estagnação.
Seria fácil ecoar a opinião de Simeon Bankoff, diretor-executivo do Conselho de Distritos Históricos, que acredita que as ações de REBNY reduzem-se a ganância, mesmo comparando seus membros a Gordon Gekko, o anti-herói do filme Wall Street. Mas é realmente a ganância o que está por trás deste ataque à Comissão de Preservação de Edifícios? Saiba mais a seguir.
Algum tempo atrás mencionamos este filme e o papel do diretor e arquiteto Joseph Kosinski no seu desenvolvimento da paisagem futurista. Agora é hora de incluir na nossa lista de Cinema e Arquitetura, este remake do filme Tron de 1982, de Steven Lisberger. Na época, foi o primeiro filme a mostrar uma representação espacial de mundo do computador como um ambiente inabitável.
A série Tiras, criada pelo estúdio brasileiro de designOVO, está formada por muitas tipologias diferentes: cadeiras, bancos coletivos com ou sem encosto, mesas individuais. Diversas estruturas metálicas recebem tiras estofadas ou de madeira.
Atualmente, muitos objetos não possuem nenhum caráter simbólico ou cultural. Todavia, os objetos produzidos com base em técnicas e materiais tradicionais são capazes de estabelecer um vínculo entre quem os produz e o usuário, um vínculo entre o material e a técnica utilizada para sua criação, reativando, assim, aspectos próprios da cultura.
Amalia, dos designers Christopher Macaluso e Camila de Gregorio, doEggpicnic, consiste num projeto que aborda uma série de aspectos tradicionais, que na modernidade muitas vezes aparecem ofuscados.
Até o momento, os arquitetos se mostraram reticentes em usar madeira na construção de edifícios em altura. Questões como custo, segurança estrutural e resistência ao fogo, para citar alguns poucos, levaram o concreto e o aço à preferência de escolha ao redor do mundo.
Entretanto, o arquiteto Michael Green assegura que devemos começar a substituí-los por madeira, já que a produção de concreto e aço contribuem significativamente com as emissões de gases de efeito estufa no meio ambiente. Para tornar esta mudança de paradigma possível, Green apresenta sua proposta FFTT / Find the Forest Through the Trees (Encontrar a Floresta entre as Árvores), que utiliza painéis rígidos de madeira laminada, que obtêm sua resistência estrutural pela sobreposição de muitas camadas finas.
Mais informações sobre este sistema construtivo a seguir.
As iniciativas anunciadas sobre os “Corredores 2.0”, orientadas a melhorar a qualidade do transporte público da cidade de Santiago, no Chile, abre-nos a possibilidade de assumir alguns desafios pendentes em nossas cidades, como a de pensar de maneira integral as relações entre a qualidade do transporte e a do espaço público que o recebem, pondo no centro da questão as necessidades do pedestre, que é habitante, transeunte e viajante cotidiano. Além disso, convida a assumir o papel que o transporte público deve cumprir no desenvolvimento urbano e social da cidade.