Overall Winner- Shadow Housing- Jeffrey Liu and Haylie Chan. Image Courtesy of Arch Out Loud
Uma casa, ou lar, é talvez a tipologia arquitetônica mais importante de nossas vidas. Como um lugar de intimidade e segurança, nossa casa é um mundo à parte e um espaço de pausa, descanso e relaxamento. Historicamente, nossos lares também são geridos por uma rotina, seja pela horários que desempenhamos nossas tarefas corriqueiras ou ainda na maneira como utilizamos os cômodos da casa para realizar estas atividades. É um hábito dormir sempre no mesmo quarto e passar a maior parte do tempo na sala de estar assim como o lugar de preparar a comida é a cozinha e de comer a sala de jantar.
Sou Fujimoto Architects revelou seu projeto para o Hida Furukawa Station Eastern Development, um centro comunitário regional que visa enriquecer a vida, o lazer e a cultura dos moradores da cidade de Hida, na província de Gifu, japão. O centro incluirá uma base de pesquisa universitária, acomodação estudantil, um campo de jogos para todas as estações e instalações comerciais, todos interconectados para formar uma comunidade harmoniosa.
Por muito tempo mulheres tiveram suas produções excluídas e apagadas em áreas com como engenharia, arquitetura e design. Há e sempre existiram mulheres arquitetas, planejadoras e políticas urbanas inspiradoras, mas em todo o mundo, as profissões de ambiente construído – e em particular seus escalões superiores – permanecem fortemente dominadas por homens, mais do que outras esferas, como educação ou saúde.
El poder de la Data - Mirador. Image Cortesía de Online Lab of Architecture (OLA)
O Poder dos Dados (originalmente "El poder de la Data") é uma exposição criada em um edifício virtual, concebido por geometrias tridimensionais baseadas em vários algoritmos de inteligência artificial. O projeto foi criado pela equipe de arquitetos pesquisadores da OLA (Online Lab of Architecture) formada por Jennifer Durand (Peru), Daniel Escobar (Colômbia), Claudia Garcia (Espanha), Giovanna Pillaca (Peru) e Jose Luis Vintimilla (Equador).
A arquitetura traz em si um forte arquétipo, no qual o propósito parece ser maior do que ela mesma. Floreada por uma imagem poética, seus profissionais refletem o símbolo de grandes inventores, que concebem o espaço e fundam novas formas de viver na sociedade. Sem dúvidas um ofício sedutor e que, certamente, influencia o cotidiano de qualquer cultura. No entanto, é cada vez mais marcada por ilusões e desapontamentos, num mercado que parece paulatinamente se distanciar da teoria e se fechar nos nichos que ele mesmo cria. Sob uma competição cada vez maior, sem resultar numa qualidade significativa do que é produzido, trabalhar com arquitetura se reflete gradualmente em frustrações e insegurança.
Uma embarcação autônoma ecológica vai começar a fazer o transporte de passageiros pelos canais de água do Rio de Janeiro em dezembro de 2022. O novo projeto de mobilidade urbana é fruto de uma parceria entre o Hotel Urbano – Hurb, plataforma de viagens, e a TideWise, empresa latinoamericana do segmento de barcos autônomos.
A nova parceria vai explorar algumas rotas hidroviárias da cidade para conectar atrações turísticas e polos importantes, como o Pão de Açúcar e o centro do Rio e a Península na Barra da Tijuca e a estação de metrô Jardim Oceânico.
https://www.archdaily.com.br/br/980351/barcos-autonomos-transportarao-passageiros-no-rio-de-janeiroArchDaily Team
O governo de Abu Dhabi divulgou o projeto para um Museu de História Natural desenhado pelo escritório holandês Mecanoo. O projeto se assemelha a formações rochosas naturais por meio de formas geométricas que estão presentes em todos os elementos do projeto, acompanhadas pela presença de água e vegetação. O terreno de 35 mil metros quadrados contará com galerias de arte, espaços para exposições temporárias e teatros, bem como uma instalação de pesquisa inovadora para o estudo de zoologia, paleontologia, biologia marinha, pesquisa molecular e ciências da terra. A nova instituição pretende ser um espaço de educação e, ao mesmo tempo, um think-tank para a inovação nesses respectivos campos.
