Enquanto catalisadores democráticos, os espaços educacionais desempenham um papel fundamental na formação de indivíduos e comunidades como um todo. Estes lugares, onde os estudantes passam uma parte significativa do tempo desenvolvendo suas capacidades, habilidades e competências, são mais do que um pano de fundo para a promoção de um direito fundamental, eles são elementos-chave para proporcionar igualdade de oportunidades para todos.
Instalações de livre acesso e de uso comum, tais como pátios escolares, quadras e auditórios são grandes exemplos de como os espaços podem encorajar estudantes, professores, pais e membros da comunidade a aprenderem uns com os outros em um diálogo ativo. Flexibilidade e acessibilidade são dois outros pontos-chave para promover a democratização tanto da arquitetura quanto da educação, como visto em programas que vão além do horário escolar pré-estabelecido e incentivam as comunidades a se envolverem, por exemplo.
Os desenvolvedores de energia renovável ganharão um incentivo para terem acesso a recursos. O Banco do Brasil e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) assinaram nesta semana um contrato para viabilizar a liberação de 100 milhões de euros em financiamentos para projetos no setor.
Há futuro para nossas cidades se não mudarmos para um modo de vida sustentável? Há algum tempo, a sustentabilidade urbana adotou um ponto de vista mais a partir das mudanças climáticas do que de uma visão holística que incorpora a sociedade e a forma como vivemos em comunidade.
Que novas formas de habitar estamos vivenciando com as mudanças sociais, econômicas e ecológicas? Definitivamente, precisamos trazer à mesa exemplos que ocorreram em diferentes partes do mundo e entender as últimas tendências na maneira como vivemos em nossas cidades.
Queremos ouvir de você não apenas exemplos de co-living, cooperativas e qualquer novo tipo de habitação social que você considere referência, mas também sua opinião sobre o assunto. Os comentários deixados no formulário a seguir serão selecionados e publicados em um próximo artigo.
Ao se tornar um país soberano, livre do domínio britânico, o povo da Índia se viu diante de perguntas que nunca haviam respondido. Vindo de diferentes culturas e origens, os cidadãos começaram a se perguntar o que significaria a Índia pós-independência. Os habitantes agora tinham a opção de construir seu próprio futuro, com a responsabilidade de recuperar sua identidade — mas qual era a identidade da Índia? Eram os templos e as cabanas do povo indígena, os altos palácios da era Mughal ou os escombros do domínio britânico? Iniciou-se a busca por uma sensibilidade indiana contemporânea que levasse as histórias coletivas dos cidadãos em direção a um futuro de esperança.
Onde nos formamos como sujeitos da democracia? Onde tomamos consciência do indivíduo e do coletivo? Onde forjamos o caráter para viver juntos? Estas são apenas algumas das questões que a cooperativa de arquitetura Coonvite procura abordar a partir do desenvolvimento desta instalação artística chamada Ágora. Reunindo expressões e opiniões em torno da democracia, Víctor Muñoz foi o responsável pela curadoria do projeto, que está em exposição até 31 de julho no Centro de Artes da Biblioteca EAFIT em Medellín, Colômbia.
O quadriculado do xadrez é um clássico que vai muito além de estampas da moda. Presente na arquitetura há séculos, arquitetos e designers optam pelo seu ritmo como uma alternativa para enaltecer a composição dos espaços através de sua marcação em piso ou paredes, mas também em elementos de decoração como tapetes e almofadas.
De maneira geral, para garantir a circulação universal das pessoas, as calçadas devem apresentar superfície regular, contínua, firme, antiderrapante e sem mudanças de níveis ou inclinações. Na prática, sabemos que é raro encontrar calçadas que atendam a esses parâmetros de qualidade. De todos os elementos que compõem uma calçada, a exploração dos recursos de pisos e o enfrentamento da topografia são fundamentais para garantir qualidade no desenho urbano.
No quesito de aprimoramento arquitetônico, os vitrais são frequentemente reunidos para produzir representações de arte decorativa, permitindo que a luz filtre e penetre em uma estrutura ou edifício específico. Como componente, é ao mesmo tempo, decorativo e funcional, uma vez que permite a entrada de uma quantidade substancial de luz em um espaço, para efeito atmosférico e benéfico.
