No início deste mês, a cidade de Miami divulgou uma versão preliminar de seu plano abrangente de combate aos efeitos das mudanças climáticas. O chamado Stormwater Master Plan (SWMP) será implementado para diminuir a ameaça de inundações em toda a cidade, melhorar a qualidade da água na Baía de Biscayne e fortalecer seu litoral contra tempestades mais fortes e frequentes nos próximos 40 anos, em uma estimativa de custo geral de US $ 3,8 bilhões.
Há mais de um ano em pandemia, o fluxo de viagens e turismo diminui no mundo todo. Mas nem por isso precisamos deixar de conhecer cidades distantes. Desde o início da quarentena, diversos museus e organizações prepararam tours virtuais que levam os usuários a imersões digitais pelas suas localidades. Pensando nisso, reunimos aqui quatro diferentes formas para você explorar lugares sem sair de casa.
Dizem que os shopping centers e as galerias comerciais, outrora tão frequentadas, estão com os dias contados. Embora em grande parte, a forma como costumávamos consumir tenha mudado consideravelmente ao longo dos últimos anos e sobretudo após o início da crise sanitária de Covid-19, com muitas lojas passando a operar apenas no mundo virtual, parece que muitas das mudanças que a pandemia nos trouxe chegaram para ficar. À medida que as nossas cidades continuam a crescer a um ritmo bastante acelerado, e os grandes centros comerciais e shopping centers—por outro lado—permanecem vazios e ociosos, há uma pergunta a se fazer: existe alguma possibilidade de transformarmos estes ambientes de consumo em moradia para aqueles que mais necessitam?
A migração entre cidades, estados, países e continentes faz parte da vida cotidiana. À medida que buscamos novas oportunidades em nossas vidas pessoais e profissionais, nossas escolhas individuais têm, na verdade, impactos maiores nos grandes sistemas socioeconômicos, altamente interconectados em todo o mundo. Mudar de uma pequena cidade rural para uma grande metrópole, ou de um continente para outro, traz mais implicações do que você possa imaginar — e a arquitetura, combinada com o conceito de "fuga de capital humano", pode estar auxiliando o processo nos bastidores, influenciando você a ir de um lugar para o outro.
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A Greater London Authority buscou garantir que caminhada e bicicleta, além do transporte público, fossem opções viáveis para a população de Londres. Foto: WRI Ross Center for Sustainable Cities
Há meio século, uma névoa letal de fumaça e neblina, também conhecida como o Grande Nevoeiro de 1952, cobriu Londres e matou pelo menos 12 mil pessoas. Mais recentemente, em 2013, Ella Adoo-Kissi-Debrah morreu em decorrência da poluição do ar. “[Ella] foi a primeira pessoa no mundo a ter a poluição do ar apontada como a causa de sua morte”, diz Anjali Raman-Middleton, de 17 anos, cofundadora da organização Choked Up e amiga de Ella. Mas o ar tóxico de Londres, um problema de longa data associado a 9 mil mortes prematuras por ano, é mais do que uma questão ambiental e de saúde pública.
https://www.archdaily.com.br/br/966181/como-londres-usa-taxas-pelo-uso-das-vias-para-combater-a-poluicao-do-ar-e-a-desigualdadeMadeleine Galvin e Anne Maassen
Talvez não haja material mais diverso e atemporal do que o tijolo - que pode ser visto como um coringa tanto à arquitetura tradicional como na moderna. Em muitos casos, remover os rebocos de um edifício histórico pode revelar belas paredes de tijolos, que trazem uma grande quantidade de textura, calor e personalidade a um espaço residencial. Deixado aparente ou pintado, o visual se presta a uma variedade de estilos, do rústico ao industrial.
Os 5 projetos a seguir exemplificam como o tijolo exposto pode ser usado para aprimorar a mistura de texturas no projeto de interiores.
Arquiteturas do Sul Global é o título do curso ministrado pelos arquitetos Marco Artigas e Pedro Vada, por meio da Associação Escola da Cidade, que tinha como objetivo ampliar o repertório sobre a produção arquitetônica contemporânea levando em consideração a urgente necessidade de novos olhares, fundamentalmente contra-hegemônicos. Partindo do conceito de Sul Global em consonância com uma visão de união entre os países que passaram por processos de colonização, o curso, ministrado entre setembro e dezembro de 2020, estabeleceu constantes diálogos com arquitetas e arquitetos que mantém sua atuação ou residência nos países deste chamado sul.
