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Revista Metropolis: O mais recente de arquitetura e notícia

Pierre Chareau, o misterioso arquiteto por trás da the Maison de Verre

Este artigo foi originalmente publicado na Metropolis Magazine como"New Retrospective Glimpses the Man Behind the Maison de Verre."

Pierre Chareau foi um arquiteto cuja maior parte dos edifícios foi demolida; um designer de interiores cujos projetos foram todos remodelados; e um cenógrafo cujos filmes você não pode ver. Estas nem são as circunstâncias mais auspiciosas para remontar uma retrospectiva, mas uma exposição ainda em curso no Museu Judaico, projetado por Diller Scofidio + Renfro (DS+R), tenta fazer isso.

Chareau, mais conhecido por seu único edifício ainda de pé, a Maison de Verre em Paris, desafia qualquer classificação ordenada. Sem nenhum tipo de formação arquitetônica, trabalhou brevemente como designer de móveis para uma empresa britânica para então seguir sozinho, criando um corpo idiossincrático de mobiliários, projeto de interiores para o cinema e a vida real e uma série de casas.

A varanda do segundo andar que Pierre Chareau projetou para Robert Motherwell em East Hampton, New York, 1947. Imagem Cortessia de Miguel Saco Furniture and Restoration, Inc., Nova York Mesa e Estante (MB960), c. 1930, projetados por Pierre Chareau, nogueira e ferro cru patinado preto, Imagem © Ken Collins, imagem cedida por Gallery Vallois America, LLC Vista da instalação da exposição de Pierre Chareau: Modern Architecture and Design. Projeto executado por Diller Scofidio + Renfro. Imagem Cortesia de Will Ragozzino/SocialShutterbug.com Pierre Chareau, Escritório, 1924, impressão pochoir; 8 13/16 x 10 x 7/16 in. Coleção Privada. Imagem © John Blazejewski, Biblioteca de Marquand, Universidade de Princeton + 11

"A Nuvem" por Studio Fuksas traz um toque de barroco moderno para o bairro racionalista EUR de Roma

Este texto foi originalmente publicado na Metropolis Magazine como "Studio Fuksas' Controversial (Yet Striking) Convention Center Opens At Last."

Apensar de seu nome que evoca maciez, “A Nuvem” (Nuvola em italiano) tem sido um dos projetos arquitetônicos mais seriamente discutidos na Itália na última década. Mesmo depois de sua inauguração em outubro de 2016, o edifício continua a gerar controvérsia sobre seu custo (estimado em €353 milhões, ou aproximadamente R$1,152 bilhão) e os atrasos que marcaram sua construção.

O Centro de Convenções EUR, como é oficialmente conhecido, é o maior edifício a ser construído em mais de 50 anos - talvez não pareça muito para a Cidade Eterna, mas também não é algo insignificante. O projeto foi elaborado por Massimiliano e Doriana Fuksas em 1998, mas não saiu do papel por quase duas décadas. Nesse período, a cidade já elegeu cinco prefeitos diferentes e foi alvo de inúmeros escândalos de corrupção.

© Moreno Maggi © Moreno Maggi © Moreno Maggi Passagens e acessos à Nuvem. Imagem © Moreno Maggi + 14

Como o escritório RAAAF está redefinindo a preservação do patrimônio histórico

Este artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine como "'Hardcore Heritage': RAAAF Reveals Its Latest Experiment in Historical Preservation".

Na prática da preservação histórica, há muitas vezes a tentação de transformar um edifício em um objeto para exibição - meticulosamente restaurado, imutável, fisicamente isolado - a fim de removê-lo do fluxo da história. O estúdio multidisciplinar Rietveld-Architecture-Art-Affordances (RAAAF) de Amsterdã se opõe a este método de lidar com ruínas arquitetônicas. Em vez disso, propõe tornar a história tangível, alterando essas estruturas em decomposição de forma a tornar suas histórias visíveis. O escritório deu um nome a esta abordagem - "herança hardcore" [Hardcore Heritage].

Os próximos grandes espaços públicos serão internos. Estamos preparados para isso?

