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Desenhos: O mais recente de arquitetura e notícia

Suas representações da escala humana dizem muito sobre você

Desenhos de escalas humanas podem ser vistos como uma assinatura arquitetônica. Estas representações do ser humano não só trazem escala e compreensão para um desenho, mas eles também oferecem um vislumbre da personalidade do arquiteto. Alguns arquitetos automaticamente buscam desenhar pessoas realistas, anatomicamente corretas, enquanto outros tem interpretações mais abstratas do corpo humano. Mas o que exatamente essas preferências dizem sobre seu ilustrador? Leia mais para descobrir:

10 Exercícios de desenho à mão livre para arquitetura

O que é beleza? Alguns anos atrás, um grupo de pesquisadores internacionais procurou desvendar os mistérios da beleza humana. Eles usaram tecnologia computacional de última geração, totalmente imparcial, e um enorme conjunto de dados para estabelecer, de uma vez por todas, porque rostos particulares são percebidos como bonitos e se a beleza existe independentemente de origem étnica, social e cultural; em outras palavras, se ela pode ser calculada matematicamente. Os cientistas introduziram em um poderoso computador inúmeras fotos de rostos de todo o mundo, cada um descrito por entrevistados como particularmente bonito. A informação resultante, eles acreditavam, poderia ser usada para gerar um rosto que seria reconhecido por qualquer ser humano como possuidor de uma beleza absoluta. Mas o que o computador finalmente cuspiu foi um retrato de um rosto comum, nem bonito nem feio, desprovido de vida e caráter, deixando os espectadores pasmos. Os dados acumulados criaram não uma beleza supra-humana, mas uma média estatisticamente correta.

5 Modos de representar a arquitetura (antes de construí-la)

A representação da arquitetura, assim como a maioria das áreas que constituem a disciplina, tem acompanhado o galopante desenvolvimento de novas tecnologias de desenho, projeto e imagem, e a problemática da representação dos espaços – construídos ou não – continua sento uma pauta importante no debate da arquitetura contemporânea, assim como fora com a arquitetura moderna.

Ainda na primeira metade do século XX, em 1948, o arquiteto, urbanista, historiador e crítico Bruno Zevi publicou seu seminal trabalho intitulado Saper vedere l'architettura, traduzido para o português como Saber ver a arquitetura, em que, dedica um capítulo inteiro à questão das representações da arquitetura. Tomando como referência obras como a Casa da Cascata, de Frank Lloyd Wright, e a Basílica de São Pedro, de Michelangelo, Zevi define alguns meios usados por arquitetos para a representação do espaço construído.

Dicionário ilustrado ajuda a compreender a terminologia da arquitetura

O desenho, enquanto ferramenta arquitetônica, não serve apenas como meio de comunicação; através dele também podemos obter uma compreensão mais profunda de nossa disciplina. Nesse sentido, Alessandro Luporino criou o Dicionário Ilustrado de Arquitetura, uma série de ilustrações evocativas que serve de acompanhamento para o famoso livro Dicionário Enciclopédico de Arquitetura, de Nikolaus Pevsner, John Fleming e Hugh Honor.

Espaço interno. Image © Alessandro Luporino Cerâmica. Image © Alessandro Luporino Templo grego arcaico sem colunas. Image © Alessandro Luporino "Montanha cortada": cobertura composta. Image © Alessandro Luporino + 43

Série de desenhos à mão destaca a complexidade estrutural da arquitetura de estádios

Para qualquer estudante de arquitetura, o trabalho final de graduação tende a ser o momento perfeito para dar o máximo de si. Seja através de visualizações 3D ou maquetes físicas notáveis, sua apresentação final é a chance de exibir todas as habilidades conceituais e técnicas adquiridas ao longo dos anos.

Para o trabalho final de pós-graduação, o arquiteto Mohammad Pirdavari, do Ati-Naghsh Hamraz Consultants, projetou um estádio representado através de uma série de desenhos à mão. Suas intrincadas ilustrações ajudam a destacar a materialidade do edifício e a relação entre estrutura exposta e revestimentos.

© Mohammad Pirdavari © Mohammad Pirdavari © Mohammad Pirdavari © Mohammad Pirdavari + 31

Por que continuar desenhando quando as ferramentas digitais oferecem imagens hiper-realistas?

