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História Da Arquitetura: O mais recente de arquitetura e notícia

Explorando os princípios do reurbanismo: reuso adaptativo na escala da cidade

Cidades ao redor do mundo adotaram amplamente o conceito de reuso adaptativo e a importância de investir em locais históricos e trazê-los para os dias atuais. Em vez de se concentrar em uma construção totalmente nova, muitos estão vendo o valor em reaproveitar a antiga estrutura para novos programas. igrejas estão se tornando restaurantes, fábricas são transformadas em museus e apartamentos e armazéns são projetados para se tornarem espaços para escritórios icônicos. Mas, além de edifícios individuais, alguns urbanistas e preservacionistas estão reimaginando o que significa revitalizar de maneira semelhante, mas em escala de cidade, e como podemos determinar os edifícios que beneficiariam nossos bairros se eles fossem reaproveitados.

Art Déco: influências e desdobramentos nos anos 2020

Depois de quase um século do surgimento do Art Déco, parece que este icônico estilo do início do século XX está voltando à moda. Como podemos observar em muitos dos novos projetos de interiores e mobiliário que estampam as páginas das principais revistas de arquitetura ao redor do mundo, é impossível não associar o glamour, o brilho e a elegância dos anos 1920 com este revivalismo tardio do Déco em pleno século XXI. Com isso em mente, seria importante refletirmos sobre a influência da estética Art Déco na arquitetura contemporânea e de que maneira esta retomada poderia transformar a maneira como nos relacionamos com um estilo que parecia esquecido no passado.

© Salem Mostefaoui© Delfino Sisto Legnani and Marco Cappelletti© Delfino Sisto Legnani and Marco Cappelletti© Delfino Sisto Legnani and Marco Cappelletti+ 9

Quando a inovação segue a função: os designs kitsch da arquitetura "pato"

A arquitetura às vezes pode ser mundana - exceto quando é uma arquitetura mimética. Esses edifícios se separam de forma única e identificável dos edifícios abstratos, metafóricos e frequentemente monótonos que classificam a arquitetura moderna. Em vez de privilegiar os arranha-céus de aço e vidro que servem como marcos em cidades ao redor do mundo, eles visam zombar da arquitetura de uma forma jovial, comercial e talvez um pouco mais funcional e expressiva. Ao contrário de outros edifícios, eles são a personificação literal de uma coisa em si, colocando sua função amplamente em exibição em vez de escondê-la entre quatro paredes austeras.

via Karlsruhe.deCortesia de Seminole Tribe of Floridavia Artlandvia 99 Percent Invisible+ 7

Feiras Mundiais são coisa do passado? O papel da arquitetura para o futuro das Exposições Internacionais

Exposições Internacionais, como as Feiras Mundiais de outrora ou as Expo do século XXI, parecem hoje coisa do passado. Esses mega eventos de escala mundial foram responsáveis por apresentar ao mundo novas tecnologias e soluções construtivas inovadoras, eles introduziram algumas das mais radicais mudanças no mundo da arquitetura assim como criaram marcos que transformariam para sempre a paisagem de nossas cidades. Ao longo das inúmeras feiras e exposições mundiais já realizadas, podemos acompanhar o desenvolvimento do próprio discurso arquitetônico—desde o exuberante Palácio de Cristal de 1851 até a última, e ainda não realizada, Expo 2020 de Dubai.

Cortesia de AARP1964 World's Fair held in New York City. Imagem Cortesia de Abandoned NYC© rsnapshot photos at Shutterstock.com1964 The Tent of Tomorrow at the World's Fair held in New York City. Imagem via People of the Pavilion+ 10

Menos é mais: Mies van der Rohe, pioneiro do movimento moderno

Ludwig Mies van der Rohe (27 de março de 1886 - 17 de agosto de 1969) é um dos arquitetos mais influentes do século XX, conhecido por seu papel fundamental no movimento arquitetônico de maior alcance de sua época: o modernismo. Nascido em Aachen, Alemanha, a carreira de Mies começou no estúdio de Peter Behrens, onde trabalhou ao lado de dois outros grandes nomes do modernismo, Walter Gropius e Le Corbusier. Por quase um século, o estilo minimalista de Mies provou ser muito popular; seu famoso aforismo "menos é mais" ainda é amplamente proferido, mesmo por aqueles que desconhecem sua origem.

Conhecido originalmente como Pavilhão Alemão, o Pavilhão de Barcelona foi projetado por Mies van der Rohe em 1929. Imagem © Gili MerinA Casa Farnsworth de Mies van der Rohe exibindo móveis originais de Edith Farnsworth. Imagem © William ZbarenA Neue National Gallery de Mies van der Rohe foi recentemente renovada por David Chipperfield. Imagem Cortesia de BBR / Thomas Bruns330 North Wabash (centro), projetada por Mies van der Rohe. Imagem © Steven Dahlman, under license <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0" title="Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0">CC BY-SA 3.0</a>+ 8

8 Iniciativas que empoderam as mulheres nos setores da arquitetura e construção

Enquanto em muitos países do mundo os setores da construção, da arquitetura, da engenharia e do planejamento urbano ainda estão dominados por homens, as iniciativas que empoderam as mulheres nestas disciplinas estão surgindo em todo o mundo. Estes movimentos, - que desempenham um papel fundamental na integração do poder feminino - adotam muitas formas como sites, plataformas, organizações, etc. que trabalham com profissionais, artesãs e trabalhadoras. 

