Ao longo dos anos, os projetos de interiores têm evoluído de acordo com as necessidades que vão se apresentando, mas sobretudo experimenta a partir das possibilidades de experiências que pode evocar no usuário. Nos últimos dois anos, testemunhamos uma mudança radical e um interesse especial por este assunto, pois a pandemia nos obrigou a prestar mais atenção à configuração dos espaços que habitamos. Isso consequentemente desencadeou projetos muito mais holísticos que procuram abordar o bem-estar do usuário, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
Sem incluir uma banheira e sem a necessidade de portas, telas ou cortinas, os chuveiros sem box ou desníveis - também chamados de walk-in - permitem aumentar visualmente o espaço ao projetar banheiros, dando a eles uma imagem limpa e reduzida ao essencial.
No entanto, algumas precauções devem ser tomadas para seu desenho. A coisa mais importante: o chuveiro não pode ser completamente aberto, mesmo que pareça à primeira vista. A maioria dos projetos incorpora um vidro temperado que evita que a água "salte" para fora do espaço do banheiro, fechando sutilmente o espaço. Quando essa divisão transparente não possui marcos, é menos provável a aparência de fungos devido ao acúmulo de água e umidade.
Todo ano nossa equipe de curadores apresenta uma retrospectiva de projetos de casas que se destacaram no período. Este conjunto, um pequeno recorte dos mais de dois mil projetos publicados no ArchDaily Brasil apenas neste ano, é formado por uma série de residências com soluções projetuais específicas que abordam, cada uma à sua maneira, fatores como materiais, técnicas construtivas, soluções estruturais, processos de construção e conteúdos programáticos.
Historicamente, o bambu tem sido utilizado como matéria-prima em construções tradicionais de baixa renda, servindo como substituto de outras madeiras para materializar estruturas, armários e até móveis. Hoje, devido às suas inúmeras vantagens associadas à durabilidade, resistência, versatilidade e baixo impacto ambiental, conseguiu ganhar o nome de “aço vegetal” e obter um lugar privilegiado na indústria da construção. A atual busca por novos materiais para o desenvolvimento sustentável tem gerado novas fusões construtivas que colocam materiais e técnicas contemporâneas em jogo com elementos tradicionais, amalgamando e valorizando as qualidades dos materiais em cada região.
Um dos fatores mais importantes a se levar em consideração quando se projeta um edifício é o clima específico do lugar. O clima pode ser um verdadeiro obstáculo e até um grande desafio, principalmente quando se trata de projetar em situações extremas. Nestes casos, se faz necessário utilizar materiais isolantes e desenvolver soluções práticas que possam favorecer as condições de conforto no interior do edifício. Entretanto, a maioria dos países latino-americanos como o México, possui um clima pra lá de privilegiado, algo que se transforma em um ponto à favor dos arquitetos, os quais podem então explorar relações mais diretas entre a arquitetura e a paisagem.
Em Yucatan, arquitetos estão revivendo uma antiga técnica de estuque maia para edifícios contemporâneos, combinando arquitetura moderna com história e cultura regional. A técnica é chamada de “chukum”, um termo derivado do nome popular da árvore Havardia albicans nativa do México. Feito com a casca dessa árvore de chukum, o material tem várias qualidades definidoras que o separam do estuque tradicional, incluindo propriedades impermeáveis e uma cor natural terrosa. Embora o chukum inicialmente tenha caído em desuso após a conquista espanhola da civilização maia, foi redescoberto e reempregado por Salvador Reyes Rios do escritório de arquitetura Reyes Rios + Larrain Arquitectos no final dos anos 1990, iniciando um ressurgimento do uso na área.
https://www.archdaily.com.br/br/946352/a-beleza-rustica-do-chukum-na-arquitetura-mexicana-modernaLilly Cao
Um dos elementos de maior potencial escultórico da arquitetura é a circulação vertical – sejam rampas ou escadas. E apesar de serem frequentemente desenhadas a partir de uma abordagem puramente funcionalista, em alguns momentos tornam-se a peça fundamental do espaço.
Um ambiente monocromático é um espaço em que a maioria de seus elementos é de uma única cor. E, embora seja muito comum as cores escolhidas serem em preto e branco, devido à sua neutralidade, é possível usar qualquer paleta de cores, aproveitando seus infinitos tons, subtons ou matrizes.
Apresentamos uma seleção das melhores fotografias de projetos construídos em taipa. São 15 obras que mostram o potencial estético dessa técnica que consiste na sobreposição de camadas de terra comprimida e sem revestimento. Embora pouco utilizada na construção civil, esta técnica de origens vernaculares voltou a ser empregada por alguns escritórios nos últimos anos.
Veja, a seguir, fotografias de obras em taipa feitas por nomes como Filip Dujardin, Cade Hayes e Nic Lehoux.
A utilização histórica do concreto, devido a sua capacidade de se modelar e gerar diferentes formas, o torna uns dos materiais mais utilizados na hora de construir um projeto. O conhecido êxito do material aplicado a diferentes tipos de construções apresenta uma diversidade de detalhes que merecem uma atenção especial.
Veja uma seleção de 40 detalhes construtivos de projetos que se destacam pelo uso do concreto.
Concreto é um material muito comum na indústria da construção civil, composto por um aglutinante combinado com agregados (pedra, por exemplo), água e certos aditivos. Sua história remonta ao Egito antigo, quando surge a necessidade de se construir grandes fundações, momento em que as propriedades naturais das pedras já não atendem mais às demandas e fica clara a necessidade de um material que pode ser moldado para assumir determinadas formas.
O México é um país que vem se destacando no cenário global da arquitetura, com projetos que mesclam elementos tradicionais e contemporâneos de maneiras bastante inventivas. As técnicas construtivas características de cada região e o uso de materiais de acordo com as necessidades térmicas, econômicas ou estéticas, resultam em propostas muito singulares.
Um exemplo disso são os projetos em bambu. Seja como elemento construtivo ou decorativo, usado em revestimentos, fachadas ou coberturas, este material comprovou sua versatilidade frente a materiais mais usuais, como aço ou compostos plásticos.
Embora as pesquisas sobre esse material tenham avançado significativamente nos últimos anos, sabemos que ainda há muito a aprender - e esse conhecimento será reforçado a partir de novos projetos que se baseiam em conhecimentos do passado e os empregam com técnicas atuais. Por isso, apresentamos uma lista de oito projetos no México que exploram o bambu de diferentes modos.
A arquitetura mexicana se destaca cada vez mais no cenário global pela gestão de recursos e sensibilidade em relação ao seu contexto. Embora sejam muitos os elementos que caracterizam a arquitetura mexicana, um dos mais representativos é a cor - herdada das culturas indígenas e incorporada por diferentes arquitetos e artistas como Luis Barragán, Ricardo Legorreta, Mathias Goeritz, Juan O'Gorman e Mario Pani.
A cor da arquitetura mexicana se transformou em um gesto projetual tão forte que até contribuiu para reforçar a identidade de diferentes áreas do país, por exemplo, é quase impossível pensar em San Miguel de Allende ou Guanajuato sem as cores que compõem as fachadas na paisagem.