A partir deste mês, o ArchDaily começará introduzir temas mensais que explorarão nossas histórias, postagens e projetos. Começamos este mês com a Representação Arquitetônica: do Archigram ao Instagram; de esboços de guardanapos a modelos de RV com sincronização em tempo real; de palestras acadêmicas a contadores de histórias.

Não é particularmente novidade ou inovador dizer que a Internet, as mídias sociais e os aplicativos de desenho têm desafiado a relação entre representação e construção. Há um ano previmos que "este é apenas o começo de uma nova etapa de negociação entre a precisão fria da tecnologia e a qualidade expressiva inerente à arquitetura". Mas é isso? Você diria que ferramentas digitais estão traindo a criatividade? Este é um dilema mais antigo do que você pensa.

Nesta nova edição do nosso Editor's Talk, quatro editores e curadores do ArchDaily discutem desenhos como peças de arte, postulando porque ninguém se preocupa com postes telefônicos e explorando como o próprio edifício está se tornando um tipo de representação.

'Ugly Lies the Bone' (2018), Devlin criou um cenário que permitiu ao público olhar através de um conjunto de RV como parte da apresentação da peça. Imagem © Es Devlin 'HYPER-REALITY', um curta (2016), Keiichi Matsuda prevê o rescaldo da vida em uma cidade altamente saturada pela realidade aumentada, onde as ruas exibem uma camada completamente nova de representação. Imagem © Keiichi Matsuda Colagem de fala atelier House In Rua do Paraíso em Portugal. Imagem © fala atelier Google Dublin. Imagem © Peter Wurmli + 9

O desenho à mão livre dos vencedores do Pritzker

Os desenhos à mão livre são muitas vezes a primeira representação de uma ideia, uma maneira de levantar questões sobre o desenvolvimento do projeto ou até mesmo representar soluções para este. De qualquer forma, através do traço dos arquitetos, é possível fazer uma reflexão sobre como esse ato se espelha em seu trabalho e conhecer um pouco mais do processo de cada um. Aqui, compilamos alguns croquis realizados por vencedores do Prêmio Pritzker, ou seja, arquitetos que já foram laureados com a maior premiação do campo da Arquitetura, brindando as mais diversas técnicas que certamente podem te inspirar para novas experimentações à mão livre.

O processo criativo de Zaha Hadid através de suas pinturas

Vision for Madrid - 1992. Image Cortesía de Zaha Hadid
Vision for Madrid - 1992. Image Cortesía de Zaha Hadid

Reconhecida internacionalmente pela busca de propostas para o habitar moderno, Zaha Hadid realizava múltiplos estudos topográficos abstratos para propor suas obras fluidas flexíveis e expressivas evocando o dinamismo da vida urbana contemporânea.

Com o objetivo de conhecer com maior profundidade o processo criativo e o desenvolvimento de projetos profissionais de Zaha Hadid, realizamos uma seleção histórica de pinturas da arquiteta que expandem o campo de exploração arquitetônica com exercícios abstratos tridimensionais que propõem uma nova e distinta visão do mundo, questionando as bases físicas do projeto, produzindo a base contínua e criativa ao longo de sua carreira.

The Peak - 1983. Image Cortesía de Zaha Hadid The World (89 Degrees) - 1983. Image Cortesía de Zaha Hadid Great Utopias - 1992. Image Cortesía de Zaha Hadid Hafenstrasse Development. Image Cortesía de Zaha Hadid + 34

Arte e Arquitetura: "As cidades e a Memória – a Arquitetura e a Cidade" por Marta Vilarinho de Freitas - parte III

Recebemos da arquiteta Marta Vilarinho de Freitas uma série de desenhos sobre a cidades e arquiteturas portuguesas. Criadora do projeto "As Cidades e a Memória - a Arquitetura e a Cidade", Marta mostra um conjunto de ilustrações sobre situações urbanas que evocam o o universo da arquitetura e o seu mundo criativo e fascinante.

Desenho à mão, um ofício subestimado

© Jim Keen
© Jim Keen

Fiz parte da última geração de estudantes de arquitetura que não usava computadores (estamos falando apenas do início dos anos 90 aqui; havia eletricidade, televisões coloridas, foguetes, só nada de renderizações.) No meu último ano na faculdade, calculei mal quanto demoraria para terminar meu projeto de graduação. À medida que o prazo se aproximava, percebi que era tarde demais para me comparar às apresentações de meus colegas. Na época, Zaha Hadid e suas pinturas desconstrutivistas definiam o estilo da ilustração arquitetônica. Isso significava que muitos projetos de estudantes eram renderizados em tintas a óleo em grandes telas.

