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Críticos reagem ao projeto do Mecanoo para a biblioteca de Birmingham

Críticos reagem ao projeto do Mecanoo para a biblioteca de Birmingham
Críticos reagem ao projeto do Mecanoo para a biblioteca de Birmingham, © Christian Richters
© Christian Richters

Com a recente inauguração da nova biblioteca de Birmingham, o mais novo projeto de grande escala do escritório Mecanoo recebeu críticas variadas no Reino Unido. Dê uma olhada nas respostas de Hugh Pearman, Stephen Bayley (The Telegraph), Oliver Wainwright (The Guardian), Rowan Moore (The Observer), e  Edwin Heathcote (The Financial Times) após o intervalo...

© Christian Richters
© Christian Richters

Stephen Bayley, The Telegraph

Para Stephen Bayley "a condição dos edifícios públicos é uma medida da saúde física de uma nação", e diagnostica a biblioteca de Birmingham não tão positivamente. Descrevendo-a como algo mais próximo da publicidade que de um edifício, sua interpretação das aspirações dos clientes é que eles "reivindicam um edifício do Mecanoo como um troféu metropolitano", ao invés de se preocupar em criar espaços de leitura e aprendizado. Sugerindo que "isso tudo remete a Bilbao, onde o famoso edifício de Frank Gehry na realidade não é uma galeria de arte", o mais recente edifício público de Birmingham é um resultado da busca da cidade pelo "Efeito Guggenheim, com uma demanda por monumentos populares". Seja a biblioteca um anúncio publicitário para o Mecanoo, para a segunda maior cidade do Reino Unido, ou para "desbibliotecar" a biblioteca, Stephen Bayley sente que o último prédio público de Birmingham não entrará para o Hall da Fama da arquitetura.

© Christian Richters
© Christian Richters

Oliver Wainwright, The Guardian

Para Wainwright, o edifício é um "monstro moderno" que, "dado a tendência não destrutiva do conselho de Birmingham", risca permanecer lá por muito tempo. Descrevendo sua presença física, "colocando-se dez pavimentos acima do Centenary Square", o padrão circular é difícil de ignorar: "em um dia nublado, a grelha circular paira ameaçadoramente acima dos outros edifícios, como uma pesada armadura". Esboçando comparações com a Biblioteca Central dos anos 70, brutalista, uma "ousada torre de planos de concreto" (que será, em breve, demolida), Wainwright sugere que sua relação de amor e ódio com os edifícios de Birmingham permanece com esta nova adição no skyline da cidade.

© Christian Richters
© Christian Richters

Rowan Moore, The Observer

Argumentando que a arquitetura hoje em dia trata mais de "embalar e embrulhar", Moore descreve o edifício como uma espécie de "colmeia cuboide". Embora não a descreva como a melhor biblioteca do mundo, coloca-se positivamente em relação ao projeto, comentando que "ele alcança a maior parte de suas ambições"

"O edifício é uma declaração encorajadora sobre a importância de se ter o conhecimento no coração de uma grande cidade. Seus pedidos por acessibilidade são convincentes, mas não condescendentes. O edifício apresenta aberturas e dignidade. O exterior dourado e reluzente é um pouco 'Las Vegas', mas não ultrapassa os limites do mau gosto. O interior, com um átrio e escadas rolantes, poderia se parecer como um shopping center, mas não se parece."

Para Moore, "a biblioteca de Birmingham é um bom edifício. É um croqui, ou uma 'pixelização', de um grande edifício."

© Christian Richters
© Christian Richters

Edwin Heathcote, The Financial Times

Colocando-se como um "marco incontornável" no centro de Birmingham, para Heathcote, os espaços internos da biblioteca (sobretudo o térreo) "parecem ser um verdadeiro sucesso". A exuberância do edifício, mesmo antes de sua abertura, reanimou a dispersa praça entre a sombria Baskerville House, neoclássica, e o Birmingham Repertory Theatre, modernista. Dizendo que "frequentemente suspeita de edifícios que usam a transparência como uma metáfora para a acessibilidade", sente que "a animação da rua, a atividade da biblioteca infantil e o movimento das escadas rolantes levarão os visitantes para cima, onde estão as enormes e teatrais prateleiras de livros." Comparando a "ambição por abertura" do Mecanoo com edifícios cívicos radicais, como a Biblioteca Pública de Seattle, do OMA, para Heathcote, ambos os projetos de edifícios públicos certamente não são ruins. 

Cortesia de Mecanoo
Cortesia de Mecanoo

Hugh Pearman

Descrevendo a forma do edifício como um "arranjo de caixas escalonadas", ou "uma pilha de livros" Pearman  sugere que a fachada da biblioteca é igualmente "enriquecida ou disfarçada, dependendo de sua preferência" pela "envoltória externa muito trabalhada, composta por círculos de alumínio entrelaçados" que define a estética do edifício. Contudo, "isto não significa que seja um edifício que se resume à sua envoltória", argumentando que "a arquitetura é ainda mais rica em seu interior."

"O que eu gosto nele é o fato de não estar na defensiva. Não está encurralado em um esquina qualquer. É um novo e orgulhoso edifício público, em um tempo em que muitos poucos estão sendo construídos. Ele diz que há algo a mais na cidade que apenas trabalhar, consumir e sair para beber, ele afirma que aprender e se divertir podem coexistir, assim como o analógico e o digital. Que pode-se olhar além da política de classes e da inveja, e proporcionar um graciosos espaço coletivo. A arquitetura vai, rapidamente, se tornar uma peça da história. Assim, o edifício marcará um momento de iluminação, emergindo de tempos difíceis. 

Sobre este autor
James Taylor-Foster
Autor
Cita: Taylor-Foster, James. "Críticos reagem ao projeto do Mecanoo para a biblioteca de Birmingham" [Critics React to Mecanoo's Birmingham Library] 22 Out 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/147796/criticos-reagem-ao-projeto-do-mecanoo-para-a-biblioteca-de-birmingham> ISSN 0719-8906