No debate da arquitetura, muito se discute sobre a influência do meio onde se insere o edifício, seja pela incorporação de elementos do entorno durante o processo de desenho, seja pela negação ou superação de características indesejadas desses locais. Algumas situações evidenciam mais essa negociação do que outras, sobretudo quando o entorno natural é dominante. Nesses casos, observa-se a todo momento o confronto entre a preexistência natural e as intervenções humanas, e as formas possíveis de atingir a harmonia entre ambas.
Históricamente, persianas leves e brises de madeira estão a serviço da arquitetura como alguns dos mais importantes elementos de proteção—desde épocas remotas produzidas com fibras vegetais, galhos e bambu—os quais permitiam, através de mecanismos de grande simplicidade, filtrar a luz do sol e proteger os espaços interiores das intempéries. Amplamente utilizadas ao longo da costa mediterrânea e outras zonas tropicais e sub-tropicais do planeta, além de oferecer proteção a incidência direta dos raios de sol, estas estruturas permitem controlar o grau de privacidade sem abrir mão da ventilação natural constante.
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Alberto Campo Baeza acaba de adicionar mais um importante prêmio à sua já vasta coleção. O Prêmio Nacional de Arquitetura da España de 2020, consentido pelo Ministério dos Transportes, Mobilidade e Planejamento Urbano, foi outorgado ao arquiteto espanhol como reconhecimento à sua carreira como profissional e acadêmica.
No campo da arquitetura, é comum notar em muitos projetos uma certa predileção dos arquitetos pelo emprego de materiais e elementos arquitetônicos em seu estado aparente ou bruto, como alguns preferem chamar. Com o intuito de expor a materialidade da estrutura de um edifício, é frequente, sobretudo em projetos de reformas, um processo de retirada de forros e revestimentos. Essa busca pela retomada de um estado anterior da construção — ainda sem o acréscimo de elementos para cobrir a estrutura, tubulações, canos e eletrodutos — transforma esses espaços em lugares onde não há nada a esconder.
Ao longo de quase um século, o maior sonho do americano médio era comprar uma casa com jardim, garagem e uma cerquinha branca. O sonho da casa própria e a ideia de viver em um bairro familiar afastado da agitação da centro da cidade eram considerados o estilo de vida ideal e o auge do sonho americano. Mas com o passar do tempo e as sucessivas crises econômicas e sociais que abalaram os Estados Unidos ao longo das últimas décadas, as autoridades locais começaram a perceber que bairros suburbanos exclusivamente residenciais não necessariamente eram um sonho, mas sim, um pesadelo.
Os sistemas pré-fabricados tornaram-se uma opção extremamente eficiente para concluir projetos que requerem soluções modulares padronizadas, como hotéis, hospitais, residências e edifícios habitacionais. As principais vantagens da aplicação de módulos prontos são a redução do tempo de obra, o ótimo controle e a rastreabilidade dos projetos. Embora a questão da funcionalidade destes sistemas seja importante, em termos de sua fácil e rápida execução, se forem feitos de materiais de qualidade isso agrega ainda mais valor ao projeto. Porém, para saber como esses módulos funcionam e são aplicados, é necessário primeiro entender sua origem e processo.