Os shoppings centers foram uma grande moda no começo dos anos 80 e 90 e quase todas as grandes capitais do mundo começaram a investir em super complexos climatizados de lojas com praças de alimentação e cinemas.
No Brasil, esse boom dos shoppings como modelo de desenvolvimento ainda perdura nas principais cidades e até no interior do país. O shopping center adquiriu uma importância crucial para o desenvolvimento e a manutenção da lógica do capital. Toda cidade que se “desenvolve” tem um ou mais shoppings em seu tecido urbano.
Foster + Partners apresentou o plano diretor para regenerar o Centennial Yards no centro de Atlanta. A proposta de 20 hectares transforma estacionamentos e antigos pátios ferroviários em um empreendimento de uso misto inclusivo e voltado para a comunidade, com amenidades e espaços públicos de última geração. O projeto faz parte de uma transformação urbana de US $ 5 bilhões e está sendo criado em colaboração com o escritório de arquitetura Perkins + Will.
Wandenkolk Tinoco. Image Cortesia de Bruno Firmino
Faleceu hoje, 04 de agosto de 2021, aos 85 anos, o arquiteto Wandenkolk Tinoco. Nascido no Recife em 1935, Tinoco se graduou em arquitetura pela Escola de Belas Artes de Pernambuco em 1958 e a partir de 1960 começa a lecionar na mesma instituição, que depois se tornaria a Universidade Federal de Pernambuco.
Neste mês, a Unesco anunciou uma série de decisões sobre importantes patrimônios históricos, gerando discussões em torno da preservação e do desenvolvimento urbano. Na semana passada, o Comitê do Patrimônio Mundial decidiu retirar Liverpool de seu status de patrimônio mundial, já que os novos empreendimentos são considerados prejudiciais à integridade da orla da cidade. Esses projetos colocaram a cidade na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo em 2012, uma designação que Veneza conseguiu evitar no início desta semana, devido em grande parte à recente proibição de navios de cruzeiro.
Há cerca de trinta anos o paisagista francês Patrick Blanc tornou-se pioneiro na implantação de jardins verticais em Paris e posteriormente, em outras cidades pelo mundo. Por meio da criação de estruturas verticais capazes de comportar e nutrir espécies vegetais, o sistema permite que espécies possam crescer e ainda reduzir consideravelmente a temperatura interna de edifícios quando instaladas em suas fachadas, possibilitando expansão de áreas verdes pela inversão de suas áreas, do solo (horizontal) às empenas (vertical).
A prática de Blanc trouxe um conjunto de ações posteriores, reconhecendo os valores dos espaços verdes e sua contribuição às políticas sociais, ambientais e urbanas.
O Pavilhão do Marrocos na Expo Dubai 2020 explora a arquitetura tradicional marroquina e como ela pode ser reinventada a partir de técnicas de construção contemporâneas. O pavilhão foi projetado pelo escritório OUALALOU + CHOI e conta com uma fachada de taipa de 4.000 m², ampliando os limites deste material vernacular.
Amancio d'Alpoim Miranda Guedes, mais conhecido como Pancho Guedes, foi um arquiteto, pintor, escultor e educador referenciado como um dos primeiros arquitetos pós-modernistas de todo o continente africano. Ao longo de sua carreira, o arquiteto nascido em Lisboa desenvolveu cerca de 500 diferentes projetos, frequentemente referidos como edifícios ecléticos, de influência africana lusófona e de um estilo artístico peculiarmente surrealista e experimental. Talvez pelo fato de que Pancho Guedes tenha escolhido trabalhar e viver em países da África como Moçambique, Angola e África do Sul, longe dos grandes centros de gravidade da arquitetura, sua obra nunca recebeu a devida atenção que fato merece. Ainda assim, Pancho Guedes foi — e ainda está para ser descoberto por muitos de nós — um dos mais importantes personagens da história da arquitetura moderna africana.
A Associação Cap Moderne anunciou que a restauração da casa modernista E-1027 de Eileen Gray — junto com outros projetos da região, como a Cabanon, as Unités de Camping e o restaurante l'Etoile de Mer de Le Corbusier — foi concluída e a villa está agora aberta a visitantes. O local está listado como Patrimônio Mundial da UNESCO e é considerado um dos lugares imperdíveis a serem descobertos na região, recebendo mais de 10.000 visitantes por ano.
No dia 29 de julho de 2021, chegamos mais uma vez ao Dia da Sobrecarga da Terra. Esta data marca o momento em que o nosso consumo anual de serviços e recursos naturais ultrapassa o que a Terra pode regenerar naquele mesmo ano. Ou seja, entramos no “cheque especial” do planeta, de acordo com a Global Footprint Network, entidade responsável pelos cálculos de sobrecarga da Terra desde 1970.
O Instituto Akatu, que promove o consumo consciente, emitiu um comunicado lembrando que O Dia da Sobrecarga da Terra em 2021 caiu na mesma data que em 2019, o que significa que voltamos aos padrões anteriores a 2020, quando a pandemia atrasou a data para 22 de agosto.
https://www.archdaily.com.br/br/966014/dia-de-sobrecarga-da-terra-2021-precisamos-de-17-planeta-para-suprir-nossas-demandasEquipe ArchDaily Brasil
Cortinas configuram um fluxo livre e dinâmico na arquitetura. Realizada para proteger o ambiente, seja da insolação ou dos olhares exteriores, ela se desenvolve na arquitetura ganhando destaque como adorno ou sutil divisória. Devido à sua flexibilidade e movimento, torna-se uma solução que cada vez mais utilizada por arquitetas e arquitetos, afinal seu material permite trabalhar camadas de sobreposição entre o interior e exterior, trazer luz ou sombra e, assim, transformar o espaço. Aqui, reunimos alguns exemplos de projetos que passaram a adotar a cortina principalmente em suas fachadas e como essa solução pode transformar a percepção da obra como um todo.
