Muyiwa Oki foi eleito como o próximo presidente do Royal Institute of British Architects (RIBA), um dos cargos mais altos da arquitetura do Reino Unido. Como o primeiro presidente negro do RIBA, Muyiwa Oki assumirá o mandato presidencial de dois anos a partir de 1 de setembro de 2023.
The fallen Christopher Columbus statue outside the Minnesota State Capitol after a group led by American Indian Movement members tore it down in St. Paul, Minnesota, on June 10, 2020. Author: Tony Webster, licensed under the Creative Commons Attribution 2.0 Generic via Wikimedia Commons.
Qual é a história que o espaço público da sua cidade conta? Quem são as pessoas homenageadas em monumentos espalhados por ela? Questões como estas levaram a uma série de insurgências nos últimos anos em diversas cidades. As noções de memória e representatividade ampliaram a reflexão sobre qual narrativa construímos em nossos espaços, fato que tem desencadeado numa indagação urbana para o futuro: afinal, o que queremos lembrar (ou esquecer) através dos símbolos que erigimos (ou destruímos) nas cidades?
O hotel cápsula é tipicamente representativo quando se pensa no Japão, combinando o uso denso do espaço, engenhosidade técnica e uma vibração futurista. Os hotéis cápsula são um dos tipos de hospedagem mais conhecidos e exclusivos no país. Normalmente localizados em torno dos principais centros de transporte público em grandes cidades metropolitanas, eles têm como alvo indivíduos que procuram estadia de uma noite e de baixo custo.
Todo mundo fala sobre o Metaverso, mas quase ninguém concorda sobre o que ele é. Por enquanto, ainda é enigmático, no entanto, parece que sua ambiguidade é uma força, já que todo dia surge um novo artigo ou um vídeo sobre este assunto, tentando convencer as pessoas de que o Metaverso inevitavelmente fará parte de nossa vida diária em breve. Arquitetos e designers são partes essenciais para a discussão em andamento, pois a inovação espacial exige que a Internet seja redesenhada como um ambiente 3D.
Um dos elementos não fixos mais representativos das zonas tropicais do México são as redes, pois elas fazem parte da história e da vida cotidiana, representando uma importante peça de mobiliário nas casas. Embora seja verdade que a rede não é originária do México, especula-se que possa ter chegado ao país pela Península de Yucatan e foi adotada em todo o sudeste em áreas cuja temperatura e umidade exigem uma espécie de cama flutuante. No caso da região maia, as redes eram inicialmente feitas de casca de árvore Hamack. Mais tarde, tanto na região mexicana quanto no resto da América Central, a planta de sisal, com fibras mais macias e elásticas, começou a ser utilizada.
Convivir en la Amazonía en el Siglo XXI: Guía de Planificación y Diseño Urbano para las ciudades en la selva baja peruana. Image Cortesía de Belen Desmaison
Desde os anos 80, a impressão 3D tem oferecido novas maneiras de desenvolver arquitetura, engenharia e objetos de uso diário. Quando se trata de digitalizar processos analógicos, é vital que os usuários se familiarizem com as inovações tecnológicas atuais e seus benefícios. O Projeto HIVE remodela a arte e o ofício da construção em argila, combinando cerâmica tradicional, geometria inteligente e precisão robótica para construir uma parede de alvenaria composta por cento e cinco tijolos de barro impressos em 3D.
Cortesia de Grupo Tagwató Imarangatu e Associação Cânions Paulistas
O grupo Tagwató Imarangatu (Gavião Sagrado) e a Associação Cânions Paulistas desenvolveram o projeto de arquitetura para um Centro Cultural Indígena, que pretende ser um dos principais marcos da história e identidade Tupi-Guarani no Sudoeste Paulista. Situada em Barão de Antonina, a aldeia Txondaros Tekoa Mbaé foi reconhecida e delimitada como território indígena pela Funai em 2011, fazendo parte de um importante e necessário processo de retomada das terras ocupadas originalmente pelos povos indígenas.
https://www.archdaily.com.br/br/985702/grupo-tagwato-imarangatu-e-associacao-canions-paulistas-projetam-centro-cultural-indigena-em-barao-de-antoninaArchDaily Team
Em um novo episódio de entrevistas, o Arquicast conversa com um dos escritórios mais renomados e consolidados da arquitetura brasileira. Em 2022, aflalo/gasperini arquitetos comemoram 60 anos de uma prática que acompanhou a evolução arquitetônica nacional. A preocupação com o empenho em edificações é parte essencial do trabalho desenvolvido, bem como a busca pelo uso da mais avançada tecnologia disponível para uma prática sustentável, tudo isso, comprovado por edifícios mais antigos que ganharam certificações internacionais.
Quando os primeiros aviões comerciais decolaram, o mesmo aconteceu com a arquitetura. Como muitos outros momentos de avanço tecnológico, o fascínio por voar pelos céus foi uma forte influência para os movimentos de design dos últimos cinquenta anos. Não apenas em termos de como projetamos aeroportos e pensamos na experiência dos passageiros das companhias aéreas, mas na estética da aviação, e como os tecidos, texturas e detalhes sofisticados influenciariam nossas vidas no solo.
