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Metropolitan Museum Of Art: O mais recente de arquitetura e notícia

Destaques da semana: reduzir, reutilizar, repensar

É muito comum, nos dias de hoje, sentir-se extenuado pela enorme quantidade de informações que consumimos, tanto consciente quanto inconscientemente. No mundo da arquitetura não é diferente, é preciso dedicar-se para acompanhar o feed diário do ArchDaily e por isso mesmo, entendemos que nem sempre é possível estar a par daquilo que é notícia no mundo. Mas isto que à primeira vista parece ser uma infinita linha de produção arquitetônica, não necessariamente vem ao encontro das mais recentes preocupações em nossa disciplina, aquelas voltadas à economia e compartilhamento de recursos.

Esta reflexão generosa, à respeito de como e para quem estamos construído nossos edifícios e cidades, encontrava-se oculta em meio a produção massiva que definiu a arquitetura durante o século XX, mas algo estava nascendo, mesmo que em estado embrionário - algo que está se tornando cada dia mais evidente nos dias de hoje. Cada vez mais, arquitetos estão incorporando processos e estratégias de sustentabilidade e/ ou reuso adaptativo. Os mais tradicionais prêmios e reconhecimentos do mundo da arquitetura estão operando uma efetiva mudança de direção em nossa disciplina, chamando à atenção não mais apenas aos mesmos grandes nomes, mas também para pequenos escritórios de arquitetura espalhados pelo mundo, aqueles que têm nos apresentado uma nova maneira de pensar e conceber a arquitetura.

O estereótipo do arquiteto foi por muito tempo o da obsessão pelo ego e pela novidade. Praticamente um sinônimo de egocentrismo e originalidade. Por outro lado, atualmente estamos testemunhando uma mudança de rumo à partir da prática de milhares e milhares de jovens profissionais. Os projetos que foram notícia nesta última semana nos ensinam a repensar a arquitetura à partir da redução e da reutilização, transformando a maneira como concebemos à arquitetura no século XXI. 

Os edifícios mais famosos que nunca foram construídos

© Expiatory Temple of the Sagrada Família
© Expiatory Temple of the Sagrada Família

Muitos dos grandes projetos desenvolvidos pelo homem ao longo da história da humanidade, principalmente aqueles em que se almejava uma monumentalidade sem precedentes, acabaram fracassando. Seja por questões de ordem econômica ou de planejamento, o andamento de uma obra pode sofrer inúmeras interferências ao longo do tempo. Algumas vezes, muito esforço é feito para que o resultado final atenda às expectativas iniciais, entretanto, não são raros os casos em que o pior cenário se torna realidade, quando a estrutura inacabada é abandonada ainda durante a fase de construção. Infelizmente, esses "fracassos arquitetônicos" estão longe de ser apenas uma excessão. Fatores econômicos são a causa mais comum pela qual uma obra acaba sendo abandonada, mas também não são poucos os edifícios encalhados por causa de guerras, disputas geopolíticas, epidemias entre outros fatores imprevisíveis. Estas estruturas sombrias acabam se tornando apenas lembranças assustadoras daquilo que um dia poderiam ter se tornado.

Sejam edifícios abandonados ou obras que se arrastam ao longo de décadas (ou ate séculos), estas estruturas inacabadas representam um contraponto à tradicional história do ambiente construído pelo homem. Como ruínas da modernidade, estes espectros edificados retratam a inviabilidade de muitas das ambições humanas em sua eterna busca pela monumentalidade. Diferentes povos e civilizações deixaram obras incompletas que acabaram se tornando grandes expressões de sua imprecisão. A lista a seguir pretende apresentar apenas alguns exemplos dos projetos inacabados mais interessantes e infames da história.

Imagem por Ilya Ilusenko <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Palace_Of_Soviets_8.JPG'>via Wikimedia</a> (public domain)© <a href='https://www.flickr.com/photos/hisgett/4675714481'>Flickr user hisgett</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/'>CC BY 2.0</a>© Raphael Olivier© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tourists_posing_at_the_National_Monument_of_Scotland.jpg'>Wikimedia user Colin</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/'>CC BY-SA 4.0</a>+ 12

Desenhos de Michelangelo mostram porque arquitetos deveriam ser generalistas, não especialistas

Esse artigo fi publicado originalmente por Common Edge como "Michelangelo’s Lesson: Specialization in Architecture is Not The Only Way."

Uma exposição recente no The Metropolitan Museum, em Nova York, Michelangelo: Divine Draftsman & Designer, ofereceu um vislumbre da mente e dos métodos de um verdadeiro polímata. A exibição acabou de encerrar, então, ofereço aqui essa seleção de imagens. A fotografia foi incentivada e a intimidade da apresentação permitiu estabelecer algumas relações e ideias.