Desde capacitar e conectar mulheres de destaque, garantir exposição e promover o trabalho de pioneiras, essas iniciativas têm o objetivo comum de estimular o setor feminino a causar impacto em suas cidades.

A bizarra igreja brutalista que é mais arte do que arquitetura

© Denis Esakov
© Denis Esakov

Localizada em uma colina em Mauer, nos arredores de Viena, a Igreja de Wotruba foi o ponto alto da carreira do escultor Fritz Wotruba (o arquiteto do projeto, Fritz G. Mayr, é muitas vezes esquecido). Construída em meados da década de 1970, Mayr completou o projeto um ano após a morte de Wotruba, ampliando o modelo de argila do artista para criar uma escultura de concreto. Como pode ser visto nessas imagens por Denis Esakov, o resultado é um conjunto brutalista caótico que brinca com os limites entre arte e arquitetura.

© Denis Esakov© Denis Esakov© Denis Esakov© Denis Esakov+ 27

TikTok: o novo aplicativo favorito de arquitetos e designers?

Em um mundo que já foi tão obcecado por imagens, ou por uma arquitetura que apenas servisse para alimentar o feed do “insta”, a ascensão do TikTok está criando uma reviravolta na forma como experimentamos e consumimos arquitetura. Em se tratando de números, podemos dizer que o TikTok já não é mais apenas uma modinha: só com a hashtag #architecture podemos acessar mais de 950 milhões de vídeos carregados, frequentemente utilizados para apresentar edifícios e obras de arquitetura segundo um tema ou interesse específico. Com a disseminação deste fenômeno, talvez estejamos assistindo ao fim da era do “edifício instagramável” e presenciando um momento em que o TikTok chegou para provocar uma transformação na maneira como nos conectamos e nos relacionamos com a arquitetura.

O nascimento dos movimentos arquitetônicos: onde estamos agora?

A arquitetura, e todos os aspectos do mundo do design, experimentou vários movimentos ao longo do tempo que definiram a maneira como nos expressamos por meio de edifícios, artes e outros meios. Criadas a partir de uma insatisfação com o status quo ou do surgimento de novas tecnologias, houve mudanças arquitetônicas particularmente notáveis e ideologias emergentes nos últimos 100 anos. Isso nos deixa com a pergunta - em que momento estamos agora e o que o caracteriza? Como iremos refletir retroativamente sobre este momento arquitetônico, e a pandemia de COVID-19 irá acelerar a inovação para nos levar à nossa próxima era de projeto?

Harvard removerá nome de Philip Johnson do edifício que projetou enquanto estudante

A Harvard Graduate School of Design (Harvard GSD) não se referirá mais a uma residência particular na 9 Ash Street em Cambridge como a “Philip Johnson Thesis House”. A partir de agora, esta casa, projetada e habitada por Johnson quando estava matriculado na Harvard GSD na década de 1940, será conhecida apenas por seu endereço físico.

Protestos públicos e o legado urbano do colonialismo e ditadura militar na Nigéria

Este artigo foi publicado originalmente em Common Edge.

Revoltada com a contínua onda de violência policial no país, a população da Nigéria decidiu se manifestar tomando as ruas da maioria das grandes cidades para protestar. Indignados com os métodos antiquados ainda utilizados pelas Forças Especiais Anti-Roubo (SARS), uma unidade policial criada em 1992 para combater assaltos à mão armada na Nigéria, os manifestantes anti-SARS estão solicitando a extinção da unidade conhecida por sua arrogância, assassinatos extrajudiciais, extorsão e inúmeros abusos contra os direitos humanos mais elementares.

Tragicamente, os protestos chegaram a um clímax brutal no último dia 20 de outubro. Homens armados—que muitos acreditam ter sido agentes do governo nigeriano—dispararam contra os manifestantes reunidos na Estação de Pedágio de Lekki na cidade de Lagos. Muitas pessoas ficaram feridas e o governo admitiu que duas pessoas foram mortas; grupos como a Anistia Internacional insistem que estes números são muito maiores.

Reimpressão de livro sobre Louis Kahn traz seus desenhos de volta ao alcance do público

Existem muitos livros sobre os edifícios do arquiteto americano Louis I. Kahn, incluindo aqueles de sua autoria. Mas seus desenhos fomentam um fascínio especial em seus colegas e fãs, o que explica por que o blog Designers and Books está lançando um Kickstarter para financiar a reedição de uma compilação de 1962 de seus esboços, que está fora de catálogo há décadas.

