1. ArchDaily
  2. Feminismo

Feminismo: O mais recente de arquitetura e notícia

Por um urbanismo do comum e ecofeminista: entrevista com Zaida Muxí, Josep Maria Montaner e Laís Bronstein

Num mundo fisicamente cada vez mais conectado, mas socialmente incrivelmente desigual e fragmentado, qual deveria ser a contribuição de arquitetas e arquitetos na busca por cidades e comunidades mais igualitárias, desenvolvidas e humanas? Segundo os autores desse livro, objeto de nossa conversa neste episódio, a nossa atuação deve assumir, necessariamente, a sua dimensão política. 

Como o star system e o sexismo invisibilizaram a contribuição das mulheres arquitetas nos trabalhos em casal

Se a carreira de uma mulher na arquitetura já enfrenta mais obstáculos que a de um homem, como têm comprovado estudos e pesquisas em todo o mundo, as disparidades ficam ainda mais óbvias quando se trata de parcerias que envolvem ambos os gêneros. Na história da disciplina é possível encontrar uma série de exemplos de parcerias em escritórios ou projetos específicos que evidenciam as discrepâncias nos reconhecimentos obtidos pelos trabalhos, que se revelam em premiações, honrarias, citações e salários.

Muitas destas parcerias tratam-se de casais que, como em qualquer relação de sociedade, projetam e tomam decisões de trabalho de forma conjunta. Mas, no caso particular dos casais heterossexuais de arquitetos, o papel de "esposa" parece ter prevalecido sobre aquele de colaboradora, arquiteta ou sócia igualitária em muitas ocasiões.

Projeto Galath3a: uma colaboração mulher-máquina no Berlin Open Lab

Explorando o uso de tecnologias inovadoras em arquitetura e praticando na encruzilhada entre arte e design espacial, Gili Ron e Irina Bogdan imaginaram o projeto Galath3a, uma colaboração mulher-máquina. O empreendimento baseado em pesquisas usa um braço robótico UR5 chamado Gala (abreviação de Galateia), para especular sobre o que é culturalmente considerado "comportamento feminino".

Testes de laboratório realizados no Berlin Open Lab, Universität der Künste, Berlin. Imagem cortesia de Gili Ron e Irina BogdanProposta de projeto: Cenografia para “The Robot Salon”. Imagem cortesia de Gili Ron e Irina BogdanProposta de projeto: Cenografia para “The Robot Salon”. Imagem cortesia de Gili Ron e Irina BogdanProposta de projeto: Cenografia para “The Robot Salon”. Imagem cortesia de Gili Ron e Irina Bogdan+ 9

Memorial para as vítimas de feminicídio em espaços públicos na Cidade do México

Memorial das vítimas de feminicídio em uma cerca em frente ao Palácio Nacional da Cidade do México (2021). Imagem © Sofía Castro GuerreroMemorial das vítimas de feminicídio em uma cerca em frente ao Palácio Nacional da Cidade do México (2021). Imagem © Sofía Castro GuerreroIntervenção "Vivas Livres Juntas", Monumento à Revolução, Cidade do México (2021). Imagem © Ana Chinos SalgadoMemorial das vítimas de feminicídio em uma cerca em frente ao Palácio Nacional da Cidade do México (2021). Imagem © Ixchel Cisneros Soltero+ 16

No dia 8 de março de 2021 diferentes manifestações foram realizadas por ocasião do Dia Internacional da Mulher incluindo a #8M na Cidade do México que tem como objetivo tornar visível e exigir justiça diante da onda de feminicídios que ocorre todos os dias em todo o país e que aumenta a cada ano. Ela, por sua vez, tem desencadeado outras várias manifestações como a de 16 de agosto de 2019 e a de 8 de março de 2020, onde milhares de mulheres se reuniram para se manifestar de forma pacífica (e violenta), transgredindo o espaço público e deixando como resultado, diversos danos nas ruas, nos transportes públicos e principalmente - durante a marcha de 16 de agosto de 2019 - no Monumento ao Anjo da Independência (que ainda se encontra em processo de restauração), atitudes pelas quais o movimento feminista foi desacreditado com os danos sendo superpostos às demandas manifestadas.