De tempos em tempos, há pessoas que propõem transporte público gratuito. Os apoiadores têm uma variedade de motivos, incluindo uma tentativa de comparar com carros, socialismo ideológico, externalidades positivas e a eficiência de se livrar da cobrança de tarifas.
https://www.archdaily.com.br/br/984731/os-custos-do-transporte-publico-gratuitoAlon Levy
A firma de arquitetura, planejamento urbano e pesquisa Waterstudio.NL, dos Países Baixos, em colaboração com a Dutch Docklands e o governo das Maldivas, divulgou o projeto Maldives Floating City(MFC), uma “cidade-ilha” que oferece uma nova abordagem de vida sustentável no Oceano Índico. O projeto está em desenvolvimento há mais de uma década e contará com milhares de residências flutuando ao longo de uma malha flexível e funcional em uma lagoa de 200 hectares.
Não são poucas as histórias de ficção que nos fazem sonhar com a automatização em nossas vidas. Robôs e geringonças cheias de luzes e botões prometem facilitar e transformar nossas rotinas, além de influenciarem a estética com uma linguagem futurista. Na realidade, além de replicar essa estética na arquitetura, hoje em dia nos deparamos com tecnologias de inteligência artificial que avançaram o suficiente para serem incorporadas aos projetos de arquitetura mais simples, como as residências unifamiliares.
O BIG, Bjarke Ingels Group, juntamente com o escritório de design de propriedade afro-americana, KAI Enterprises, apresentou o projeto de um novo museu localizado no Texas dedicado a preservar a história de Juneteenth e o legado da liberdade. Localizado no sul histórico de Fort Worth, Texas, uma das comunidades mais carentes da região, o National Juneteenth Museum servirá como um meio para educação, preservação e celebração de Juneteenth nacional e mundialmente, sediando exposições e eventos sobre a importância de liberdade afro-americana. O novo edifício incluirá galerias imersivas, uma incubadora de empresas, refeitório para fornecedores locais, espaço Black Box e um teatro. O museu deve ser inaugurado em 2023.
O design biofílico é capaz de melhorar o bem-estar dos usuários de um espaço a partir da reconexão com a natureza. Quando essa prática é colocada em escritórios e ateliês, essa propriedade se traduz em muitos benefícios. Afinal, além das qualidades emocionais que a vegetação pode trazer, ela tem a capacidade de filtrar ruídos, iluminação e permitir um clima mais ameno, resultando na produtividade da equipe e em serviços mais otimizados.
A região que conhecemos hoje como a Zona Metropolitana do Vale do México (ZMVM) tem tido uma ocupação contínua e dinâmica há mais de 4.000 anos. Evidências arqueológicas e antropológicas revelam a presença de sociedades humanas complexas nas margens da bacia, começando com Tlatilco e Cuicuilco no período pré-clássico mesoamericano, passando por Teotihuacan no período clássico, e culminando com os diferentes centros urbanos da afiliação Nahua no período pós-clássico, com destaque as cidades do México de Tenochtitlan-Tlatelolco, assim como Texcoco, Azacapotzalco, Iztapalapa e Chalco, entre muitas outras.
https://www.archdaily.com.br/br/983213/a-estetizacao-da-desigualdade-paisagens-contrastantes-na-periferia-da-cidade-do-mexicoMónica Arellano y León Villegas
Desde o higienismo no início do século 20 ao macroplanejamento da urbanização nos anos 1970, o modelo de urbe visava à abertura de largas avenidas, que faziam a articulação entre bairros (centro e extensão) através dos transportes motorizados: a cidade sobre pneus. Este modelo de urbanização norte-americano, seguido pelas cidades brasileiras, privilegia a verticalização das edificações e os transportes individuais em detrimento dos transportes coletivos.
“No local escolhido para a construção estava plantada uma das casas antigas de BH, que seria grato preservar do esquecimento. Engenhosos, Penna e sua equipe inseriram no conjunto o arco de entrada da velha construção. Criaram assim um elo visível entre o passado e o tempo presente. [...] O excelente trabalho dá à gente a alegria de sentir que nem tudo está perdido em Belo Horizonte. Os moços apontam o caminho”. Em 1982, quase no fim da sua vida, Carlos Drummond de Andrade escreve essa crônica para o Jornal do Brasil, o projeto em questão diz respeito à Sede da Casa do Jornalista de Belo Horizonte, escolhido por meio de concurso que teve como Gustavo Penna o grande vencedor.
Durante a pandemia, em um momento em que muitos dos padrões aceitos de vida na cidade foram alterados, bairros e comunidades ao redor do mundo estão começando a considerar a possibilidade de não voltar a ser como eram.
Várias pessoas precisaram vender seus carros por ficarem mais tempo em casa e isso teve uma consequência nas ocupação das vagas de estacionamento. Ao mesmo tempo, atividades ao ar livre foram estimuladas e até comer e fazer compras no meio da rua com ventilação natural se tornou mais saudável para diminuir os índices de contaminação.