Nenhuma cidade é como Nova York. Amálgama de diferentes culturas, ela é uma das mais diversas do mundo. Entretanto, Nova York também enfrenta desafios sociais e ambientais que vão desde a necessidade de novas moradias e demandas de transporte até o aumento do nível do mar e tempestades. À medida que a pandemia enfatizou ainda mais a importância da arquitetura e do urbanismo no desenvolvimento da vida pública, as autoridades e os planejadores da cidade estão analisando uma série de abordagens e modelos a fim de reinventar o crescimento urbano.
Um antigo conto folclórico indiano narra a história de um semideus, Hiranyakashipu, que recebeu a dádiva da indestrutibilidade. Ele desejou que sua morte nunca fosse provocada por qualquer arma, humana ou animal, nem de dia ou de noite, e nem dentro nem fora de sua residência. Entretanto, para cessar sua trajetória, o Senhor Vishnu assumiu a forma de um ser meio-humano-meio-animal para matar o semideus durante crepúsculo no limiar de sua casa.
Liam Young é um arquiteto, designer de produto e diretor que atua na área entre design, ficção e futuro. Young é especialista em projetar ambientes para a indústria cinematográfica e televisiva, com base na crença de que criar mundos imaginários permite nos conectar emocionalmente às ideias e desafios do nosso futuro.
Após os séculos de colonização, globalização e extração econômica e expansionismo sem fim, os humanos reconstruíram o mundo da célula até a placa tectônica. Young sugere em um TED Talk: “E se revertêssemos radicalmente essa expansão planetária? E se nós, como humanos, chegássemos a um consenso global para nos retirarmos de nossa vasta rede de cidades e cadeias de suprimentos emaranhadas para uma metrópole hiperdensa que abriga toda a população da Terra?"
Os papéis de parede estão longe de ser um consenso. Eles podem fazer referência a espaços domésticos antiquados, mas também podem dotar de personalidade um espaço sem graça. E o melhor, isso pode ser feito muito rapidamente e sem grandes custos. Da mesma forma, faz com que não perdurem por tanto tempo e sejam rapidamente descartados e substituídos, tornando-se, portanto, itens transitórios de decoração. Como afirma Joanna Banham, pesquisadora do tema, “O papel de parede é frequentemente considerado a Cinderela das artes decorativas - a mais efêmera e menos preciosa das decorações produzidas para o lar. No entanto, a história do papel de parede é um assunto longo e fascinante que remonta ao século XVI e abrange uma enorme variedade de belos padrões criados por mãos anônimas e por alguns dos designers mais conhecidos dos séculos XIX e XX.” Atualmente, temos visto mais um ressurgimento dos papéis de parede, com inúmeras possibilidades de materiais, padrões e cores e há diversos exemplos de arquitetos que os têm utilizado para criar novas atmosferas aos seus projetos. Neste artigo, delinearemos um pouco sobre a história destes elementos e algumas das opções mais atuais, através de um mergulho no catálogo do Architonic.
A arquiteta, pesquisadora e docente Marina Tabassum foi eleita vencedora do Prêmio Carreira Trienal de Lisboa Millennium bcp. Marina é a primeira pessoa do sul global a receber a honraria, juntado-se à estadunidense Denise Scott-Brown (premiada em 2019), a dupla francesa Lacaton & Vassal (2016), o britânico Kenneth Frampton (2013), o português Álvaro Siza (2010) e o italiano Vittorio Gregotti (2007).
No livro Design of Childhood, a arquiteta e pesquisadora Alexandra Lange afirma que crianças foram consideradas não-pessoas durante quase toda a história da arquitetura da Arquitetura antiga e moderna, sendo excluídas dos processo de criação dos espaços urbanos e interiores. Esse processo acarretou e ainda vem acarretando diversos problemas quando as crianças atingem a idade adulta, já que essas crianças cresceram constantemente vigiadas pelo medo do movimento e dos olhos dos adultos.
Ressureição da loja de rua é possível: as pessoas continuam analógicas. Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
Um endereço ideal pressupõe conveniência, atendimento das necessidades básicas de produtos e serviços a uma simples caminhada. O café da manhã na base do prédio, o “vou ali na farmácia”, o puxar o carrinho abarrotado de frutas, o descer no sábado para cortar o cabelo, o levar o pet na pracinha da esquina. A saúde de uma cidade passa pela frequência de pessoas caminhando em espaços públicos, com senso de comunidade, sensação de segurança, civilidade e capacidade de consumo para as necessidades básicas. E a loja nessa caminhada é um estímulo vital.
https://www.archdaily.com.br/br/986617/a-morte-das-lojas-de-rua-e-seu-impacto-nas-cidadesFabiano de Marco
Em novembro de 2022, a Rede de Bienais Latino-Americanas de Arquitetura REDBAAL celebrará seus primeiros 10 anos de existência prolífica e os comemorou convocando a Quarta Edição do Prêmio Oscar Niemeyer de Arquitetura Latino-Americana, o Grande Prêmio ON-04. Em agosto deste ano, foi anunciada a decisão do júri, com os três primeiros lugares reconhecendo o trabalho de arquitetos do Brasil e do México.