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Ilhas de plástico: possibilidades de reuso do lixo oceânico na arquitetura

Ilhas de plástico: possibilidades de reuso do lixo oceânico na arquitetura
Cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Cortesia de Emily-Claire Goksøyr

Com o aumento do nível do mar e o consumo incessante de plástico, os oceanos têm sofrido uma rápida deterioração. Em vez de descartar ou queimar os resíduos plásticos, os arquitetos Erik Goksøyr e Emily-Claire Goksøyr questionaram se existe algum potencial arquitetônico neste material negligenciado. Ao conduzir um extenso estudo do material, a dupla projetou três protótipos para postular essa teoria.

Embora começando como uma humilde tese, este projeto está sendo atualizado sob a organização Out of Ocean. Das margens das Ilhas Koster, na Suécia, amostras de plástico foram coletadas e estudadas para o desenvolvimento de vários materiais que variam em nuances como cor, textura, luz e translucidez.

Cortesia de Emily-Claire Goksøyr Cortesia de Emily-Claire Goksøyr Cortesia de Emily-Claire Goksøyr Cortesia de Emily-Claire Goksøyr + 36

Cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Cortesia de Emily-Claire Goksøyr

Em seu primeiro protótipo, intitulado House of Texture, o plástico sofre calor e compressão que causam deformação e, como resultado, texturas variadas. De suave e brilhante a irregular e fosco, esses fragmentos podem ser combinados de forma tectônica semelhante ao agregado usado para fazer concreto devido à sua modulação com nervuras. A pesquisa informou que as características do plástico original poderiam ser retidas parcialmente, reiterando a questão dos resíduos plásticos e, ao mesmo tempo, aumentando o apelo estético.

Cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Cortesia de Emily-Claire Goksøyr

A House of Transformation, um gesto simbólico do processo literal de conversão de resíduos para criar um edifício, gera um gradiente de fragmentos plásticos para suavizar os painéis. Ao usar um software de modelagem digital, o estudo descreveu várias latas empilhadas umas sobre as outras de maneira desordenada. O objetivo disso era mostrar como qualquer combinação de lixo do litoral local poderia ser reorganizado de várias maneiras para criar recintos e fachadas, enfatizando não apenas a reutilização de materiais, mas também uma prática sustentável.

Cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Cortesia de Emily-Claire Goksøyr

Inspirado pela incomum geologia do local chamado “dike swarming”, o terceiro projeto, House of Color, reflete a linearidade das camadas de rochas através das estrias do sistema de construção, com quantidades infinitas de plástico. Com manchas coloridas, o novo material imita o tradicional mosaico de granilite em sua estética. Como os resíduos plásticos não têm uma forma definida ou métodos de construção padronizados, existem infinitas maneiras de criar materiais para efeitos efêmeros variados.

Cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Cortesia de Emily-Claire Goksøyr

Nos ciclos tóxicos de superprodução e subconsumo, a noção de acumular resíduos parece ser a norma. No entanto, o projeto visa mudar essa atitude, transformando o lixo em algo que é desejado ou valorizado como um produto estetizado. Isso força a arquitetura a começar a se tornar sua própria agência de ativismo em relação à construção ambiental e sustentável. Ao enfatizar as características visuais do plástico na fachada dos edifícios, ele serve como um lembrete de que esse acúmulo é prejudicial e espera criar incentivos para manter os oceanos livres de resíduos.

Via Out of Ocean

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Sobre este autor
Vasundhra Aggarwal
Autor
Cita: Aggarwal, Vasundhra. "Ilhas de plástico: possibilidades de reuso do lixo oceânico na arquitetura" ["Plastic Island" Imagines the Possibilities of Reusing Oceanic Waste in Architecture] 08 Nov 2018. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/905211/ilhas-de-plastico-possibilidades-de-reuso-do-lixo-oceanico-na-arquitetura> ISSN 0719-8906

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