Este artigo escrito por Kjetil Trædal Thorsen, cofundador do Snøhetta, foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine como "Opinion: The Next Great Public Spaces Will Be Indoors."

Talvez com a única exceção das estações ferroviárias, o espaço público é geralmente entendido como espaço ao ar livre. Se nos Estados Unidos ou na Europa, especialmente agora com maior preocupação em relação à segurança, parece haver este modo determinado de privatizar tudo o que está dentro de casa, mesmo apesar de estarmos cada vez mais querendo melhorar o acesso ao espaço público ao ar livre. Mas nos sistemas em camadas de nossas cidades do futuro, precisamos nos concentrar nos espaços públicos encontrados dentro dos edifícios - tornando-os acessíveis.

Como projetar banheiros escolares mais seguros, confortáveis e inclusivos

Northwood Elementary School no distrito de Mercer Island. Imagem © Benjamin Benschneider
Northwood Elementary School no distrito de Mercer Island. Imagem © Benjamin Benschneider

Este artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazie como "Why Architects Must Rethink Restroom Design in Schools."

Banheiros coletivos, em que uma fileira de vasos sanitários é instalada no lado oposto a uma fileira de chuveiros, designados a homens ou mulheres, têm sido a regra em instalações educacionais ao longo dos últimos cem anos. Eles envolvem encanamento, exaustão mecânica e custos de instalação previsíveis. As portas encurtadas e as paredes de divisórias permitem o monitoramento passivo dos usuários.

Renunciar a este modelo de casa de banho tradicional é assustador, já que banheiros individuais podem aumentar significativamente os custos com encanamento, ventilação, divisórias, portas e louças adicionais. Esses projetos também exigem mais espaço. Além disso, escolas públicas normalmente têm orçamentos limitados, instalações pré-estabelecidas e práticas sociais profundamente enraizadas.

Bairros de São Paulo e Lisboa entre os mais criativos do mundo segundo a Metropolis Magazine

De Yaba em Lagos ao centro de São Paulo, a Metropolis Magazine elencou os dez bairros e distritos mais criativos do mundo. Espalhados entre cidades de rápido crescimento urbano, como Cidade do Cabo e Mumbai, o artigo oferece um panorama compreensivo destas comunidades de peso mundial em termos de criatividade, embora menos reconhecidas.

Por que o futuro da arquitetura cívica está em projetos de pequena escala

Este artigo foi publicado originalmente pela revista Metropolis sob o título "Good-bye Grand Structures: The Small-Scale Civic Architecture of Today."

A prefeitura de minha cidade atual, Scottsdale, Arizona, não dá nenhuma dica de qualquer tipo de função cívica se analisada a partir da avenida em que está inserida. Você acessa o edifício a partir do estacionamento em volta. A única razão pela qual eu estive lá foi como parte de uma equipe em um processo de seleção. Minhas outras negociações com o governo têm sido online, via e-mail ou através de localidades suburbanas, onde eu tenho ido para lidar com assuntos como testes de poluição atmosférica. Eu voto pelo correio.

O grande impulso local, estadual e federal é fazer com que tudo aconteça online, fazendo com que as atividades permaneçam tão mínimas e anônimas quanto for possível. As operações reais do governo há muito tempo têm estado nos bastidores, onde políticos e burocratas fazem o trabalho real. No entanto, essas atividades frequentemente acontecem dentro de grandes estruturas que nos dão um sentido de identidade e orgulho do nosso governo, servindo também como locais abertos, onde poderíamos encontrar nossos agentes cívicos. Como resultado, nós vivemos com uma herança de monumentos cívicos que proclamam nosso investimento na deliberação e democracia, mas nós construímos muito pouco estruturas como estas hoje em dia. Em vez disso, nós estamos buscando nos livrar de quaisquer relíquia de uma tal história da arquitetura cívica - o governador de Illinois gostaria de vender o James R. Thompson Center, projetado por Helmut Jahn, em 1982-85, e só a especificidade dos edifícios clássicos grandes que antecedem aquele monumento pós-moderno impede que outros políticos tentem o mesmo. Prédios públicos custam dinheiro tanto para a construção quanto para a manutenção, e seus espaços formais encontram-se vazios a maior parte do tempo.