Videos
Favelas 4D/MIT Senseable City Lab. Imagem de divulgação
Usando tecnologia de digitalização a laser 3D, o Senseable City Lab, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em colaboração com a BRTech 3D e Washington Fajardo, secretário municipal de Planejamento Urbano do Rio de Janeiro, está conduzindo uma análise morfológica abrangente da Rocinha, a maior favela do Brasil, com cerca de 100.000 habitantes em 838 mil metros quadrados e quase 26 mil moradias.
As casas são as construções mais intimistas que nós arquitetos podemos pensar em projetar. Não à toa, os conceitos de intimidade, segurança e privacidade são comuns quando pensamos na arquitetura residencial. Ao mesmo tempo, assim como toda arquitetura, as casas estão, obrigatoriamente, inseridas em um contexto, um entorno com o qual essas construções precisam se relacionar. São muitas as formas de se fazer isso, principalmente em tecidos urbanos altamente adensados, como é o caso de muitas cidades brasileiras.
A elevação do edifício em relação ao solo, realizada por meio de pilotis, libera o pavimento térreo para a circulação de pessoas. Esta solução, apontada como um dos cinco pontos da arquitetura moderna por Le Cobursier, promove uma área livre com maior conexão entre o espaço público da rua e o espaço privado do edifício. Atualmente, projetos contemporâneos adotam distintos recursos para pensar um térreo ativo que se comunique com a cidade e, generosamente, divida seu lote com o coletivo.
https://www.archdaily.com.br/br/965077/costura-urbana-15-edificios-com-terreos-livresEquipe ArchDaily Brasil
Arquiteturas do Sul Global é o título do curso ministrado pelos arquitetos Marco Artigas e Pedro Vada, por meio da Associação Escola da Cidade, que tinha como objetivo ampliar o repertório sobre a produção arquitetônica contemporânea levando em consideração a urgente necessidade de novos olhares, fundamentalmente contra-hegemônicos. Partindo do conceito de Sul Global em consonância com uma visão de união entre os países que passaram por processos de colonização, o curso, ministrado entre setembro e dezembro de 2020, estabeleceu constantes diálogos com arquitetas e arquitetos que mantém sua atuação ou residência nos países deste chamado sul.
A ideia desses encontros foi discutir o que e como estão construindo nesses países, com base em uma conversa mais direta sobre as questões colocadas pelos diversos territórios, sociedades e culturas, explorando com maiores detalhes o processo e as decisões tomadas em cada projeto, com documentação mais rica que as utilizadas em publicações, abordando reflexões estruturais e temas urgentes.
https://www.archdaily.com.br/br/964699/arquiteturas-do-sul-global-conversa-com-remigio-chilaule-o-norte-nil-oficina-de-criacao-matri-archi-tecture-e-el-sindicato-de-arquitecturaMarco Artigas e Pedro Vada
Às vezes, os projetos mais influentes da arquitetura permanecem sem construção. Sua marca no mundo é maior que a pegada física do edifício, apesar de nunca ter sido construído. É o caso da Casa Errazuriz, projetada em 1930 por Le Corbusier para um diplomata chileno na Argentina. A casa foi projetada para as montanhas de Zapallar no Chile, com vista para o Oceano Pacífico. A principal característica do projeto é o telhado irregular em forma de borboleta, que buscava fazer referência aos picos e cristas do terreno circundante. A estrutura seria o primeiro caso de um telhado borboleta, que se tornaria um modelo das casas do pós-guerra na Califórnia. Este vídeo explora a Casa Errazuriz, sua história, seu projeto e nos leva a um passeio virtual de sua reconstrução digital.
A Reitoria da Pontifícia Universidade Católica de Goiás pretende extinguir a Escola de Artes e Arquitetura Professor Edgar Albuquerque Graeff.
A justificativa para o ato inesperado é a redução de custos da instituição. O argumento seria até admissível. Administrar ou reduzir despesas é um procedimento habitual, não apenas para universidades filantrópicas. Mas não está claro — e sequer razoável — é porque que, para reduzir os custos ordinários de uma instituição, seja necessária a extinção de uma de suas partes mais antigas e mais reconhecidas; uma Escola que se destacou excepcionalmente, em cenário nacional, com uma história que precisa ser lembrada aqui, a fim de darmos conta da atitude trágica que se exaspera; uma atitude tomada sem diálogo com os professores, artistas e arquitetos, que lá estão; sem considerar, também, a identidade e a memória de milhares de arquitetos, artistas e designers que nela estiveram nos últimos 70 anos.
Desde seu início, em 1896, as Olimpíadas dos dias modernos têm sido vistas como uma oportunidade para as cidades que a sediam projetarem para o mundo uma imagem específica de si mesmas, de subsidiar grandes projetos de infraestrutura ou de desenvolver planos de redesenvolvimento rapidamente. Além dos atraentes e frequentemente discutidos estádios, há uma história complexa de urbanismo olímpico, que engloba os empreendimentos em grande escala catalisados pelo evento. Explorando o legado urbano e arquitetônico dos jogos, as histórias de sucesso, os elefantes brancos e as agendas administrativas, a seguir discutimos o que as Olimpíadas deixam para trás nas cidades-sede.
Seja como fechamento de um sistema de construção a seco -como Steel ou Timber frame, montado em armações de aço ou perfis de madeira-, ou como revestimento exterior em obras construídas com sistemas tradicionais, a chapa nervurada é uma opção vantajosa quando se trata de pensar os acabamentos externos de um projeto arquitetônico devido a sua economia, sua manutenção mínima e sua versatilidade, permitindo o uso tanto enquanto fechamento vertical quanto como telhados.