
Não é novidade que a questão de gênero permeia toda a nossa organização como sociedade e sistema, refletindo diretamente a dualidade dos "papéis femininos e masculinos" e seus mecanismos de opressão de gênero. No âmbito da arquitetura e do urbanismo isso não é diferente. Ao longo dos séculos, as cidades e suas edificações têm se mantido e se transformado de forma a priorizar as demandas de um perfil bem específico de usuário. Tal estrutura, obviamente, não considera outras identidades e formas de apropriação, ou seja, a demanda real e toda a sua diversidade de classes sociais, gênero, cores, faixas etárias, orientações sexuais, etc. São planejamentos e projetos disfarçados de uma concepção “neutra”, mas que na verdade reproduzem o olhar de um homem branco de classe média.
Essa polêmica estruturação urbana e arquitetônica, com o passar do tempo, começou a ganhar visibilidade e encabeçar discussões fundamentais sobre a perspectiva de gênero nas disciplinas e a apropriação igualitária das cidades. Com isso, autores, projetos e estudos vieram à tona a fim de embasar mudanças de pensamentos e de ações. Nesse sentido, levando em conta a complexidade e, sobretudo, a urgência do tema, ao longo dos anos o Archdaily tem produzido e divulgado diferentes artigos que abordam desde exemplos práticos de inclusão da perspectiva de gênero na arquitetura e no urbanismo até fundamentações teóricas e marcos históricos.
A seguir compilamos uma série de artigos que pode servir de base para uma compreensão mais aprofundada sobre o tema:










