Nakagin Capsule Tower / Kisho Kurokawa. Cortesia de arcspace
Recentemente os jornais ingleses e o London Evening Standard têm relatado aumentos dramáticos nos preços das residências na capital. Acima de 8% ao ano. Os aluguéis também estão aumentando. Logo, muitos londrinos, especialmente os jovens, não poderão alugar ou comprar uma casa ou um apartamento. Sem dúvida, isso é cada vez mais comum em muitas grandes cidades. Contudo, a Inglaterra ainda está em uma recessão, a pior em quase um século.
Na busca por casas a preços mais acessíveis as pessoas se mudam para locais mais distantes do seu trabalho, especialmente aquelas com baixos salários, e gastam muito do seu salário e seu tempo no deslocamento. O custo da habitação afeta o que comemos e quanto tempo livre temos, afeta a nossa qualidade de vida.
Não se trata de negócio ou propriedade, é algo mais importante, trata-se de um lar. O lar é um refúgio, nosso porto emocional. Na verdade, é um direito humano. Como diz o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais: é "o direito de todos a um padrão de vida adequado para si e sua família, incluindo adequada... habitação."
Arquitetos podem ajudar? Sim. Como arquitetos, temos que perguntar o que uma casa realmente é e como ela se encaixa na cidade. Na verdade, a resposta é tão antropológica quanto arquitetônica, é re-pensar a própria casa, na criação, não como propriedade, mas como lar.
Neste artigo, originalmente publicado em Metropolis Magazine como "A Time-Out," Carl Robinson relembra a arquitetura de Ho Chi Minh City dos anos 1960 e discute como a paisagem urbana mudou nos anos seguintes. Com o Vietnã enfrentando uma crise econômica, ele questiona, como a cidade pode se desenvolver?
Nos últimos 15 anos, com o Vietnã finalmente deixando seus longos anos de guerra para trás, a antiga capital de South Vietnam - Saigon - se tornou a potência econômica do país. Até recentemente, Ho Chi Minh City (HCMC) era uma cidade em crescimento. Mesmo antes de seu movimentado aeroporto internacional, havia novos edifícios se erguendo entre os subúrbios alastrados e lotados, espalhados pela paisagem dos rios sinuosos ao redor da cidade.
No centro, onde as torres da catedral da cidade uma vez dominaram skyline, uma silhueta impressionante de edifícios alcançam o céu tropical. O sentimento do século XXI da cidade continua através de seu novo terminal (projetado por GWA) e por uma ampla avenida com edifícios contemporâneos de escritórios e lojas. Eventualmente cheguei às ruas arborizadas da velha Saigon, o bairro residencial criado pelos franceses há mais de 150 anos.
https://www.archdaily.com.br/br/01-149499/pode-a-arquitetura-de-ho-chi-minh-city-ser-salva-por-sua-economiaKatherine Allen
Maquete da cidade de Seattle. Imagem cortesia de Autodesk
Este artigo, por Klaus Philipsen, mebro do Instituto Americano de Arquitetura, foi originalmente publicado em seu blog Community Architect.
À medida que o BIM (Building Information Modeling) lentamente encontra sua aceitação na arquitetura e nas engenharias de edifícios individuais, talvez é hora de considerar a próxima escala: a cidade. Assim como maquetes virtuais nos auxiliam a projetar e entender edifícios e suas demais informações incorporadas, simulações de cidades virtuais poderiam ter uma aplicação no planejamento urbano real, nos permitindo ir além do plano X e Y do GIS para modelamento de informações em três dimensões que incluem o terreno, infraestrutura, edifícios e espaços públicos. Poderiam as cidades virtuais ser a resposta para as "cidades inteligentes"? Descubra na continuação.
Projetores de vídeo a preços acessíveis abriram o caminho para uma jovem e impressionante forma de arte: vídeo-mapeamento 3D, um modo de projeção que usa a própria arquitetura como tela. Artistas e pesquisadores iniciaram o movimento, desenvolvendo uma nova linguagem visual para interpretar a arquitetura. Mais tarde, a publicidade adotou essa técnica para promoção de marcas, com projeções em larga escala em arranha céus; ativistas políticos também iniciaram diálogos, transformando intervenções efêmeras em interessantes formas de destacar e abordar problemáticas de desenho urbano.
Mais sobre como artistas e outros grupos desenvolveram essa linguagem visual para narrativas urbanas na continuação.