O peixe morto na praia: o problema das “mulheres na arquitetura”

Escala humana na cidade a partir de uma perspectiva feminista, transversal e política

Observar a realidade de nosso ambiente construído nos permite reconhecer que existem identidades que os modelos e escalas existentes não representam. Estas vozes, não por acaso, têm sido as grandes ausências nos processos de planejamento e construção das cidades e de sua arquitetura. Seus desejos e formas de ser e viver no mundo foram excluídos e tornados invisíveis. Isso nos faz repensar quais vozes são representadas nos debates sobre o urbano e para quem se projeta a cidade?

Vem por aqui: criando espaços mais seguros para mulheres

DE MULHERES PARA MULHERES!

 

Em parceria com o CAU/SC lançamos a oficina “Vem por aqui: criando espaços mais seguros para mulheres”. Este evento é exclusivo para as pessoas que se identificam como mulher, para que possamos criar uma rede de diálogo e acolhimento.

A oficina consiste em 6 encontros virtuais que contemplam debate, reflexão e ação! Com uma base teórica sólida, o curso proporcionará um debate construtivo e propositivo que dê voz às participantes. A ideia é formar uma rede de mulheres que, através de leituras e debates, compreendam situações e ferramentas para a transformação dos espaços públicos em prol da

Cidade Contínua: investigações para uma São Paulo mais acolhedora

A desigualdade que marca a nossa sociedade é refletida no espaço urbano. Assim, a vivência plena da cidade é uma realidade para apenas uma parcela da população, questionando a ideia do espaço público como um local plenamente democrático. 

Essa reflexão traz consigo a urgência de serem estabelecidas propostas que possibilitem cidades mais acolhedoras nos debates da arquitetura e do urbanismo contemporâneo.

Como seriam as cidades pensadas pelas mulheres? O caso de Barcelona

Embora as cidades devam ser construídas para todos, na maioria das vezes são pensadas, planejadas e projetadas pelos homens: "As cidades deveriam ser construídas para todos nós, mas não foram construídas por todos nós".

Com necessidades básicas diferentes, homens e mulheres esperam resultados diferentes do ambiente urbano. Uma cidade deve ser capaz de cumprir o essencial de todos. Ultimamente, o tópico que chama a atenção de todos gira em torno de cidades projetadas por mulheres. Com uma prefeita a bordo e uma agenda feminista, nos últimos quatro anos, Barcelona vem passando por grandes transformações nesse assunto.

Representatividade importa: conheça 31 arquitetas negras

Mulheres pensam, planejam e constroem nossos edifícios e cidades, nossos espaços de vida. Contudo, a igualdade de gênero ainda não é uma realidade em diversas práticas sociais e profissionais. Constatamos isso diante da violência física e psicológica sofrida pelas mulheres, da falta de reconhecimento, das imposições ocupacionais, diferenças salariais, além de tantas outras. Esse panorama diz respeito às mulheres de todo o mundo, mas também dentro da arquitetura há estatísticas que comprovam como as mulheres ainda não são valorizadas social e profissionalmente.

Dentro desse quadro de desvalorização e desigualdade, as mulheres negras enfrentam um panorama de invisibilidade ainda maior. O preconceito racial enraizado em nossa sociedade, assim como as oportunidades ainda segmentadas geram uma disparidade de quantidade e reconhecimento de profissionais negras nos cursos e áreas de atuação da Arquitetura e do urbanismo.

9 lições para enfrentar a Arquitetura depois de sair da universidade

Você prepara seu trabalho final de graduação por um longo tempo. Sonha muito com a apresentação, com a banca, com o projeto, com sua maquete, com o memorial, com as suas palavras. Avança, mas crê que será péssimo. Logo sente que não, que será um êxito e que tudo terá valido a pena. E logo tudo se repete e tens vontade de suicidar-se. Que isso é uma montanha russa e não sabes quando tudo acabará. 

