Está aqui! A renascença digital do século XXI acabou de produzir sua última debutante, e sua entrada chique e sensacional enviou o mundo a uma histeria impressionada. Agora, sambando sem esforço na disciplina da arquitetura, brilhando com a promessa de ser imaculada, revolucionária e invencível: o ChatGPT. O mais recente chatbot da OpenAI foi recebido com uma recepção frenética que parece tudo muito familiar, quase um dèjá vu de algum tipo. A razão é esta: toda vez que qualquer inovação tecnológica aparece no horizonte da arquitetura, ela é imediatamente empurrada para um holofote cegante e anunciada como o "próximo grande acontecimento". Mesmo antes de ser entendida, absorvida ou ratificada, a ideia já atraiu uma multidão de defensores e uma horda ainda maior de detratores. Hoje, enquanto todos se preparam para serem varridos pela enxurrada de uma nova descoberta, voltamos nosso olhar introspectivo, desembrulhando onde a tecnologia nos levou e o que mais está por vir.
Todo mundo fala sobre o Metaverso, mas quase ninguém concorda sobre o que ele é. Por enquanto, ainda é enigmático, no entanto, parece que sua ambiguidade é uma força, já que todo dia surge um novo artigo ou um vídeo sobre este assunto, tentando convencer as pessoas de que o Metaverso inevitavelmente fará parte de nossa vida diária em breve. Arquitetos e designers são partes essenciais para a discussão em andamento, pois a inovação espacial exige que a Internet seja redesenhada como um ambiente 3D.
Como descreve Antoine Picon em Architecture and the Virtual Towards a new Materiality?: "Um projeto arquitetônico é de fato um objeto virtual. É tanto mais virtual que antecipa não uma única construção, mas toda uma gama delas [...] Ao passo que o arquiteto costumava manipular formas estáticas, agora ele pode brincar com fluxos geométricos. As deformações topológicas de superfícies e volumes adquirem um tipo de evidência que os meios tradicionais de representação não permitiam.”
El poder de la Data - Mirador. Image Cortesía de Online Lab of Architecture (OLA)
O Poder dos Dados (originalmente "El poder de la Data") é uma exposição criada em um edifício virtual, concebido por geometrias tridimensionais baseadas em vários algoritmos de inteligência artificial. O projeto foi criado pela equipe de arquitetos pesquisadores da OLA (Online Lab of Architecture) formada por Jennifer Durand (Peru), Daniel Escobar (Colômbia), Claudia Garcia (Espanha), Giovanna Pillaca (Peru) e Jose Luis Vintimilla (Equador).
Ao redor do mundo, os museus funcionam como símbolos culturais - espaços de significado que frequentemente se tornam símbolos da paisagem arquitetônica de uma cidade. Exemplos históricos como o Museum de Fundatie, na Holanda, e o Museu do Louvre, na França continuam a atrair milhões de visitantes, com as intervenções arquitetônicas contemporâneas sobre eles redefinindo suas contribuições espaciais a seus contextos locais.
No ano passado, os NFTs entraram no domínio da arquitetura, provocando discussões sobre o papel da profissão na futura economia digital. Do design de imóveis digitais a exposições e eventos de arquitetura explorando seu valor até chegar aos escritórios de arquitetura estabelecidos que abraçaram o novo meio, os NFTs foram adotados pela profissão como a promessa de uma nova forma de produção criativa. Veja, a seguir, um resumo dos experimentos da arquitetura com NFTs até agora, juntamente com uma série de artigos do Archdaily esclarecendo o assunto.
A Mars House, concebida pela artista e fundadora do Techism Movement, Krista Kim, tornou-se a primeira casa digital a ser comercializada no mundo. Elaborada como um arquivo digital único e exclusivo, como uma espécie de token criptográfico (NFT), a Mars House é na verdade um arquivo 3D que pode ser explorado através de realidade virtual ou realidade aumentada. A Mars House é uma estrutura feita de luz, uma casa digital com uma atmosfera única e que vem acompanhada por uma trilha sonora criada por Jeff Schroeder da banda Smashing Pumpkins.
Distâncias físicas já não são um problema para os grandes museus do mundo. Outrora presos às suas localizações geográficas e, assim, acessíveis apenas a quem pudesse chegar visitá-los, hoje, muitos museus já têm seus acervos digitalizados e outros estão em vias de fazer o mesmo - uma estratégia de difusão e, em certa medida, democratização do acesso à cultura.
Uma nova experiência da Google Arts & Culture leva os visitantes ao Palácio de Versalhes através da tecnologia da realidade virtual. Agora, turistas do mundo todo poderão fazer um passeio pelos Royal Grand Apartments, pela Capela e pela Ópera, sem sair de casa. Por meio de fotogrametria, um universo tridimensional foi reconstruído a partir de imagens bidimensionais das 24 salas do palácio.
A empresa de design Kilograph anunciou o lançamento de “Imagined Landscapes”, uma nova experiência de realidade virtual que explora o trabalho não construído do arquiteto Michael Graves. Com base nas pinturas pessoais de Graves, "Paisagens imaginadas" oferece a primeira chance de adicionar aquarelas de RV a um projeto arquitetônico, transformando um resort conceitual em uma experiência interativa para os visitantes.
Se você está buscando algo diferente para suas apresentações de arquitetura, a realidade virtual pode ser uma opção interessante (e um desafio, caso seja a primeira vez que você se depare com ela). Você sabe quais são os óculos mais adequados? O quanto deve pesar um render 360 ou um modelo 3D para visualiza-lo em VR?
Esperamos que as seguintes respostas a perguntas frequentes sejam úteis para você!
https://www.archdaily.com.br/br/913234/como-implementar-realidade-virtual-respostas-as-perguntas-mais-frequentesArchDaily Team
O jornal colombiano El Tiempo, através de sua plataforma digital El Tiempo 360°, oferece a oportunidade de percorrer e explorar diferentes locais turísticos do mundo. Suas produções audiovisuais abrangem um amplo espectro cultural, ressaltando o valor do cotidiano e o encontro entre espacialidade, geografia e identidade.
A plataforma escolheu Bogotá, percorrendo quatro de seus espaços mais emblemáticos com um mapa que ilustra também as obras urbanas e edificações. Junto a isso, os vídeos contam com uma pequena resenha sobre a paisagem e sua construção histórica.