The fallen Christopher Columbus statue outside the Minnesota State Capitol after a group led by American Indian Movement members tore it down in St. Paul, Minnesota, on June 10, 2020. Author: Tony Webster, licensed under the Creative Commons Attribution 2.0 Generic via Wikimedia Commons.
Qual é a história que o espaço público da sua cidade conta? Quem são as pessoas homenageadas em monumentos espalhados por ela? Questões como estas levaram a uma série de insurgências nos últimos anos em diversas cidades. As noções de memória e representatividade ampliaram a reflexão sobre qual narrativa construímos em nossos espaços, fato que tem desencadeado numa indagação urbana para o futuro: afinal, o que queremos lembrar (ou esquecer) através dos símbolos que erigimos (ou destruímos) nas cidades?
Resgatar o invisível, mergulhar em uma memória apagada da cidade e caminhar sobre as águas. Por mais surpreendente que seja, o mundo ainda não acabou. Mas quem transita por Belo Horizonte, passando pelo movimentado cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Avenida Brasil, poderá precisar o local onde ele acaba. O “Acaba-Mundo” é um córrego que cruzava o arraial do Curral del Rei, este sítio para onde, em 1897, transferiu-se a capital de Minas Gerais.
Para celebrar o mês do orgulho LGBTQIA+, em junho, o Facebook coloriu São Paulo com uma instalação híbrida intitulada #JuntosComOrgulho, resultado da fusão entre o analógico e o digital, em um lugar emblemático da cidade, o Minhocão. A via elevada, que é aberta para pedestres à noite e aos finais de semana, está com uma imensa empena pintada com as cores da bandeira do movimento LGBTQIA+, concebiuda pelo Estudio Guto Requena em parceria com a Mutato e o Studio Curva.
Vazio S/A, Coletivo Aurora e Eduardo de Jesus estão lançando Outros Territórios – Chamada Internacional de Projetos para Intervenção Urbana. A proposta é reunir um conjunto de intervenções efêmeras que serão propostas para o Buritis, montanhoso bairro de Belo Horizonte, possibilitando uma mudança instantânea em sua paisagem por meio da ocupação de suas “palafitas” (vigas e pilares aparentes) de diversos prédios ao mesmo tempo.
Uma gama de espaços ignorados e inusitados serão trazidos para a vida da cidade por meio de um evento que irá propor um campo de estudo aberto: as possibilidades latentes da cidade existente. Será uma oportunidade para
Caminhando pelas ruas, nos deparamos com diversas formas, cores, texturas, sons e cheiros. Nossos sentidos são ativados e esses estímulos nos fazem conectar com o lugar em que estamos. As cidades são, muitas vezes, sinônimo de fumaça, ruídos de motores e buzinas, tons de cinza. A escassez de elementos naturais ou construídos que transmitam a sensação de segurança, conforto e que nos agradem esteticamente influencia para que sigamos descontentes e frustrados no ambiente urbano. Esses sentimentos alimentam a falta de conexão entre pessoas e lugares, a falta de empatia com o outro e descompromisso com aquilo que é público.
O projeto Parque Linear HXQ elaborado pelo escritório mexicano RA! é uma intervenção urbana localizada no lado leste do município de Huixquilucan, Estado do México onde existem três parques segmentados por valas, ruas e espaços não utilizados. O parque é dividido em 3 zonas diferentes; Tecamachalco, La Herradura e Bosques de Minas, todos conectados através das torres de luz, razão pela qual esses parques foram criados. A topografia acidentada e as avenidas veiculares afetaram esses parques, transformando-os em áreas vazias, inseguras e deterioradas.
O projeto gráfico para as fachadas do edifício foi encomendado pela incorporadora durante a construção, deveria ser uma intervenção de baixo custo uma vez que não havia sido contemplada no orçamento do empreendimento. Trata-se de um residencial estudantil, cujas fachadas são marcadas pelo ritmo ordenado e repetitivo de varandas, solução cada vez mais comum entre os novos lançamentos do mercado imobiliário.
Fronteira Livre foi um processo que gerou intervenções em seis estações da linha vermelha do Metrô de São Paulo, para a 11a Bienal de Arquitetura: Em Projeto. Realizada por imigrantes, ativistas, arquitetos, assistentes sociais e artistas em colaboração, durante imersão de dez dias de oficina no CAMI - Centro de Apoio ao Imigrante em São Paulo.
A construção da Linha 3 do metrô de Santiago, através do centro histórico da capital chilena, implicou no impedimento do trânsito veicular pela rua "Bandera" desde o ano de 2013. Convertido em estacionamento de automóveis desde então, a calçada foi cercada durante um mês para a construção do "Paseo Bandera", um novo e colorido projeto pedonal inaugurado nessa quarta-feira (dia 20) por Felipe Alessandri, prefeito de Santiago e patrocinadores.