A ideia desses encontros foi discutir o que e como estão construindo nesses países, com base em uma conversa mais direta sobre as questões colocadas pelos diversos territórios, sociedades e culturas, explorando com maiores detalhes o processo e as decisões tomadas em cada projeto, com documentação mais rica que as utilizadas em publicações, abordando reflexões estruturais e temas urgentes.
https://www.archdaily.com.br/br/965183/arquiteturas-do-sul-global-conversa-com-adengo-architecture-taller-de-arquitectura-e-dna-design-and-architectureMarco Artigas e Pedro Vada
No artigo desta semana, o autor Jacob DiCrescenzo explora um outro lado da experiência humana da arquitetura e do espaço: aquele relacionado às nossas emoções. Recentemente, em outro artigo publicado pelo Common Edge, ele já havia nos convidado a refletir sobre a “arquitetura do sentimento”, enfocando em questões relacionadas à psicologia do espaço e de que forma o ambiente construído impacta em nossas emoções. Argumentando que “a arquitetura é uma experiência profundamente emocional”, DiCrescenzo comenta ainda sobre todos os benefícios que a neurociência pode trazer para o futuro da arquitetura.
O debate sobre criminalidade e segurança pública no Brasil tem sido pautado pela polarização entre defensores de medidas duras contra o crime, que vão desde o endurecimento das penas e dos trâmites processuais até o salvo conduto da excludente de ilicitude para a violência policial, e críticos do sistema de segurança pública e justiça penal, pelos abusos praticados e a ineficácia do encarceramento para a contenção da criminalidade.
Para além desta dicotomia muitas vezes contraproducente para o enfrentamento de um problema que vitimiza grande parte da população brasileira, que tem sua integridade física e/ou patrimonial ameaçada cotidianamente, a questão da prevenção ao delito tem sido pouco discutida e menos ainda priorizada. Há experiências exitosas neste âmbito, e todas elas passam pelo maior protagonismo do poder local/municipal na implementação de iniciativas e programas e na articulação da ação das polícias com outros atores sociais.
https://www.archdaily.com.br/br/965400/a-cidade-e-a-seguranca-publicaRodrigo Ghiringhelli de Azevedo
Na maioria dos casos, o planejamento urbano é uma prática desenvolvida com base na suposição de que toda cidade cresce, ou que pelo menos, deveria crescer. Entretanto, a realidade nos mostra que nem sempre tudo parece funcionar como o previsto, e que em nossa sociedade hoje, muitas cidades estão passando por um processo inverso, de decrescimento ou despovoamento. E isso não significa dizer que em cidades que decrescem o planejamento urbano seja algo desnecessário, muito pelo contrário, neste caso esta prática talvez seja ainda mais importante—além do fato de que ela deve assumir novos conceitos, critérios e estratégias capazes de fazer frente a este grande desafio. O fenômeno do despovoamento é um processo de declínio urbano generalizado que pode ter as mais diversas e complexas causas que vão desde mudanças significativas nos meios de produção, fenômenos migratórios, conflitos ou esgotamento dos recursos naturais. Buscando somar evidências e colaborar com o desenvolvimento do profuso debate que gira em torno do tema atualmente, a seguir apresentaremos algumas das principais abordagens que algumas cidades em processo de despovoamento tem incorporado em suas estratégias de planejamento urbano.
Um dos elementos construtivos que melhor combina a funcionalidade com a estética, o forro pode ser um importante aliado aos projetos de arquitetura e de interiores, adicionando camadas de textura, cores e materialidade, permitindo assim um maior controle de qualidade dos espaços internos, ao mesmo tempo que serve como armazenamento e proteção de outros sistemas.
Pátios e jardins exteriores desempenham um papel fundamental na configuração e organização do espaço. Em muitos casos, estes elementos fornecem diretrizes para a organização de percursos, articulando espaços interiores e exteriores, proporcionando melhores condições de iluminação e ventilação natural, além de maximizar a conexão com a natureza sem no entanto, abrir mão da privacidade.
Tubos de papelão são tão comuns que já nem reparamos em sua existência - mas eles estão por todos os lados: no rolo de papel higiênico, na embalagem do diploma da faculdade, nos fogos de artifício e nas grandes indústrias de tecidos e papel. E agora, cada vez mais, podem ser encontrados em um lugar inusitado: nas paredes de casas e construções. O material faz parte da vida moderna - sendo produzido para uma infinidade de aplicações industriais e produtos de consumo. A grande maioria é utilizada como núcleos estruturais em operações de enrolamento: imediatamente após a fabricação, o papel, o filme ou o fio têxtil é enrolado diretamente em tubos de papelão - resultando em um rolo estável que é facilmente estocado e transportado.