Como uma das primeiras etapas na elaboração de um projeto arquitetônico, o estudo da legislação vigente no terreno é de suma importância para o êxito da proposta. Por meio de cálculos e restrições, as leis de zoneamento apresentam limites a serem considerados no projeto que, consequentemente, instigam os arquitetos a pensarem em soluções inteligentes, lidando de maneira prática e criativa com tais limitações.
Esses parâmetros são ditados pelo poder público e têm como objetivo frear, manter ou acelerar o crescimento urbano de determinada porção da cidade. São normas que estabelecem diretrizes para a ocupação do solo delimitando a porcentagem de área construída, recuos, afastamentos, permeabilidade do terreno, entre outros.
Nas últimas duas décadas, as ramificações sociais e econômicas das vias urbanas foram destacadas à medida que uma grande parte dessa infraestrutura de meados do século chega ao fim de sua vida útil, suscitando conversas sobre seu papel no planejamento urbano contemporâneo. A remoção das vias expressas implica na substituição da infra-estrutura de transporte por novos desenvolvimentos urbanos, amenidades verdes e redes viárias alternativas para promover um ambiente urbano mais saudável e um crescimento inteligente. Em alguns casos, a ideia de remoção é recebida com preocupação sobre o potencial aumento do tráfego e a gentrificação das áreas adjacentes à via, mas a pandemia exacerbou ainda mais a necessidade de espaços públicos de qualidade e colocou em questão, mais uma vez, a hegemonia do carro. A seguir, destacam-se vários projetos de remoção de vias expressas, discutindo como essas intervenções restauram o tecido urbano, reordenam comunidades e recuperam espaços urbanos para os habitantes da cidade.
Como seria um projeto se as emoções do usuário fossem parte do programa? Planejar ambientes que possam acolher diferentes sensações é, segundo o Pinterest Predicts 2022, uma das tendências de decoração para os próximos anos. Cada vez mais pessoas tem procurado como montar quartos que proporcionam uma exaltação de seus sentimentos, não importa se o objetivo é ficar mais tranquilo, externar sua raiva, ouvir música ou fazer uma atividade de lazer, o foco da dita "decoração emotiva" está em fazer com que as emoções fluam livremente e de forma segura.
Imagem da Orla de Santos. Image via Reportagem de Altair Santos
Na década de 1970 edifícios da Orla de Santos, em São Paulo, começaram a entortar, causando curiosidade nos moradores e visitantes da cidade. Esse fenômeno pode ser visto como resultado de um processo de urbanização rápida e desregulada, que se manifesta em uma questão técnica da construção dos edifícios.
Santos, uma das maiores cidades do litoral paulista, com uma população estimada de mais de 430 mil habitantes (IBGE 2020), localizada na região metropolitana da Baixada Santista e próxima à cidade de São Paulo, foi uma das primeiras vilas a serem desenvolvidas após a colonização portuguesa do século XVI. Antes disso, porém, seu território era intensamente tomado pelo bioma da Mata Atlântica e ocupado por povos indígenas, como os Guarani Mbya e Tupi-Guarani.
Entrega de cestas básicas. Colagem realizada a partir de imagens disponibilizadas por Facebook da MTST-Leste 1. Autoria própria
Com a pandemia do coronavírus, a questão da moradia ganhou ainda mais importância. O que já era um tópico de grande relevância nos territórios populares – através da aquisição da casa própria o trabalhador passa a ser reconhecido efetivamente como parte integrante da cidade – ganha magnitude, uma vez que a não obtenção de condições mínimas podem ser fatores de mortalidade; se tornando essencial a necessidade de ter acesso à habitação adequada, com direito a infraestrutura e bem localizada.