Copenhague é eleita a cidade mais habitável do mundo pela Metropolis Magazine

A Metropolis Magazine acaba de divulgar seu ranking 2016 das cidades mais habitáveis do mundo. Reconhecendo que o que torna uma cidade "habitável" pode, por vezes, ser subjetivo, a equipe da Metropolis enfatiza que ao criar a lista, "focaram em tópicos que estão no cerne da Metropolis - habitação, transporte, sustentabilidade e cultura". Entre os resultados deste ano, Toronto, primeiro lugar da lista de 2015, caiu para a nona posição e Copenhague, quarta colocada no ano passado, passou para o topo da lista, seguida por Berlim e Helsinki.

Roberto Burle Marx: Um mestre muito além do paisagista modernista

Esse artigo foi publicado originalmente pela Revista Metropolis, como "Green Thumb."

Ao caminhar pela exposição Roberto Burle Marx: modernista brasileira no Museu Judaico de Nova York, pode-se ouvir um suave barulho das ondas, misturado com o murmúrio de uma multidão ao ar livre. Uma narração em português, falada e cantada, flutua levemente indo e voltando. Essa é a paisagem sonora de Plages, um vídeo de 2001 do artista Dominique Gonzalez-Foerster. Filmado de uma perspectiva aérea sobre Copacabana, o filme mostra a popular orla do Rio de Janeiro não no seu habitual esplendor iluminada pelo sol, mas iluminada artificialmente, na celebração do ano novo de 2000. O público abunda no espaço entre a cidade e o oceano, no momento entre um ano e o próximo, movendo-se em padrões dinâmicos em meio aos imensos projetos de Roberto Burle Marx.

Projeto de Burle Marx para um jardim no terraço, no Ministério da Educação e Saúde (1938). Imagem © Burle Marx & Cia. Ltda., Rio de Janeiro. Reprodução permitida. Todos os direitos reservados Um trabalho de colagem sem título, feito em 1967, ilustra diversas atividades artísticas de Burle Marx. Cortesia de Sítio Roberto Burle Marx, Rio de Janeiro Um design de capa para uma edição de 1953 da revista Rio. Burle Marx experimentou com novas formas, em diferentes formatos, incluindo obras de escultura, que ele integrou, muitas vezes, em seus projetos paisagísticos. Cortesia de Sítio Roberto Burle Marx, Rio de Janeiro Um modelo de um marco escultural para a Praça Sérgio Pacheco, a Câmara Municipal, o projeto de Uberlândia (1974). Imagem © Burle Marx & Cia. Ltda., Rio de Janeiro. Reprodução permitida. Todos os direitos reservados + 11

Brutalismo e cultura: A segunda vida do Seminário São Pedro na Escócia

Gillespie, Kidd & Coia projetaram o Seminário São Pedro - outrora eleito o melhor edifício moderno da Escócia - que foi durante muito tempo vítima do destino, largado à decadência depois de ser abandonado apenas vinte anos após sua inauguração. Este artigo, originalmente publicado na Metropolis Magazine como "Ruin Revived," explica como mesmo neste estado de ruínas, estra dramática estrutura brutalista já está mostrando seu valor como equipamento cultural.

A arquitetura moderna, costumava-se dizer, era inadequada pois os materiais industrializados dos edifícios modernos não os permitiriam envelhecer com graça. O que poderiam essas carcaças retangulares comunicar às gerações futuras? 

O Seminário de São Pedro em Cardross, Escócia, é um exemplo vívido para este pensamento: construído em 1966 e abandonado 20 anos mais tarde, o seminário atingiu um estado de 'decrepitude agradável'. Vidro e gesso já se foram faz tempo. O concreto permanece em grande parte intacto, mas manchado e descascado. Coberturas e escadas cederam. Os únicos sinais de vida são os murais de grafite nos "interiores". No entanto, o sentido do lugar perdura, suas formas nobres ainda permanecem extremamente assertivas - se destacando diante da densa floresta circundante - e otimista.