Criando projetos a partir de um olhar decolonial

Descolonizar. Provavelmente você já ouviu essa palavra, mas se não fizer ideia do que se trata, talvez possa imaginar que tem a ver com colonização. Nós brasileiros, conhecemos bastante o que é colonização: fomos colônia de Portugal por muito anos, falamos português, comemos bacalhau na Páscoa e somos em grande maioria católicos por conta disso.

Já entender a palavra descolonizar é compreender que a colonização não trouxe só heranças linguísticas, religiosas e culinárias, mas também envolveu muita exploração: culturas foram apagadas, líderes locais foram mortos, riquezas foram roubadas e memórias destruídas.

Projeto do escritório mexicano Roth Architecture que utiliza os princípios do Bem Viver. Imagem: IK LAB. Cortesia de O Futuro das CoisasIntervenção do Black Lives Matter, na icônica Quinta Avenida, em frente à Trump Tower. Imagem: The New Tork Times. Cortesia de O Futuro das CoisasEdifício de Freddy Mamani em El Alto na Bolívia. Foto © Alfredo ZeballosCentro do Rio de Janeiro e suas bases neoclássicas no final do século XIX. A foto mostra o Teatro Municipal, por volta de 1910. Foto: Marc Ferrez | Acervo IMS. Cortesia de O Futuro das Coisas+ 5

Quando foram inventadas as janelas de vidro?

Você já se fez essa pergunta? Pode parecer estranho imaginar, à primeira vista, que nem sempre tivemos janelas em nossas construções, nem tão pouco elas eram vedadas por um material transparente capaz de permitir a entrada de iluminação natural em recintos escuros ou de fazer uma barreira contra o frio: o vidro.

Apartamento Consolação / SOEK Arquitetura. Image © Rafael RenzoApartamento Urimonduba / Candida Tabet Arquitetura. Image © Rômulo FialdiniCasa ABK / Bernardes Arquitetura. Image © Leonardo FinottiCasa para Beth / Salmela Architect. Image © Paul Crosby+ 17

14 Cursos online sobre arquitetura para acompanhar durante a quarentena

Pouco mais de quatro meses após o primeiro caso confirmado de coronavírus no Brasil, e cerca de três meses e meio após os primeiros decretos da quarentena, muitas cidades ainda mantêm medidas restritivas como forma de promover o isolamento social. Apesar da recente flexibilização que alguns estados e municípios têm adotado, as mudanças no cotidiano de arquitetos e estudantes permanecem e a popularidade de atividades remotas, como os cursos online, tem crescido nos últimos meses.

Enquanto muitos escritórios de arquitetura se encontram diante de demandas reduzidas e obras paradas, estudantes estão com aulas interrompidas ou transferidas para a modalidade online. Com mais tempo livre, seja pela diminuição dos deslocamentos ou pela redução de atividades, estudantes e arquitetos têm buscado nos cursos online uma forma de aprimorar ou ampliar conhecimentos em ferramentas, programas e conteúdos teóricos.

A história da arquitetura: do Neolítico à Mesopotâmia e Egito Antigo

Até onde chega os antigos registros escritos da história da humanidade, a “pré-história” pode ser estabelecida em um período de tempo que vai de 35.000 a.C. até 3000 a.C. no caso do Oriente Médio e até 2000 a.C. na Europa Ocidental. Segundo o que foi possível observar, os construtores de outrora detinham um profundo conhecimento à respeito das condições ambientais e das necessidades físicas do ser humano em sua busca por abrigo. Inicialmente organizados em grupos ou tribos, humanos utilizavam estruturas construídas com pele e ossos de animais para se proteger da chuva e do sol, do frio e do calor assim como das ameaças do mundo exterior. Milhares de anos se passaram e as cabanas primitivas evoluíram para se tornarem estruturas complexas construídas em paredes de tijolos ou com solo compactado, assumindo formas geométricas pontuadas por aberturas responsáveis pela ventilação e iluminação natural dos espaços interiores. 

Ao longo dos próximos meses, você poderá acompanhar aqui no ArchDaily uma série de pequenos artigos sobre a história da humanidade em busca de abrigo e como o habitat primitivo evoluiu para se transformar na arquitetura como a conhecemos hoje. Durante esta primeira semana, dedicaremos um pouco do nosso tempo para refletir sobre as estruturas das primeiras civilizações conhecidas pela humanidade: as Aldeias Neolíticas, a Mesopotâmia e o Antigo Egito.

Exposição Arquitetas II

A Exposição Arquitectas II, organizada na Universidade da Beira Interior - UBI, no Mestrado Integrado em Arquitectura do Departamento Engenharia Civil e Arquitetura, procura dar visibilidade aos trabalhos académicos realizados em História da Arquitetura III, assim como às mulheres arquitectas neles estudados.

Sinopse: A visibilidade das mulheres arquitetas, no contexto da História da Arquitetura consolidada, é diminuta e não faz justiça à sua presença efectiva e real no fazer cidade e arquitetura. Deste modo, foi objetivo durante um semestre trabalhar parte de quem não tem direito a estar nos livros de história: as arquitetas que nos últimos dois séculos foram reforçando