O ranking das melhores cidades do mundo para se viver em 2022 produzido pela Global Finance acaba de ser divulgado. Realizado a partir de oito parâmetros diferentes que calculam e comparam a qualidade de vida das pessoas que vivem em áreas urbanas, como economia, cultura, população, meio ambiente etc., a edição deste ano também levou em consideração o número de mortes por Covid-19 para cada mil habitantes nos diferentes países. Com dados do Global City Power index, Johns Hopkins University, Statista e Macrotrends, a lista busca oferecer uma visão completa, unindo métricas tradicionais a novos fatores.
O primeiro lugar ficou com Londres, no Reino Unido, uma cidade que, embora não tenha obtido classificações altas em suas métricas de Covid-19, ainda lidera a lista devido às pontuações em cultura, acessibilidade e crescimento populacional. Tóquio ficou com a segunda posição, mostrando pontuação baixa no parâmetro população, decaindo em número de habitantes na última década. Xangai vem em seguida, na terceira posição, devido aos números relativamente baixos de mortes por Covid-19 e ao forte crescimento populacional. Singapura e Melbourne ficaram em 4º e 5º lugares.
Há e sempre existiram mulheres arquitetas, planejadoras e políticas urbanas inspiradoras, mas em todo o mundo, as profissões de ambiente construído – e em particular seus escalões superiores – permanecem fortemente dominadas por homens, mais do que outras esferas, como educação ou saúde.
A crise climática tem acentuado as mudanças de quantidade de chuvas, provocando secas ou tempestades com grande volume de água, que resultam em enxurradas que podem causar um grande dano à infraestrutura urbana. Para combater isso, a cidade-esponja é uma solução que conta com uma infraestrutura verde para operar a infiltração, absorção, armazenamento e, até mesmo, purificação dessas águas superficiais.
Seja se mesclando ou se destacando, incorporando transparência ou solidez, expressando aspereza ou suavidade, uma fachada é o meio pelo qual nos relacionamos com a arquitetura. Ela conta uma história e muitas vezes pode definir o tom para o restante do interior. Mas, além de definir uma experiência puramente visual, a envoltória de um edifício também deve ser prática, durável e ter a capacidade de gerenciar adequadamente as necessidades de iluminação e ventilação natural. Afinal, por ser o ponto de contato com o exterior, é responsável por mitigar os sons e fornecer proteção contra as condições climáticas, como vento, chuva, calor e umidade. Ao projetar uma fachada, é importante considerar um equilíbrio entre desempenho e uma bela estética. É claro que muitos materiais atendem com sucesso a esses critérios. Mas quando se trata de criar um ambiente confortável e cheio de luz, garantindo resistência, facilidade de instalação e versatilidade, as propriedades dos painéis de policarbonato translúcido parecem incomparáveis.
ESEColectivo é um estúdio de arquitetura composto por Belén Argudo, José de la Torre, Santiago Granda e Pablo Silva com sede em Quito, Equador. Seus interesses estão focados na experimentação de materiais alternativos de construção, com ênfase em tecnologias e lógica. Em seu processo de concepção, buscam conciliar estratégias sustentáveis de baixo impacto com as necessidades e limitações específicas de cada projeto, de modo que seus resultados sejam heterogêneos e diferentes no que diz respeito ao tipo de abordagem metodológica e técnica.
A experiência desta equipe não só foi construída a partir das suas obras como a Casa Endémica e a Casa do Corredor, mas também através de práticas colaborativas com ateliês de arquitetura, gestores culturais e projetos do gênero a nível local e internacional, levando ao desenvolvimento de documentação, pesquisa e divulgação arquitetônica. Consequentemente, eles criaram "La Parleta" - o primeiro podcast de arquitetura no Equador.