Por que a iniciativa open source de Aravena é um grande passo para oferecer moradias melhores para todos

Este artigo, escrito pela fundadora de Paperhouse, Joana Pacheco, foi originalmente publicado na Metropolis Magazine como "Aravena's Small Step, Open Source's Big Leap."

Quando Alejandro Aravena foi o ganhador do Prêmio Pritzker no início de abril, fez um anúncio importante: os desenhos de quatro de seus projetos de moradia social estariam desde aquele dia disponíveis no site do Elemental para uso livre.

Através do trabalho do seu escritório Elemental, Aravena é conhecido por seu interesse no desenho participativo de moradia incremental: um modo de trabalhar que está ligado às limitações de orçamento e que se converte em pedra angular do trabalho do estúdio Elemental. O lema - que foca naquilo que é difícil de conseguir, que não se pode fazer de forma individual e que garante o bem estar comum no futuro - tem como resultado a 'metade de uma casa'. Apresentado pela primeira vez há mais de uma década, o modelo consiste em um espaço expansível de 40 metros quadrados, que conta com a infraestrutura básica incorporada (divisões, estrutura e paredes contra-incêndio, banheiros, cozinha, escadas, coberturas) a qual se pode adicionar recintos ao longo do tempo. Não se trata somente de um caso exitoso a partir de um ponto de vista conceitual e de gestão de projetos, mas também têm como resultado um projeto estético aberto e diverso. A partir desta única ideia, pode-se originar mais de 100 variações.

Como Peter Zumthor e sua "protégée" Gloria Cabral construíram uma conexão além dos limites do idioma

Em maio do ano passado, a iniciativa Rolex Mentors & Protégés anunciou uma surpreendente parceria: a arquiteta paraguaia Gloria Cabral foi selecionada para passar um ano trabalhando ao lado do famoso arquiteto suíço Peter Zumthor. As diferenças entre ambos - do idioma que falam ao tempo de suas carreiras - eram óbvias desde o início. Mas, como explorado neste artigo de Paul Clemence, originalmente publicado na Metropolis Magazine como "Intuitive Connection" , ao longo do último ano os dois arquitetos vêm descobrindo que as coisas que têm em comum são muito mais profundas.

Esta é uma dupla improvável. Ele é um arquiteto bem estabelecido com uma longa carreira que trabalha em uma pequena cidade localizada no meio das montanhas do cantão Graubünden na Suíça; ela está no início de uma promissora carreira em Assunção, capital e maior cidade do Paraguai. Eles não compartilham nem um idioma em comum, no entanto, se conectam através de algo mais forte que a palavra falada: um senso intuitivo de espaço - e sua ética de trabalho. 

Rem Koolhaas fala sobre a Prada, preservação, arte e arquitetura

Com a abertura das galerias de arte Fondazione Prada, em maio, o OMA mostrou um lado diferente de seu trabalho, com foco na preservação e montagem ao invés da iconografia e layout esquemático - que muitos associam ao escritório. Nesta entrevista, publicada originalmente pela Metropolis Magazine como "Koolhaas Talks Prada", Rem Koolhaas explica o raciocínio por trás dessa nova abordagem e como eles tentaram evitar cair em clichês de espaços artísticos pós-industriais.

Quando a Fondazione Prada abriu suas portas para uma nova casa permanente em Milão dedicada à cultura contemporânea, não só colocou a cidade italiana firmemente na vanguarda da arte global, mas também introduziu uma nova maneira ambiciosa de pensar a relação entre arquitetura e arte. A localização - uma destilaria original de 1910 -composta por sete espaços, incluindo armazéns e três enormes cisternas de cerveja com uma qualidade industrial crua que os arquitetos, a empresa holandesa OMA, mantiveram, além de adicionar três novos edifícios feitos de vidro, concreto branco e espuma de alumínio. Um deles, o Podium, de localização central, é destinado a exposições temporárias, enquanto outro, ainda em construção, é uma torre de nove andares que vai abrigar os arquivos da fundação, instalações de arte e um restaurante. O terceiro, um teatro com uma fachada espelhada, apresenta paredes dobráveis permitindo que a construção se abra para um pátio. No total, o conjunto de edifícios fornece cerca de 11 mil metros quadrados de espaços de exposição, mais do que o dobro do novo Museu Whitney de Arte Americana. A correspondente da revista Metropolis, Catherine Shaw, visitou o local com o arquiteto ganhador do prêmio Pritzker, Rem Koolhaas, para descobrir mais sobre os desafios de criar um novo paradigma cultural.