Sergei Tchoban: "Não podemos evitar olhar para a arquitetura. Arquitetura deve ser bela"

Após ser educado no Instituto Repin de Pintura, Escultura e Arquitetura em São Petersburgo, Sergei Tchoban se mudou para a Alemanha aos 30 anos de idade. Ele agora executa práticas paralelas em Berlim e Moscou, após tornar-se sócio-gerente da NPS Tchoban em 2003 e co-fundador da SPEECH com Sergey Kuznetsov em 2006. Em 2009, a Fundação Tchoban foi formada em Berlim para celebrar a arte perdida de desenhar através de exposições e publicações. O Museu de Desenho Arquitetônico da Fundação foi construído em Berlim em 2013 para o projeto da Tchoban. Nesta última entrevista para sua série “Cidade das Ideias”, Vladimir Belogolovsky conversou com Tchoban durante seu recente encontro em Paris sobre identidades arquitetônicas, inspirações, a paixão fanática do arquiteto pelo desenho e intangíveis como a beleza.

Villa in Wasiljewo, 2009, near Saint Petersburg. Image © Aleksey Naroditsky Museum for Architectural Drawing, 2013, Berlin. Image © Roland Halbe Actor Galaxy, 2015, Sotchi. Image © Aleksey Naroditsky Expo Pavilion Milan, 2015, Milan. Image © Aleksey Naroditsky + 45

A importância do corte na representação e prática arquitetônica

A compreensão da arquitetura enquanto campo trata, entre outras coisas, de sua linguagem e representação como síntese de uma série de esforços variados - qualidades construtivas, compositivas, espaciais e técnicas - que se articulam para culminar na obra construída. Para tanto, pensar na representação gráfica que pressupõem todos esses esforços é essencial, uma vez que ela representa, simultaneamente, procedimento e produto do fazer arquitetônico.

Entendendo a planta moderna: 10 residências icônicas

Os "cinco pontos da nova arquitetura" de Le Corbusier funcionaram no século XX como o grande norte da produção arquitetônica em diversos países e são fundamentais para a compreensão do que foi o legado moderno nesse campo. Janelas em fita, fachada livre, pilotis, terraço jardim e, talvez o ponto mais expressivo, o conceito de planta livre, constituem o manifesto do arquiteto franco-suíço. Em termos de prática projetual, este último ponto significa distinguir estrutura e envoltória, permitindo a livre disposição de paredes divisórias que deixam, então, de cumprir uma função estrutural.

Diversas tipologias foram imbuídas desses princípios para uma nova arquitetura, e com os projetos residenciais não foi diferente. Outrora caracterizada por uma divisão de ambientes absolutamente clara e vinculada às dinâmicas domésticas, a casa, filtrada pelo discurso moderno, passara a ser flexível e passível de novas articulações espaciais.

Destaques da semana: o que os olhos não veem

Arquitetura é uma prática profundamente dependente do visual. É concebida, comercializada, criticada e consumida quase que inteiramente através daquilo que é capaz (ou não é capaz) de comunicar visualmente. Selecionamos e produzimos imagens o tempo todo, ângulos impossíveis e perspectivas inexistentes somente para admirar as qualidades arquitetônicas de objetos que nunca verão a luz do dia.

World Architecture Festival anuncia os vencedores do Prêmio de Desenho de 2018

O World Architecture Festival, com os co-curadores Make Architects e o Museu Sir John Soane, anunciaram hoje os vencedores do seu anual Architecture Drawing Prize, estabelecido em 2017 para reconhecer a “importância contínua do desenho manual, ao mesmo tempo que abraça o uso criativo das renderizações digitalmente produzidas.”

Concurso de desenhos busca interpretar o significado de ilhas e utopias

O estúdio de impressão e arquitetura Desplans, em colaboração com Library Illustrazioni, publicou os resultados de seu concurso de desenho arquitetônico intitulado “A ilha: entre a utopia e a metáfora da realidade”. O concurso pediu aos participantes que enviassem desenhos e textos interpretando o significado de ilhas e utopias, considerando “ o duplo valor inerente à utopia ”entre aspiração e limitação.