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Tejiendo la calle de Marina Fernández Ramos. Image Cortesía de RUA Ediciones
“É preciso saber que o senhor Matías tirou uma sombrinha do local onde você a instalou para levá-la à varanda, porque ele quer sombra na porta”, diz Pepe, um dos moradores de Valverde de la Vera, pequeno concelho da zona rural da Estremadura, apresentado no livro "Tejiendo la Calle". Nesta nova publicação, reúnem-se cerca de dez anos de depoimentos de tecelões e vizinhos que deram origem ao projeto homônimo iniciado por Marina Fernández Ramos em 2013.
Os shoppings centers foram uma grande moda no começo dos anos 80 e 90 e quase todas as grandes capitais do mundo começaram a investir em super complexos climatizados de lojas com praças de alimentação e cinemas.
No Brasil, esse boom dos shoppings como modelo de desenvolvimento ainda perdura nas principais cidades e até no interior do país. O shopping center adquiriu uma importância crucial para o desenvolvimento e a manutenção da lógica do capital. Toda cidade que se “desenvolve” tem um ou mais shoppings em seu tecido urbano.
O estudo das rochas permite o entendimento da formação do nosso território. Seus tipos, os desenhos formados, as camadas, revelam a história. Junto à atmosfera e à hidrosfera, a litosfera é um dos grandes elementos do sistema terrestre, que recebe a biosfera. A camada sólida mais externa dos planetas é constituída por pedras e solos e, quanto às pedras, há diversas formas de classificá-las. A mais comum é separá-las por conta dos seus processos de formação, como ígneas, sedimentares ou metamórficas. Enquanto as rochas sedimentares constituem cerca de 5% da crosta terrestre, os restantes 95% são de rochas ígneas ou metamórficas.
Por conta de sua durabilidade e resistência, juntamente aos seus desenhos variados e cores, as pedras têm sido utilizadas como materiais de construção e revestimento há centenas de anos. Para os pisos, a pedra permanece sendo uma opção nobre e elegante, que além de possuir uma alta inércia térmica e estabilidade estrutural, agrada a muitos por conta da textura agradável ao toque.
Fundada no ano de 2017 e nomeada uma das “Empresas Mais Inovadoras do Mundo” em 2020, a ICON está revolucionando a industria da construção civil de cima a baixo, desafiando os limites impostos pelas tecnologias atualmente disponíveis no mercado. Relativamente jovem, a start-up com sede no Texas começou desenvolvendo e construindo projetos de casas impressas em 3D nos Estados Unidos e no México como uma estratégia para enfrentar os desafios impostos pela atual crise habitacional. Simultaneamente, esta frente de ação está sendo explorada como um campo de testes para o desenvolvimento de novos sistemas construtivos que poderiam ser futuramente utilizados em viagens exploratórias fora do planeta Terra. Nesta empreitada, a ICON tem buscado se aproximar de importantes parceiros como o BIG e também a NASA.
Figurando na lista dos 100 líderes emergentes que estão moldando o futuro da humanidade, a Times’ Next 100, Jason Ballard, CEO e cofundador da ICON conversou diretamente com nossos editores do ArchDaily, contando um pouco mais sobre o início da empresa, os desafios impostos pela crise habitacional no planeta e como a ICON tem investido em novas tecnologia de impressão 3D como uma ferramenta para transformar a industria da construção civil no mundo hoje, além é claro, da recente parceira firmada com o escritório de arquitetura de Bjarke Ingels.
Há cerca de trinta anos o paisagista francês Patrick Blanc tornou-se pioneiro na implantação de jardins verticais em Paris e posteriormente, em outras cidades pelo mundo. Por meio da criação de estruturas verticais capazes de comportar e nutrir espécies vegetais, o sistema permite que espécies possam crescer e ainda reduzir consideravelmente a temperatura interna de edifícios quando instaladas em suas fachadas, possibilitando expansão de áreas verdes pela inversão de suas áreas, do solo (horizontal) às empenas (vertical).
A prática de Blanc trouxe um conjunto de ações posteriores, reconhecendo os valores dos espaços verdes e sua contribuição às políticas sociais, ambientais e urbanas.
Amancio d'Alpoim Miranda Guedes, mais conhecido como Pancho Guedes, foi um arquiteto, pintor, escultor e educador referenciado como um dos primeiros arquitetos pós-modernistas de todo o continente africano. Ao longo de sua carreira, o arquiteto nascido em Lisboa desenvolveu cerca de 500 diferentes projetos, frequentemente referidos como edifícios ecléticos, de influência africana lusófona e de um estilo artístico peculiarmente surrealista e experimental. Talvez pelo fato de que Pancho Guedes tenha escolhido trabalhar e viver em países da África como Moçambique, Angola e África do Sul, longe dos grandes centros de gravidade da arquitetura, sua obra nunca recebeu a devida atenção que fato merece. Ainda assim, Pancho Guedes foi — e ainda está para ser descoberto por muitos de nós — um dos mais importantes personagens da história da arquitetura moderna africana.