Neste escritório, seus sócios fundadores David Santos, Pedro Camacho, Ana Cristina Salgado e Eleonora Egge acreditam firmemente que a arquitetura deve responder a dois princípios que denominaram de A e B. O primeiro, constitui de uma relação entre as condições pré-existentes de uma necessidade, podendo ser de lugar, de época e de pessoas. O segundo, o princípio B, se refere ao estado final do objeto, funcionando em seu meio. Desta forma, eles são a diagonal que busca interpretar os fatores do ponto A para transformá-los ao ponto B, através de um conceito de desenho que integre aspectos abstratos, realidades construtivas e aproximações sensoriais do espaço.
A seguir, apresentamos uma seleção das melhores imagens e uma entrevista exclusiva com este estúdio com sede em Quito, Equador.
Em 1957, no final de três décadas de prática arquitetônica intensa e, conquistada já, larga maturidade do processo de projetação, Rino Levi e sua equipe[1] têm a oportunidade de realizar um projeto completo de cidade: participa do concurso - obtendo o 3º lugar[2]- para o plano piloto da nova capital brasileira, uma cidade para 500 000 habitantes a ser localizada no planalto central do Brasil, junto ao lago Paranoá - construído artificialmente para criar condições ambientais mais amenas à árida região.
Se Henry Ford reincarnasse como um fabricante de bicicletas, Le Corbusier como um arquiteto para edifícios e cidades cicláveis e Robert Moses como o representante no governo, "amante de bicicletas", os projetos envolvendo bicicletas seriam muito mais ambiciosos. Ford estaria visando vender bilhões de bicicletas, Corbusier estaria procurando salvar todo o mundo e, mesmo se levasse toda uma vida, Moses estaria tentando deixar sua marca permanente.
Eles gostariam de dar ao transporte ativo um empurrão, assim como o que a indústria automotiva recebeu com a criação de terra urbanizada nos subúrbios. Então, quem são nossos Le Corbusiers dos tempos modernos, amantes das bicicletas? E quais, exatamente, são suas tarefas?
Muitos poderiam considerar Greg Lynn o líder do projeto baseado em meios digitais na arquitetura - mas o próprio Lynn pede que não o considerem. Ele e o Centro Canadense de Arquitetura (CCA) recentemente colaboraram em "Arqueologia do Digital", a primeira de uma série de exposições que irão exibir o trabalho dos pioneiros no uso de computadores como ferramentas de auxílio em projetos de arquitetura - incluindo alguns dos mentores do próprio Lynn. Nesta entrevista, originalmente publicada na revista Metropolis Magazine como "Computer Control," Avinash Rajagopal conversa com Greg Lynn sobre alguns dos projetos e a inspiração por trás da exposição em si.
Ilustração retratando Teoria do Heliocentrismo de Nicolaus Copernicus. Imagem Cortesia de Iryna1, Shutterstock.com
Iremos publicar o livro de Nikos Salíngaros, Unified Architectural Theory, em uma série de trechos, tornando-o disponível digitalmente e gratuitamente a todos os estudantes e arquitetos. O capítulo a seguir, parte do Capítulo dois, descreve a abordagem científica para a teoria da arquitetura. Se você perdeu, certifique-se de ler a Introdução e o Primeiro Capítulo 1 antes.
A fim de discutir quaisquer supostas contribuições para a teoria da arquitetura, é necessário definir o que é a teoria da arquitetura. A teoria em qualquer disciplina é um quadro geral que:
(1) explica fenômenos observados;
(2) prevê efeitos que aparecem em circunstâncias específicas; e
(3) permite que se criem novas situações que executam de maneira prevista pela teoria.
Na arquitetura, uma estrutura teórica deveria explicar por que edifícios afetam os seres humanos em certos aspectos, e por que algumas construções são mais bem sucedidas do que outras, tanto na prática como em termos psicológicos e estéticos.
A partir de hoje apresentaremos uma série especial abordando o Arquitectura Film Festival Santiago de Chile 2013, onde mostraremos os filmes que foram exibidos de 17 à 20 de outubro na capital chilena.
Na coluna de hoje: o filme "Metropolis Restaurada" e os documentários "Gran Horizonte: La Vuelta al Día en 80 Mundos" e "Caracas: The Informal City".
