
A arquitetura traz em si um forte arquétipo, no qual o propósito parece ser maior do que ela mesma. Floreada por uma imagem poética, seus profissionais refletem o símbolo de grandes inventores, que concebem o espaço e fundam novas formas de viver na sociedade. Sem dúvidas um ofício sedutor e que, certamente, influencia o cotidiano de qualquer cultura. No entanto, é cada vez mais marcada por ilusões e desapontamentos, num mercado que parece paulatinamente se distanciar da teoria e se fechar nos nichos que ele mesmo cria. Sob uma competição cada vez maior, sem resultar numa qualidade significativa do que é produzido, trabalhar com arquitetura se reflete gradualmente em frustrações e insegurança.
Perguntamos ao nosso público qual seria o motivo da arquitetura se tornar uma profissão tão ingrata e o que poderia ser feito para introduzir novas questões - e soluções - para o campo. Recebemos mais de 160 respostas, as quais compilamos e exploramos os principais pontos levantados: o mercado de trabalho, a (falsa) imagem da profissão, a falta de reconhecimento, a ausência de fiscalizações e uma educação profissional falha. Veja todos, a seguir.
O mercado de trabalho: da desvalorização ao assédio