Estive estudando ou praticando arquitetura por 45 anos, e a exposição esclareceu como os arquitetos podem pensar sobre o que fazem. Provavelmente significou uma coisa para todos, sua beleza ressonante, mas eu vi as complexidades de uma vida criativa em meios de aplicação.

Diller Scofidio + Renfro projetam exposição sobre moda e catolicismo no Met

O escritório Diller Scofidio + Renfro foi selecionado para colaborar com The Costume Institute em uma nova exposição no Metropolitan Museum of Art de Nova York, focada na relação entre moda, arte religiosa e práticas devocionais e tradições do catolicismo.

Intitulada Heavenly Bodies: Fashion and the Catholic Imagination [Corpos celestes: moda e imaginação católica], a exposição contará com obras de moda e religiosas da coleção do Met, além de mais de 50 objetos e peças de vestuário da sacristia da Capela Sistina, muitos dos quais nunca antes expostos fora do Vaticano.

"A imaginação católica está enraizada e sustentada pela prática artística, e o envolvimento da moda com imagens, objetos e costumes sagrados continua a relação evolutiva entre arte e religião", disse Daniel H. Weiss, presidente e CEO do Met. "A coleção de arte religiosa do Museu, em combinação com a arquitetura das galerias medievais, fornece o contexto perfeito para essas notáveis peças de moda."

MET Museum disponibiliza 375 mil imagens de obras para download gratuito

O Museu Metropolitano de Nova York (Met), uma das instituições de arte mais importantes do mundo, anunciou este mês, através de um comunicado, sua decisão de liberar cerca de 375.000 obras de seu catálogo digital como imagens de domínio público. Graças a essa nova política de acesso, as peças já estão disponíveis online sob uma licença Creative Commons Zero (CC0), que permite a qualquer pessoa baixar, usar e modificar as obras sem restrições e sem precisar atribuí-las ao autor original.

O diretor do museu, Thomas P. Campbell, explica que essa mudança transforma a instituição “uma das maiores e mais diversificadas coleções de acesso aberto do mundo”, abrangendo 5.000 anos de história da arte de todo o mundo.

Met Museum disponibiliza 474 livros de arte para download gratuito

Um dos maiores museus de arte do mundo, o Metropolitan Museum of Art (The Met), de Nova Iorque, disponibilizou parte de suas publicações para download. São, ao todo, 474 livros de arte para download gratuito.

As obras foram publicadas entre 1964 e 2013 e acompanham todo o período da história da arte com estudos críticos e biográficos. Entre os artistas estão grandes nomes como Pablo Picasso, Georgia O’Keeffe, John Singer Sargent e Utagawa Hiroshige.

Entre no Metropolitan Museum of Art com este vídeo em 360°

O Metropolitan Museum of Art lançou um vídeo em 360° do recém-renovado Met Breuer, antigo lar do Whitney Museum, projetado por Marcel Breuer em 1966 que agora abriga parte das coleções de arte moderna e contemporânea do Met. O vídeo conduz o espectador por uma série de áreas do edifício, incluindo a entrada, o saguão e o pátio subterrâneo. Navegue pelo vídeo e descubra os interiores detalhados e as icônicas aberturas nas fachadas vistas de dentro.

Mergulhe no Metropolitan Museum of Art com este vídeo em 360°

Após o Facebook lançar a ferramenta de vídeo em 360°, o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque divulgou um vídeo feito com a nova técnica mostrando o espaço de seu Grande Hall. Primeira grande aplicação da tecnologia do Oculus Rift pelo Facebook, os vídeos em 360° permitem que os usuários naveguem tridimensionalmente dentro de um vídeo em movimento, seja com o mouse do computador ou fisicamente, com um dispositivo móvel.

Projetado por Richard Morris Hunt em 1902, o Grande Hall do Met recebe mais de 6 milhões de visitantes do museu todos os anos. O vídeo foi filmado em dois "planos": um deles na entrada principal, sobre a escadaria, e o outro 90° em relação ao primeiro, seguindo  público que sobe a escada. 

David Chipperfield é escolhido para projetar a expansão do Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque

O Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque escolheu o arquiteto britânico David Chipperfield para projetar sua nova ala sudoeste, que receberá peças de arte moderna e contemporânea. A escolha é o resultado de um concurso internacional que tinha como objetivo aumentar o espaço da galeria, duplicar o tamanho do popular jardim de cobertura e criar uma área de armazenamento. "O novo projeto também melhorará a configuração da galeria e os percursos dos visitantes na ala sudoeste, gerando um diálogo mais aberto entre o Museu e o Central Park", disse o arquiteto.