7 Arquitetos que não têm medo de usar as cores em seus projetos

7 Arquitetos que não têm medo de usar as cores em seus projetos

Interior da Casa Gilardi. Imagem © <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3ACasa_Liraldi_Luis_Barrag%C3%A1n.JPG'> Wikimedia user Ulises00</a> licensed under <a href=' https://en.wikipedia.org/wiki/Public_domain'>Public Domain</a>Casa Batlló. Imagem © <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Barcelona_Casa_Batll%C3%B3_DachterrasseKamine.jpg'>Wikimedia user M.Stallbaum</a> licensed under <a href='https://en.wikipedia.org/wiki/Public_domain'>Public Domain</a>St. Coletta School / Michael Graves. Imagem Cortesia de Michael GravesCafé l'Aubette. Imagem © <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Strasbourg_Cin%C3%A9_Bal_de_l%27Aubette_janvier_2014-17.jpg'>Wikimedia user Claude Truong-Ngoc</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>+ 22

Alguns arquitetos são apaixonados por cores, alguns são impassíveis a ela, outros a odeiam e tem aqueles que preferem descartá-la como algo desnecessário na arquitetura. Em um ensaio sobre o assunto, Timothy Brittain-Catlin menciona o "puritanismo inato entre os clientes de arquitetura", os arquitetos e seu "constrangimento em relação ao uso da cor", e como "o modernismo buscou contornar o uso das cores vibrantes na arquitetura". O debate sobre a cor na arquitetura está longe de ser algo novo, no entanto não há uma conclusão unânime, e provavelmente, nunca a teremos.

Atualmente, onde o estereótipo do arquiteto sobriamente vestido de preto ainda persiste, e enquanto meditamos silenciosamente sobre a estranha definição da Cosmic Latte, existem arquitetos que não têm medo de usar amplamente a cor em tudo o que fazem. Por isso, editamos uma lista com 7 importantes arquitetos que seguiram este caminho, tanto no passado como no presente.

Antoni Gaudi (1852 – 1926)

Casa Batlló. Imagem © <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Barcelona_Casa_Batll%C3%B3_DachterrasseKamine.jpg'>Wikimedia user M.Stallbaum</a> licensed under <a href='https://en.wikipedia.org/wiki/Public_domain'>Public Domain</a>
Casa Batlló. Imagem © Wikimedia user M.Stallbaum licensed under Public Domain

Mais conhecido como um dos líderes do modernismo catalão e do Art Nouveau, o fantástico trabalho de Gaudí é caracterizado tanto pelo uso das artes decorativas tradicionais como vitrais, cerâmicas e estruturas de ferro fundido, quanto por suas formas excêntricas. Inspirado pela natureza, mitologia e religião, o uso da cor em suas obras se faz evidente nos azulejos policromáticos, tijolos e pedras que podem ser visto em projetos como o da Casa Vicens, El Capricho, a Casa Batllo, o Parque Guell e a Sagrada Família, entre inúmeras outras obras-primas do arquiteto.

Casa Vicens. Imagem © Pol Viladoms
Casa Vicens. Imagem © Pol Viladoms

Luis Barragán (1902 – 1988)

Interior da Casa Gilardi. Imagem © <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3ACasa_Liraldi_Luis_Barrag%C3%A1n.JPG'> Wikimedia user Ulises00</a> licensed under <a href=' https://en.wikipedia.org/wiki/Public_domain'>Public Domain</a>
Interior da Casa Gilardi. Imagem © Wikimedia user Ulises00 licensed under Public Domain

Enquanto Barragán faz uso de amplos planos de cores vibrantes e contrastantes em sua obra, nunca é desconfortável olhar para elas, mesmo no sol do verão mexicano. Um vasto plano rosa choque perpendicularmente construído a outro alaranjado, um corredor ensolarado pintado de amarelo, uma passarela vermelho ferrugem sobre a terra acinzentada, um peça em escarlate contrapondo o azul celeste, uma parede lilás como plano de fundo para um cacto verde empoeirado - estes são alguns dos muitos pontos de vista contemplativos dos projetos de Barragán através dos quais ele buscou capturar sua obsessão por "serenidade, silêncio, intimidade e surpresa", a cultura da região e da paisagem de seu país.

Fonte na Casa Gilardi. Imagem © <a href='https://en.wikipedia.org/wiki/File:Casa_Giraldi_Luis_Barragan.JPG'> Wikimedia user Ulises00</a> licensed under <a href='https://en.wikipedia.org/wiki/Public_domain'>Public Domain</a>
Fonte na Casa Gilardi. Imagem © Wikimedia user Ulises00 licensed under Public Domain
Fuente de los Amantes. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/esparta/3573608700'> Flickr user Esparta Palma</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/'>CC BY 2.0</a>
Fuente de los Amantes. Imagem © Flickr user Esparta Palma licensed under CC BY 2.0

Michael Graves (1934 – 2015)

St. Coletta School / Michael Graves. Imagem Cortesia de Michael Graves
St. Coletta School / Michael Graves. Imagem Cortesia de Michael Graves

"Eu amo Borromini, quero trazer um pouco deste sentimento, que esta rica arquitetura nos proporciona, para o meu trabalho, mas se para isso for necessário pintá-lo de branco e planificá-lo, qual seria o verdadeiro sentido nisso tudo?" O arquiteto americano, famoso por se afastar das tradições puritanas dos modernistas, usava cores divertidas e formas ousadas em suas obras pós-modernas, como St. Coletta School, Portland Building e Dolphin Resort no Walt Disney World.

