
Por décadas, carros têm sido associados a uma promessa de praticidade, autonomia e conforto. Do ponto de vista individual, pode até ser verdade. Mas a priorização do automóvel no desenho das cidades torna a mobilidade urbana ineficiente e fomenta a desigualdade ao privar grande parte da população do acesso a oportunidades. Usar o carro é uma escolha individual que gera muitos prejuízos coletivos. Cobrar pelos custos sociais dessa escolha é uma forma promissora de desestimulá-la e, ao mesmo tempo, gerar recursos para a mobilidade sustentável.
Carros passam 95% do tempo estacionados – muitas vezes nas vias, consumindo espaço público precioso. Em São Paulo, uma das cidades mais congestionadas do planeta, carros ocupam 88% das vias e transportam somente 30% das pessoas. Parece loucura que tantas pessoas sigam sonhando em comprar carros – em 2020, era uma intenção de 45% dos brasileiros.




