Um ano e meio de pandemia global de coronavírus fez – ou deveria ter feito – todos perceberem a importância dos sistemas públicos de saúde de cada país. Nunca na história se falou e notíciou tanto sobre uma crise sanitária e seus impactos na sociedade, economia e espaços públicos.
Nesse contexto, para celebrar os espaços dedicados à saúde física e mental, reunimos uma série de projetos de postos de saúde, clínicias médicas e centros de terapia de pequena e média escala. Arquiteturas concebidas para o tratamento ou prevenção de doenças, que têm no bem-estar do paciente seu enfoque principal.
https://www.archdaily.com.br/br/963637/espacos-de-prevencao-e-tratamento-20-projetos-de-postos-de-saude-clinicas-e-centros-medicosEquipe ArchDaily Brasil
Foram iniciadas as obras do escritório biofílico projetado por Kengo Kuma na cidade de Milão. Conhecido como “Welcome, feel at work” e com data prevista de conclusão para 2024, o edifício desenvolvido pela Kengo Kuma & Associates para a Europa Risorse é um empreendimento concebido para disponibilizar espaços de trabalho centrados na saúde e no bem-estar de seus funcionários. Além disso, o edifício de escritórios já está sendo considerado uma das obras de arquitetura mais sustentáveis de toda a Europa.
Programas de culinária nunca foram tão populares no mundo. Sejam eles de receitas, reality shows ou documentários, o escritor Michael Pollan aponta que não é incomum passarmos mais tempo assistindo do que preparando nossa própria comida. Isso é um fenômeno bastante curioso, já que nos resta apenas imaginar os cheiros e gostos do outro lado da tela, como os apresentadores gostam de nos lembrar frequentemente. Ao mesmo tempo, quando assistimos algo sobre a Idade Média, rios poluídos ou desastres nucleares, ficamos aliviados de ainda não existir uma tecnologia para transmitir os cheiros. De fato, ao tratarmos de odores (e mais especificamente os maus), sabemos o quão desagradável é estar em um espaço que não cheira bem. Mais especificamente em edificações, quais são as principais fontes e de que forma isso pode afetar nossa saúde e bem-estar?
The Choice School - Calicut, India. Image Courtesy of CetraRuddy
Como resposta às medidas de distanciamento social e o consequente fechamento das escolas, arquitetos e arquitetas do mundo todo estão se mobilizando, desenvolvendo e propondo soluções práticas que possam permitir um retorno às salas de aula de forma tranquila e segura. Escritórios como o CetraRuddy, Cooper Robertson e WXY estão entre aqueles que propõem um considerável aumento das atividades ao ar livre além de uma reorganização dos espaços didáticos como estratégias para mitigar as chances de contágio entre os alunos quando chegar a hora de voltar para a escola.
Ainda que a busca por construir melhores relações entre espaços interiores e exterior esteja na natureza da própria arquitetura, este importante fundamento nunca esteve tão em moda como agora. A seguir apresentaremos três projetos de intervenções que nos fará repensar os nossos atuais espaços de ensino, propondo soluções e estratégias para os desafios do futuro.
Com a maior parte do mundo vivendo em cidades e comunidades em crescimento, as pessoas tendem a passar a maior parte do tempo em ambientes internos. Quando não estamos em casa, estamos trabalhando, aprendendo ou até participando de atividades divertidas em ambientes fechados e construídos. Ao todo, 90% do nosso tempo é ocupado em interiores. É essencial garantir uma qualidade ambiental interna confortável, produtiva e saudável, seguindo parâmetros e práticas de projeto bem regulados que considerem temperatura, iluminação, poluição sonora, ventilação adequada e a qualidade do ar que respiramos. Este último é especialmente importante, pois, ao contrário do que podemos pensar, a poluição do ar é muito maior no interior do que no exterior.
A arquitetura e o design de interiores evolui constantemente para atender as demandas da sociedade e parte de seu papel social é auxiliar no bem-estar daqueles que transitam e utilizam seus espaços diariamente. Nesse sentido, no que se refere a arquitetura hospitalar - nicho responsável pelo desenvolvimento de projetos com foco na área da saúde, a partir de especificações, exigências e regulamentações que garanta e assegure a comodidade de seus pacientes - tem continuamente estudado questões intrínsecas de como o corpo em estado de adoecimento se comporta e estimula-se no espaço, de modo a criar ambientes que auxiliem no processo de reabilitação.
Ainda que o livro A Arquitetura da Felicidade não tenha causado muito alvoroço logo após a sua publicação no início dos anos 2000, o conceito defendido pelo seu escritor, Alan de Botton, de que a arquitetura é um elemento fundamental para a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas, parece estar ganhando cada vez mais força e seguidores ao longo dos últimos anos. Pensando nisso, o Canadian Centre for Architecture de Arquitetura (CCA), em parceria com o curador Francesco Garutti, está apresentando uma exposição questionando as maneiras pelas quais a "indústria da felicidade" tem passado a explorar e controlar a vida das pessoas depois da crise financeira de 2008.
Our Happy Life, Architecture and Well-being in the Age of Emotional Capitalism (Nossa Vida Feliz, Arquitetura e Bem-estar na Era do Capitalismo Emocional) é uma exposição de projetos de arquitetura, obras de arte e fotografias. Samuel Medina, editor da Metropolis Magazine, conversou com Garutti para esclarecer os conceitos por trás da exposição do CCA, o impacto das mídias sociais em nossas vidas e o significado da arquitetura nos dias de hoje.
Postos de gasolina não costumam ser atraentes. Onipresentes, estas estruturas não são construídas para agradar e sim para serem funcionais. Deparamo-nos com elas o tempo todo e ainda assim, muito raramente damos bola para aquilo que estamos vendo - abastecemos e vamos embora.
Cheiro de gasolina e lojas de conveniência não nos trazem nenhum tipo de sensação relacionada ao bem-estar. Assim como suas insípidas estruturas não tem inspirado a imaginação dos nossos arquitetos - não até agora.
A Reebok e a Gensler parecem ser os primeiros a perceber o enorme potencial que estas estruturas possuem. Excelentes localizações espalhadas por todo o país, desde importantes ruas comerciais até as rodovias mais movimentadas. Neste novo projeto colaborativo, chamado de "Get Pumped", a empresa internacional de arquitetura e a marca de artigos esportivos estão desenvolvendo um projeto que irá transformar os tradicionais postos de gasolina como os conhecemos hoje em dia.