A abordagem da OMA para os pavilhões de exposição é eclética, embora inegavelmente moderna. (Nota o detalhe da viga vertical fixada no invólucro edifício). Imagem © Bas Princen - Fondazione Prada Exposição inaugural da Fondazione a clássica série, explora questões de autenticidade e imitação na antiguidade clássica. As esculturas em tamanho natural são montadas em um sistema de pavimentação intricada projetada para a exposição e composta por mármore e alumínio escovado todos expostos ao longo das bordas. Imagem © Attilio Maranzano O salão de exposição dourado é o ponto focal central da Fondazione. Chamado de Haunted House,  as características utilitárias da estrutura são folhadas a ouro, uma extravagância ostensivamente espontânea que Koolhaas pós-racionaliza por motivos funcionalistas. O edifício eleva-se acima do resto dos espaços e armazéns ao ar livre do campus. Imagem © Bas Princen - Fondazione Prada A Fondazione engloba uma verdadeira paisagem urbana que consiste em hangares entrelaçados com novos edifícios. Eles estão sutilmente enfeitados, indicado pelas marcações alaranjadas lineares repetidas em seu exterior. Mudanças de altitude no chão variam a experiência do pedestre enquanto demarcando importantes elementos da Fondazione, como o cinema revestido com um verniz espelhado. Toques que emprestam ao complexo um assombro, quase surrealista. Imagem © Bas Princen - Fondazione Prada + 9

Como trazer as cidades-fantasma da China de volta à vida

Neste artigo, publicado originalmente no blog Point of View da revista Metropolis como "The Real Problem with China's Ghost Towns", o autor Peter Calthorpe explica os problemas dessas cidades, prevê o seu futuro sombrio e explora como o planejamento cuidadoso por trás da cidade de Chenggong poderia oferecer uma alternativa mais sustentável.

Nós todos vimos os relatórios sobre a evolução das “cidades-fantasma” na China, mostrando áreas imensas de arranhas céus e shopping centers vazios. Estas cidades estéreis parecem particularmente irônicas em um país onde planeja-se mover 250 milhões de pessoas do campo para as cidades nos próximos 20 anos. Mas essa demanda massiva e sem precedentes foi distorcida por uma série de fatores exclusivos da China. Incentivos financeiros falhos para as cidades e empreendedores, juntamente com a pobre oferta de serviços, comodidades e postos de trabalho cria a maioria dos problemas. Além disso, a classe média emergente chinesa está muito confortável (talvez demasiadamente) investindo no mercado imobiliário. Muitas vezes compram apartamentos em bairros incompletos, mas esperam para se mudar, com a esperança de que os valores subam. O resultado é uma sequência de grandes empreendimentos que permanecem como investimentos especulativos vazios, em vez de habitações e comunidades reais. Estes edifícios são uma preocupação atual, mas os problemas reais podem aparecer quando estes estiverem habitados.

Embora seja difícil obter dados sobre os níveis de vacância na China, há certamente muitos exemplos anedóticos em todo o país. Um exemplo bastante típico é Chenggong, a nova cidade planejada para 1,5 milhão de pessoas nos arredores de Kunming, no oeste do país. Esta cidade recém-construída ostenta a crescente Universidade de Yunnan, atualmente com 170 mil alunos e professores, um novo centro do governo, e uma indústria leve emergente. Ainda em construção estão a nova estação ferroviária de alta velocidade da cidade e duas linhas de metrô que conectam o centro histórico da cidade.