SAO PAULO THROUGH THE LOOKING-GLASS [seis cenários impossíveis para sp], com Eduardo Pimentel Pizarro
“Alice laughed. […] ‘One can’t believe impossible things.’ ‘I daresay you haven’t had much practice,’ said the Queen. ‘When I was your age, I always did it for half-an-hour a day. Why, sometimes I’ve believed as many as six impossible things before breakfast.”
A partir deste trecho do livro “Through the Looking-Glass”, de Lewis Carroll, e à contrapelo da realidade, o objetivo do curso é experimentar, teórica e projetualmente, a proposição de seis cenários “impossíveis” para a cidade de São Paulo, direcionados por seis eixos temáticos: edifícios;
Gosta de truques de ótica? Dê uma olhada no trabalho do artista de rua alemão 1010. Por mais de uma década, 1010 tem realizado pinturas coloridas ilusionistas que criam portais infinitos em superfícies sólidas. Para criar suas obras, o artista primeiro faz modelos com colagens, empilhando papéis de paletas de cores específicas que depois são recriadas com tinta. Ele já usou essa técnica em lugares inesperados de todo o mundo, incluindo paredes interiores e exteriores e até mesmo em uma rodovia abandonada em Paris.
Confira alguns dos mais recentes trabalhos de 1010, a seguir.
A obra intitulada "Skull in The Mirror" reativa um castelo cuja história aproxima França e Espanha: em 1936 o edifício fora comprado pelo grupo republicano da Guerra Civil Espanhola, tornando-se um ponto de acolhimento das crianças e, posteriormente, dos exilados políticos. Nos anos 1950, o estado franquista o recuperou e fez dele um ponto de colônia de férias. Duas décadas mais tarde, foi convertido em um colégio espanhol e em 1986 foi abandonado. Em 2002, foi adquirido pela prefeitura de Pressigny-les-Pins e uma empresa privada.
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Zebra convida pedestres a atravessar na faixa. Foto: Xinhua/Reprodução. Image via TheCityFix Brasil
Uma artista indiana resolveu usar seu talento para tentar ajudar a reduzir as mortes no trânsito em seu país. Graças a um tráfico heterogêneo, que mistura diferentes tipos de veículos em alta velocidade, mais de 230 mil pessoas morreram em acidentes de trânsito na Índia, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde de 2013. Aproximadamente metade das vítimas era de usuários vulneráveis das vias – motociclistas, pedestres e ciclistas.
Medidas radicais e urgentes precisam ser implementadas no país, mas uma simples ideia, de Saumya Pandya Thakkar, pode ser responsável por salvar vidas. A artista de 28 anos, com a ajuda de sua mãe, Shakuntala Panya, criou faixas de pedestres com técnicas de ilusão de ótica. O motorista tem a impressão de estar se aproximando de blocos de concreto, o que o leva a diminuir a velocidade.
Na linguagem comum, o grafite é o resultado de pintar textos abstratos nas paredes de maneira livre, criativa e ilimitada, com fins de expressão e divulgação. Sua essência é mudar e evoluir; procura ser um atrativo visual de alto impacto e parte de um movimento urbano revolucionário e rebelde.
Este tipo de expressão está fortemente relacionada com a arquitetura, dando vida as cidades ao redor do mundo. Por isso, queríamos apresentar aqui um resumo do caso de estudo: Grafites como forma de apropriação da Arquitetura na Unidade Vicinal Lorenzo Arenas de Concepción 2013, da arquiteta chilena Catalina Rey.
Boamistura conduzirá Workshop Internacional da Pós DAEE. Foto: Divulgação Boamistura
Boamistura confirma participação na próxima edição do Workshop Internacional da Pós DAEE
O convidado da terceira edição do Workshop Internacional da Pós DAEEserá o coletivo espanhol Boamistura, grupo multidisciplinar com raízes no graffiti.
Quem é o Boamistura
Três desginers gráficos, um arquiteto e um administrador formam, atualmente, o Boamistura. Do português, boa mistura, faz uma referência a diversidade das formações e pontos de vista de cada um de seus membros. Atuando desde 2001, o trabalho desse coletivo já passou por salões de diversos centros culturais e de bienais de arte e de arquitetura.
A Câmara Municipal de Cascais irá inaugurar o primeiro Museu de Arte Urbana de Portugal, que terá cerca de 300 obras da coleção privada de Vhils, isto é, aquelas que não estão esculpidas em paredes da cidade.
A iniciativa foi divulgada pelo presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz, e será financiada por uma taxa turística local, que passou a ser cobrada a partir de fevereiro. Além de Vhils, a ideia é divulgar outros autores portugueses com trabalhos recentes.
Pela primeira vez, painéis de seis artistas pernambucanos servirão como base para as peças de decoração do festejo carnavalesco. Ao valorizar a arte urbana para decorar o evento em 2017, Recife demonstra como as cores transformam e alegram a paisagem urbana.