
Algumas iniciativas recentes demonstram o ressurgimento do movimento feminista em uma nova onda [1] que tem afetado diversos campos da sociedade brasileira. Toda essa movimentação de debates e ações realizadas pelas lutas das mulheres tem reverberado em diferentes áreas do conhecimento, e a arquitetura e urbanismo não estão de fora. No campo da arquitetura, por exemplo, se destaca a criação do grupo “Arquitetas invisíveis”, em Brasília (2014), um grupo voltado para dar visibilidade a prática arquitetônica de mulheres. Assim como o surgimento de alguns grupos pesquisa, trabalhos de graduação, dissertações, teses e debates públicos sobre a questão. Iniciativas especialmente de estudantes e jovens arquitetas.
Em 2011, a relatora especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada, Raquel Rolnik, lançou a cartilha “Como fazer valer o direito das mulheres à moradia?”, uma publicação inteiramente voltada para a relação entre gênero e moradia. Segundo a publicação, a importância de destacar as questões de gênero em relação a luta pelo direito à moradia adequada se deve ao fato que, “para as mulheres, a não realização desse direito ou a sua violação têm consequências específicas, que não se verificam da mesma forma para os homens” (ROLNIK et al, 2011, p. 5).
