
Antes dos carimbos e das impressões digitalizadas, os papéis de parede eram um artefato de alto luxo e ostentação já que todos os desenhos deveriam ser feitos à mão por artesãos. Como símbolo de riqueza, eles surgiram para substituir as tapeçarias e telas na decoração das casas europeias do século XVI. No Brasil, por exemplo, sua aplicação se tornou economicamente viável apenas em 1930 e sua popularização concretizada somente na década de 60.
Desde então, os papéis de parede rondam os projetos de diferentes tipologias e linguagens, entretanto, nos últimos anos eles parecem ter conquistado um público ainda maior com novos e inusitados padrões que se afastam – e muito – da sua origem barroca. Além dos desenhos geometrizados ou texturizados, a praticidade de instalação também o tornou uma boa escolha, impulsionada pelo cotidiano nômade que a nova geração tem vivido. A rapidez e facilidade de aplicação traz inovação sem demandar muito tempo, dinheiro ou materiais e mão-de-obra específica, resultando em um bom substituto para a pintura comum. E se há receio em usar cores e padrões que podem se tornarem enjoativos com o tempo, mais fácil que a sua aplicação é a remoção, uma mistura de água e sabão é suficiente para ter a parede original de volta.







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