No dia 29 de julho de 2021, chegamos mais uma vez ao Dia da Sobrecarga da Terra. Esta data marca o momento em que o nosso consumo anual de serviços e recursos naturais ultrapassa o que a Terra pode regenerar naquele mesmo ano. Ou seja, entramos no “cheque especial” do planeta, de acordo com a Global Footprint Network, entidade responsável pelos cálculos de sobrecarga da Terra desde 1970.
O Instituto Akatu, que promove o consumo consciente, emitiu um comunicado lembrando que O Dia da Sobrecarga da Terra em 2021 caiu na mesma data que em 2019, o que significa que voltamos aos padrões anteriores a 2020, quando a pandemia atrasou a data para 22 de agosto.
https://www.archdaily.com.br/br/966014/dia-de-sobrecarga-da-terra-2021-precisamos-de-17-planeta-para-suprir-nossas-demandasEquipe ArchDaily Brasil
Vivemos em uma era marcada pelo avanço e desenvolvimento de novas tecnologias. Neste contexto, não é nenhuma surpresa que a indústria da construção civil tenha operado ao longo das últimas décadas um processo de desenvolvimento sem precedentes. Apropriando-se das muitas inovações e tecnologias que a cada dia se tornam mais acessíveis no mercado, muitas empresas de engenharia e arquitetura estão buscando aprimorar seus processos de projeto e construção, tornando-os mais eficientes, rápidos e sustentáveis. Entretanto, a generalizada e sistemática incorporação de novos sistemas, tecnologias e processos automatizados no canteiro de obras—que marca o atual ethos da industria da construção civil—trouxe à tona uma série de questões sobre as quais refletir: Será que os robôs substituirão os arquitetos? Será que viveremos para ver uma industria da construção totalmente automatizada e autônoma? E quais seriam os impactos disso tudo no que se refere ao trabalho do arquiteto como o conhecemos hoje?
As casas são as construções mais intimistas que nós arquitetos podemos pensar em projetar. Não à toa, os conceitos de intimidade, segurança e privacidade são comuns quando pensamos na arquitetura residencial. Ao mesmo tempo, assim como toda arquitetura, as casas estão, obrigatoriamente, inseridas em um contexto, um entorno com o qual essas construções precisam se relacionar. São muitas as formas de se fazer isso, principalmente em tecidos urbanos altamente adensados, como é o caso de muitas cidades brasileiras.
Arquiteturas do Sul Global é o título do curso ministrado pelos arquitetos Marco Artigas e Pedro Vada, por meio da Associação Escola da Cidade, que tinha como objetivo ampliar o repertório sobre a produção arquitetônica contemporânea levando em consideração a urgente necessidade de novos olhares, fundamentalmente contra-hegemônicos. Partindo do conceito de Sul Global em consonância com uma visão de união entre os países que passaram por processos de colonização, o curso, ministrado entre setembro e dezembro de 2020, estabeleceu constantes diálogos com arquitetas e arquitetos que mantém sua atuação ou residência nos países deste chamado sul.
A ideia desses encontros foi discutir o que e como estão construindo nesses países, com base em uma conversa mais direta sobre as questões colocadas pelos diversos territórios, sociedades e culturas, explorando com maiores detalhes o processo e as decisões tomadas em cada projeto, com documentação mais rica que as utilizadas em publicações, abordando reflexões estruturais e temas urgentes.
https://www.archdaily.com.br/br/964699/arquiteturas-do-sul-global-conversa-com-remigio-chilaule-o-norte-nil-oficina-de-criacao-matri-archi-tecture-e-el-sindicato-de-arquitecturaMarco Artigas e Pedro Vada
Às vezes, os projetos mais influentes da arquitetura permanecem sem construção. Sua marca no mundo é maior que a pegada física do edifício, apesar de nunca ter sido construído. É o caso da Casa Errazuriz, projetada em 1930 por Le Corbusier para um diplomata chileno na Argentina. A casa foi projetada para as montanhas de Zapallar no Chile, com vista para o Oceano Pacífico. A principal característica do projeto é o telhado irregular em forma de borboleta, que buscava fazer referência aos picos e cristas do terreno circundante. A estrutura seria o primeiro caso de um telhado borboleta, que se tornaria um modelo das casas do pós-guerra na Califórnia. Este vídeo explora a Casa Errazuriz, sua história, seu projeto e nos leva a um passeio virtual de sua reconstrução digital.