As propostas foram avaliadas por um júri de figuras da Biblioteca e Desplans, com um vencedor e 12 menções honrosas selecionadas. Os trabalhos vencedores foram escolhidos com atenção à relevância do tema, diálogo entre texto e imagem, pesquisa gráfica e qualidade de reflexão.

The institution of the Void / Olivier Jauniaux. Image © Olivier Jauniaux Insula in mari nata / Valentina Merz . Image © Valentina Merz The Floating Island / Arianna Boccalatte. Image © Arianna Boccalatte Dystopia / Michai Pecko. Image © Michai Pecko + 14

Os melhores desenhos de arquitetura de 2017

© Apostrophy's
© Apostrophy's

Nos últimos dois anos, temos nos esforçado para destacar aquilo que está na base da prática arquitetônica: o desenho. Percebemos que, após uma década publicando os melhores projetos do mundo, deveríamos assumir o desafio de destacar os casos excepcionais de representação, levando em consideração todas as variedades e tipos de desenhos. Usando o mesmo critério da compilação do ano passado, todos os desenhos selecionados este ano expressam-se sensivelmente - seja de modo artístico, técnico ou conceitual - e representam o respectivo projeto através da simplicidade, detalhes, texturas, e cores.

Veja, a seguir, a seleção de desenhos organizada em oito categorias: desenhos arquitetônicos, axonométricas, contexto, diagramas, croquis, GIFs animados, detalhes e outras técnicas.

© Shift Architecture Urbanism © Pezo Von Ellrichshausen © ASSISTANT © Atelier TAO+C + 126

WAF divulga resultado do Prêmio de Desenho de Arquitetura

Hybrid: VENCEDOR - Memento Mori A Peckham Hospice Care Home by Jerome, Xin Hao Ng. Cortesia de World Architecture Festival
Hybrid: VENCEDOR - Memento Mori A Peckham Hospice Care Home by Jerome, Xin Hao Ng. Cortesia de World Architecture Festival

O WAF (World Architecture Festival), com os co-curadores Make Architects e o Museu Sir John Soane, anunciou os vencedores do prêmio inaugural de Desenho de Arquitetura, criado para reconhecer a "importância contínua do desenho manual, ao mesmo tempo que abrange o uso criativo de renderizações produzidas digitalmente".

A partir de 166 inscrições de arquitetos, designers e estudantes em todo o mundo, 38 dos melhores desenhos foram selecionados em três categorias: Digital, Desenho à mão e Híbrido. A partir dessa lista, destaques e um vencedor por categoria foram escolhidos, com o grande prêmio geral atribuído ao melhor desenho do ano. As inscrições foram avaliadas quanto a habilidades técnicas, originalidade  e capacidade de transmitir uma ideia arquitetônica, seja para um projeto de construção conceitual ou real.

O vencedor geral foi Momento Mori: a Peckham Hospice Care Home por Jerome Xin Hao Ng, produzido como parte de seu projeto final de graduação na The Bartlett School of Architecture, de Londres.

"[O desenho é] uma visão perspectivada soberbamente concebida e executada, olhando para o edifício a partir do nível da cobertura, e é enaltecido por sua habilidade técnica e a sensibilidade com a qual retratou os espaços encontrados em tais instituições como configurações de interação sociais entre gerações" disse Jeremy Melvin, curador do Festival Mundial de Arquitetura (WAF).

O World Architecture Festival de 2017 acontecerá em Berlim de 15 a 17 de novembro. Saiba mais sobre o Festival aqui. Se tiver a oportunidade de comparecer, use o código de desconto ARCHDAILY17 para receber 20% de desconto. Palestrantes incluem Alison Brooks, Charles Jencks, Pierre de Meuron e Francis Kéré. Além disso, conferências, passeios guiados, palestras e críticas dos projetos selecionados dos prêmios WAF 2017 são alguns dos eventos programados para o festival.

Veja os vencedores e os desenhos selecionados abaixo.

Hand-drawn: VENCEDOR - Scenarios for a post crisis landscape by Dimitrios Grozopoulos. Cortesia de World Architecture Festival Digital: VENCEDOR - Deep Water Purgatory by Christopher Wijatno. Cortesia de World Architecture Festival Digital: Echoessssssss 2 by Sarath Saitongin. Cortesia de World Architecture Festival Hybrid: Deep Rise by Jollie Cheung. Cortesia de World Architecture Festival + 38