Portland Building, 1982. Imagem © <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Portland_Building_1982.jpg'>Wikimedia user Steve Morgan</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>
Portland Building, 1982. Imagem © Wikimedia user Steve Morgan licensed under CC BY-SA 3.0

Theo Van Doesburg (1883 – 1931)

Café l'Aubette. Imagem © <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Strasbourg_Cin%C3%A9_Bal_de_l%27Aubette_janvier_2014-17.jpg'>Wikimedia user Claude Truong-Ngoc</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>
Café l'Aubette. Imagem © Wikimedia user Claude Truong-Ngoc licensed under CC BY-SA 3.0

Artista e arquiteto autodidata e um dos principais membros do de De Stijl, Doesburg aplicou com vigor sua idéia sobre o uso da cor nos espaços que ele projetou em colaboração com outros designers, como o Café l'Aubette. As várias superfícies e planos do espaço permitiram que ele trabalhasse com as mudanças de tons, ângulos contrastantes, elementos horizontais e verticais e com a própria geometria do espaço, somente utilizando cores primárias, por pura abstração e pureza formal.

Peter Cook

Drawing Studio / CRAB studio. Imagem © Richard Bryant
Drawing Studio / CRAB studio. Imagem © Richard Bryant

“A Kunsthaus parece um rosto redondo e risonho que pisca para a cidade de Graz. A acesso direto ao edifício é acompanhado por um elemento tentador - uma passarela que o transporta rumo ao desconhecido. O mistério se acentua no espaço escuro e mágico... "Este não é um projeto utópico do Archigram, é uma galeria pública de arte na Áustria, projetada e construída pelo estúdio CRAB de Peter Cook. O arquiteto não estava brincando quando disse que os projetos do Archigram poderiam ter sido construídos: marcado pela mesma sagacidade, paleta de cores e radicalismo, Cook não tem medo de lidar com a cor, o que não é de modo algum surpreendente, dado seu completo desdém pela "cor-de-burro quando-foge".

Departments Of Law And Central Administration / CRAB Studio. Imagem © Ronald Kreimel
Departments Of Law And Central Administration / CRAB Studio. Imagem © Ronald Kreimel
Abedian School of Architecture / CRAB Studio. Imagem © Peter Bennetts
Abedian School of Architecture / CRAB Studio. Imagem © Peter Bennetts

Richard Rogers

Centre Georges Pompidou. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/ainet/884301553'>Flickr user Alfie Ianni</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/'>CC BY 2.0</a>
Centre Georges Pompidou. Imagem © Flickr user Alfie Ianni licensed under CC BY 2.0

High-tech, funcionalista, flexível e colorido - a arquitetura de Richard Rogers ainda bebe da mesma fonte do edifício que o tornou famoso: o Centre Georges Pompidou. À primeira vista, o museu parece um gigantesco prisma retangular de tubos coloridos e andaimes, mas olhando mais de perto revela-se uma meticulosa codificação de cores: azul para o sistema de ventilação, verde para instalações hidráulicas e controle de incêndio, amarelo e laranja para sistemas elétricos, vermelho para elevadores e shafts e finalmente, o branco para a estrutura e grandes componentes do sistema de ventilação.

Millennium Dome. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/jamesjin/58712717/'> Flickr user James Jin</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a>
Millennium Dome. Imagem © Flickr user James Jin licensed under CC BY-SA 2.0

Ricardo Bofill

La Muralla Roja. Imagem © Gregori Civera
La Muralla Roja. Imagem © Gregori Civera

O trabalho do arquiteto espanhol, mais especificamente seus inúmeros projetos habitacionais, como os apartamentos El Sargazo, Gaudi District, o castelo de Kafka, Xanadú e La Muralla Roja, são muitas vezes descritos como surrealistas ou "Escherescos". O domínio de Bofill sobre a cor em suas construções labirínticas, multi-niveladas, se apresenta em tons dramáticos de fúcsia, escarlate, azul, pistache, índigo, violeta e laranja. Utilizadas generosamente em suas obras, as cores tendem a contrastar fortemente com a paisagem circundante.

Xanadú. Imagem Cortesia de Ricardo Bofill
Xanadú. Imagem Cortesia de Ricardo Bofill
La Muralla Roja. Imagem © Gregori Civera
La Muralla Roja. Imagem © Gregori Civera

Galeria de Imagens

Ver tudoMostrar menos
Sobre este autor
Cita: Hasan, Zoya. "7 Arquitetos que não têm medo de usar as cores em seus projetos " [7 Architects Who Weren't Afraid to Use Color] 21 Dez 2020. ArchDaily Brasil. (Trad. Libardoni, Vinicius) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/881425/7-arquitetos-que-nao-tem-medo-de-usar-as-cores-em-seus-projetos> ISSN 0719-8906

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.