Até que chega o dia. Você apresentar seu projeto. Explica suas ideias. A banca faz perguntas. Você responde. Você percebe que sabe mais do que pensava e que nenhum de seus sonhos constantes durante o ano não estiveram perto do que realmente aconteceu no exame. A banca murmura. Acaba a apresentação e te pedem que saia por um tempo. Ali você espera uma eternidade, minutos que rastejam lentamente. Passa, por favor. A comissão recita uma breve introdução e você não pode deduzir se foi bem ou mal. A comissão vai direto ao ponto. Você passou! Parabéns, você é um novo colega e todos te felicitam pela sua realização. A alegria invade você, apesar do cansaço que vêm arrastando. A adrenalina baixa. Passam-se semanas ou meses para ter um descanso merecido. E você começa a se perguntar: e agora?

A universidade -essa instituição que te forma como profissional- te entrega o diploma e agora você enfrentará o mercado de trabalho pela primeira vez (se é que nunca trabalhou antes). Antes de sair e definir suas próprias métricas de êxito pessoal (o êxito já não é medido em avaliações acadêmicas), compartilhamos com você 9 lições para enfrentar o mundo, agora que você é uma arquiteta ou um arquiteto.

Djamila Ribeiro e Juliana Borges lançam livros da coleção Feminismos Plurais

Juliana Borges e Djamila Ribeiro protagonizarão a noite de 26/04 no palco da Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo do IESP, a SAAU'18, em João Pessoa. Ao lado de outros nomes de referência na militância feminista, a Deputada Estadual Estela Bezerra (PB) e a advogada Liana Cirne Lins (PE), ambas conduzirão uma discussão sobre as invisibilidades sociais no processo de produção da cidade contemporânea. A mediação do debate ficará a cargo da arquiteta, urbanista e atriz, Natália Sá (PB). Além disso, Juliana e Djamila farão o lançamento dos seus respectivos livros, “O que é encarceramento em massa?” e “O

Uma cidade coletiva é uma cidade feminista

A Fundación Arquia, junto à arquiteta Ana Asensio, nos convida a pensar em como foram desenhadas -até agora- as cidades; espaços de fricção que foram concebidos sem igualdade de participação na tomada de decisões e que, portanto, nos levam a falar de feminismo.

Acção! Oficina de Urbanismo Feminista

A concretização e a vida das cidades são reflexos das estruturas de poder e decisão das sociedades que a sustentam. Assim, numa sociedade patriarcal será que se pode esperar que as mulheres tenham efetivo espaço, voz e ação nas decisões que configuram os seus quotidianos? Colocando esta questão como base, propõe-se aplicar uma metodologia participativa, com enfoque feminista, para perceber, da pluralidade das participações, o que são, entre outras, as estratégias de: 1. Invisibilização das estruturas de poder urbanas opressivas; 2. Consolidação física das desigualdades; 3. Questionamento e identificação das opressões urbanas; 4. Respostas e reações às condicionantes e 5. Avaliação dos processos em desenvolvimento. Toda estas questões são trabalhadas in situ. As cidades, os bairros, as ruas são os próprios campos de trabalho, reflexão e proposição, também campos de batalha.

Perspectivas Feministas sobre as Práticas Espaciais

Na Arquitectura portuguesa, a procura pelo entendimento sobre a lenta integração das mulheres no exercício da profissão é uma discussão recente. Contudo, os debates sobre Mulheres em Arquitectura ou sobre as relações entre Feminismo e Arquitectura começaram pelo menos nos anos 70 e não se esgotam nos direitos das mulheres. Têm-se materializado em encontros, bibliografia, percursos individuais e colectivos que contribuem para a transformação teórica e prática da Arquitectura.
As três arquitectas convidadas, Gabriela Salhes e Lia Antunes têm construído percursos em diferentes áreas da prática arquitectónica. É sobre o que é mais concreto; as formas, os meios, os intervenientes