" A todo o espaço deve-se atribuir um valor, uma dimensão pública. Não há o espaço privado. O único espaço privado que pode-se imaginar é a mente humana. Se você é um poeta, a primeira ideia que tem sobre um poema é publicá-lo." (Trecho da entrevista com Paulo Mendes da Rocha, logo após apresentar uma conferência no Clube Financeiro sobre o conceito de "cidade contemporânea", 26 de maio de 2004).
Hoje celebramos o aniversário de 85 anos do grande arquiteto e urbanista brasileiro Paulo Mendes da Rocha. O laureado com o Prêmio Pritzker de 2006 nasceu em Vitória-ES, em 1928, e é um dos arquitetos mais representativos da chamada "Escola Paulista", ou "brutalismo paulista", que absorveu as linhas mais sóbrias e geométricas da arquitetura moderna internacional.
O corte da cana e brotos de salgueiro é uma cena que se repete todos os anos no parque nacional de Biesbosch. O projeto do designerSteven Banken, Sheaves, traz velhos negócios de volta à vida. Os fardos do passado voltam à paisagem como objetos para se sentar durante o verão.
Warchavchik, Casa Modernista da Rua Itápolis, 1930
A nossa compreensão de beleza, as nossas exigências quanto à mesma, fazem parte da ideologia humana e evoluem incessantemente com ela, o que faz com que cada época histórica tenha sua lógica de beleza. Assim, por exemplo, ao homem moderno, não acostumado às formas e linhas dos objetos pertencentes às épocas passadas, eles parecem obsoletos e às vezes ridículos.
The syn chron space por Carsten Nicolai. Cortesia de artcentron.com
“A arquitetura moderna está projetando para os surdos". O compositor canadense R. Murray Schafer fez uma interessante observação. [1] O tema "som" praticamente não existe no discurso da arquitetura moderna. Por que? Nós, como arquitetos, pensamos em termos de forma e espaço; equilibramos a compreensão científica com a visão artística. O problema é, temos a tendência de pensar muito em objetos, ao invés de processos e sistemas. Essencialmente, nosso campo é, naturalmente, centrado na visão. Então, como começamos a "ver" o som? E mais importante, como usamos isso para promover saúde, segurança e bem-estar?
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Kanye West sendo entrevistado por Zane Lowe for BBC One.
Posso ser minoria entre meus colegas, mas eu desejo que Kanye West continue falando. Apesar de muitos que desprezam, menosprezam ou o repudiam - relutantes ou incapazes de digerir o que está dizendo, consumindo citações manjadas e jargões decadentes, em vez de se engajar com ele em um discurso intelectual - eu quero que ele continue falando.
Como um homem negro e arquiteto (um dos cerca de 2.000 que podem reivindicar a adesão em ambos os grupos nos Estados Unidos), estou particularmente ciente da barreira que existe entre os arquitetos e o reconhecimento e entre arquitetos negros e aceitação. Em uma recente entrevista de Kanye com Zane Lowe, ele fez reflexões sobre design, arquitetura e processo criativo em uma dosagem muito alta para que a maioria pudesse absorver. Estou extremamente animado, mesmo com medo e excitação, com a perspectiva de ter um porta-voz tão poderoso para uma geração de arquitetos e designers negros que compartilham sua frustração e se conectam com sua mensagem.
Por que? Pois quando Kanye West fala, as pessoas escutam.
Em uma colaboração entre o paisagista japonês Eiki Danzuka e o artista holandês Theo Jansen - sob a direção de Earthscape - foi realizada a "Exposição Theo Jansen", uma instalação que captura o entorno natural de Oita e a paisagem holandesa, e atrai os visitantes a experienciar um espaço emocionante. Strandbeesten (animais de praia) são enormesestruturas montadas a partir de materiais cotidianos, como tubos plásticos. Suas patas se movem pela força do vento, permitindo-os caminhar.
Com a recente inauguração da nova biblioteca de Birmingham, o mais novo projeto de grande escala do escritório Mecanoo recebeu críticas variadas no Reino Unido. Dê uma olhada nas respostas de Hugh Pearman, Stephen Bayley (The Telegraph), Oliver Wainwright (The Guardian), Rowan Moore (The Observer), e Edwin Heathcote (The Financial Times) após o intervalo...
Com a recente notícia de que o edifício "Walkie Talkie" em Londres, do escritório Rafael Viñoly Architects, tem refletido os raios solares de forma incomum, a ponto de receber o apelido de "Raio da Morte", organizamos uma lista de sete "deslizes" arquitetônicos ao redor do mundo, de casos preocupantes a situações absurdas.