O BIG divulgou um novo projeto para a turnê mundial da banda dinamarquesa WhoMadeWho. Com elementos audiovisuais desenvolvidos em colaboração com flora&faunavisions, EyeMix Studio e Christopher Mulligan, o projeto conta com uma esfera inflável criada para se tornar uma tela para as projeções de vídeo tridimensionais que contribuem para a experiência do show. A turnê começou em novembro de 2023 e passará por várias cidades ao redor do mundo, incluindo Paris, Madri, Berlim, Istambul, Nova York, Los Angeles, Santiago do Chile, Londres, bem como a cidade natal da banda, Copenhagen.
Uma aparente fragilidade mobiliza a forma de ocupação do cenário construído para a exposição Taib: uma história do teatro, sobre o Teatro de Arte Israelita Brasileiro, fundado em 1960 e construído no subsolo da Casa do Povo, centro cultural no Bom Retiro, em São Paulo. Com expografia do coletivo Goma Oficina — Associação transdisciplinar de design, arquitetura e arte — o teatro é encenado no primeiro andar, de forma a apresentar a potente história de sobrevivência e re-existência da poesia dos povos judeus a despeito da perseguição e violência sofrida pelo governo nazista até o fim da Segunda Guerra Mundial.
A 35ª Bienal de São Paulo - coreografias do impossível, promovida pela Fundação Bienal de São Paulo e com curadoria de Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel, apresenta a lista completa de artistas e coletivos participantes. O projeto expográfico desta edição é assinado pelo escritório paulistano Vão.
A lista anunciada consolida a extensa pesquisa realizada pelos curadores sobre questões urgentes do mundo contemporâneo, revelando uma diversidade de formas, movimentos e interpretações sob o tema "coreografias do impossível". Com 120 nomes confirmados, a lista abraça vozes das diásporas e dos povos originários, promovendo um diálogo local e internacional mais amplo.
After Yang é um filme de ficção científica escrito, dirigido e editado por Kogonada — cineasta americano nascido na Coréia do Sul conhecido por seus ensaios em vídeo sobre análise de conteúdo audiovisual. A trama principal do filme segue a história de uma família tentando reparar sua inteligência artificial danificada em um mundo pós-apocalíptico conectado pela tecnologia e natureza.
Alexandra Schaller, responsável pelo projeto de produção e, portanto, pelo visual dos cenários, imaginou um futuro que traduz estas considerações: desde a casa da família que recupera o projeto original de uma casa Joseph Eichler da década de 1960, à importância do espaço ao ar livre ao lado de uma grande árvore que captura as atenções, até cada um dos materiais presentes que tinham como premissa não serem descartáveis, mas renováveis ou biodegradáveis.
Para o desfile de moda masculina da coleção Outono/Inverno da Prada 2023, a AMO, braço de pesquisa e design do OMA, concebeu uma cenografia que transforma o hall Deposito da Fondazione Prada enquanto o público assiste ao desfile. Como parte da mostra, o teto sobe lentamente, revelando lustres imponentes que lentamente iluminam o espaço e expõem a materialidade industrial da sala. Em seguida, ele volta para sua posição inicial, criando uma transição perfeita entre uma sala escura de teto baixo para um espaço monumental e vice-versa.
No dia 21 de novembro celebramos o dia mundial da televisão, ferramenta de comunicação que transformou as relações sociais desde sua invenção, no fim do século XIX, e disseminação por meio da indústria a partir da década de 1920. Desde então, os programas de televisão, que herdam os gêneros teatrais, surgiram, foram evoluindo e se multiplicando, ganhando protagonismo no dia a dia da população e despertando grande curiosidade sobre seu funcionamento. Dentre seus aspectos, buscamos explorar os cenários e apresentar a lógica que tem por trás dos ambientes televisivos.
Marisa Bentivegna, idelaizadorado do novo curso do EAD Sesc Digital / Foto Ricardo Ferreira
“Iluminação Cênica”, o novo curso do EAD Sesc Digital que estará aberto ao público a partir de a partir de 31 de agosto, com conteúdo desenvolvido por Marisa Bentivegna em série de seis videoaulas.
Cena do filme "De onde eu te vejo", em que Vera atuou como diretora de arte. Imagem: screenshot do filme
Reais ou imaginadas, casas e cidades estão sempre presentes no cinema. Neste episódio, o Betoneira Podcast recebe a diretora de arte e cenógrafa Vera Hamburger para discutir de que forma profissionais como ela se apropriam do espaço urbano para criar ilusões, atingir o imaginário das pessoas e fazer nascer a mágica do cinema.
Um dos elementos de mais afinidade entre arquitetura e cinema é o projeto cenográfico. O cenógrafo, assim como o arquiteto, parte de um conceito para elaborar espaços com uma finalidade. O arquiteto projeta espaços para a vivência e o cenógrafo projeta os espaços pra contar histórias. Muitos arquitetos trabalham com cenografia em razão da afinidade que as atividades apresentam.
O ensino de arquitetura não trata apenas de aprender como projetar e construir edifícios, mas oferece uma perspectiva totalmente nova sobre nosso ambiente construído e sobre como o projeto pode contribuir para criar espaços e experiências de qualidade. Além disso, parte do conhecimento em arquitetura pode ser utilizada como um recurso para criar outras configurações espaciais além do edifício tradicional, abrindo um mundo diversificado de possibilidades em termos de espacialidade e materiais.
Dando continuidade à sua longa colaboração com a marca Prada, o AMO, braço do OMA dedicado à pesquisa e design, criou uma cenografia cinematográfica para o desfile da coleção masculina outono-inverno 2022 da marca italiana. Um carpete amarelo envolve o salão do Deposito na Fondazione Prada, criando um cenário teatral com poltronas verde-oliva e iluminação de palco. Em paralelo, túneis revestidos de metal banhados por luzes de neon que parecem ter saído da ficção científica enfatizam “a estranha relação entre as atmosferas teatral e tecnológica”.
Foi perfeita a opção pela transparência na cúpula que o arquiteto chileno Smiljan Radic projetou na cobertura de um estacionamento vizinho ao histórico Tobacco Dock – um antigo armazém de tabaco, agora usado para grandes eventos corporativos e comerciais em Londres.
Respondendo ao desafio de projetar um espaço para o lançamento da coleção Prada FW Menswear 2021, de Miuccia Prada e Raf Simons, Rem Koolhaas e AMO projetaram quatro salas geométricas interligadas que permitem a circulação contínua dos modelos apresentando suas diferentes peças. O tema geral do design centra a estimulação sensorial. Tal como as criações apresentadas, os materiais utilizados e a sua distribuição pelo espaço falam de uma ligação mais íntima com o nosso entorno, lembrando-nos que a moda e a arquitetura são mais do que um contentor funcional; eles são uma oportunidade para excitar e provocar ativamente nossos sentidos.
A necessidade global de buscar meios mais sustentáveis para atender novas demandas é um dos pontos mais estimulantes para o reuso de materiais ou estruturas na arquitetura atualmente. No campo da cenografia, a ressignificação de materiais para compor cenários é uma realidade há muito tempo. A prática profissional na área lida com a representação de uma cena, e para tal são utilizados elementos de caráter temporário e que buscam estimular a imaginação do espectador. Nesse sentido, o trabalho da cenógrafa Renata Mota tem aliado a ressignificação ao reuso de materiais - descartados ou doados - que perderam seu uso original para compor cenografias de espetáculos, exposições e outros eventos.
A noite deste último domingo, 24 de Fevereiro, foi marcada pela 91ª edição da mais importante premiação do Cinema Internacional, o Oscar. Paralelamente aos vencedores das diversas categorias anunciadas, o que chamou a atenção de expectadores de todo o mundo foi a cenografia do palco do Teatro Dolby, em Los Angeles. Precedido pelo cenógrafo inglês Derek McLane, que desenvolveu o projeto do palco nas edições de 2013 a 2018, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nomeou como responsável pelo projeto cenográfico deste ano o designer e diretor criativo baseado em Nova Iorque, David Korins.
Os consultores da Theatre Projects , juntamente com o escritório de arquitetura Studio KO, criaram recentemente um auditório polivalente de 115 lugares, com o objetivo de organizar conferências, exibições, concertos, teatro e cinema.
O espaço faz parte do novo Museu Yves Saint Laurent de Marrakech - inaugurado em outubro de 2017 no Marrocos - e incorpora uma série de elementos e tecnologias que permitem oferecer uma alta qualidade de som e iluminação, bem como garantir a flexibilidade total da sala para se adaptar para todos os usos necessários.
Para o teatro grego de Siracusa, me foi oferecida a possibilidade de projetar a cenografia para o verão de 2015. O mediador era Alessandro Mauro, um jovem italiano com quem visitei Siracusa em 2014. Alessandro Mauro escreve preciosos livros e, com um grupo de jovens arquitetos italianos, mantem uma excelente Escola de Arquitetura em Siracusa que em breve dará o que falar. É ele também quem traduziu para o italiano "La Idea Construida", minha primeira coleção de textos publicada.
Para o teatro grego de Siracusa, projetei um espaço com a sobriedade da Grécia e a beleza de Roma
Imaginem, vocês, que situação mais incrível. Receber a tarefa de erguer os cenários para o teatro grego de Siracusa, um lugar divino. Entre os que antes haviam feito essa cenografia estão Rem Koolhaas e Arnaldo Pomodoro.
Tudo isso após uma viagem inesquecível a Siracusa.