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Periferia: O mais recente de arquitetura e notícia

Um novo modelo urbano para outro projeto de sociedade: uma entrevista com Tainá de Paula

Tainá de Paula. Imagem: Divulgação
Tainá de Paula. Imagem: Divulgação

Abordar o contexto de ampliação das diferenças políticas e crescentes desigualdades econômicas. Um novo contrato espacial. Apreender como viveremos juntos. As indagações trazidas por Hashim Sarkis, curador da próxima Bienal de Veneza, podem levantar importantes questões sobre como a arquitetura atravessa e concretiza os conflitos sociopolíticos. Para compreender um ponto de vista descentralizado e que aponta para outras possibilidades além das impostas por um pensamento normativo, entrevistamos Tainá de Paula, arquiteta e mobilizadora comunitária em áreas periféricas.

Criando governanças na cidade informal: o caso do Jardim Colombo

O cenário das cidades brasileiras se alterna em duas realidades marcantes: de um lado temos a cidade formal, onde a lei é vigente, onde o direito à cidade é exercido, onde existem infra-estruturas de qualidade e investimentos públicos e privados. É também a realidade usada como base para a formulação de leis e diretrizes de planejamento urbano, e onde podemos ver a presença do Estado.

Por outro, temos a cidade informal. Aquela que ocupa as periferias e favelas, com uma identidade marcada por blocos cerâmicos e um adensamento descomedido. Nela, o que domina são as autoconstruções, independentes da propriedade do terreno, a ocupação ilegal e a falta de políticas públicas e infra-estruturas básicas. Faltam espaços de lazer, de cultura e áreas verdes.

Parque Sitiê – Morro do Vidigal, RJ, idealizado e realizado por Mauro Quintanilha. Image © Movimento FazendinhandoII Festival de Artes do Jardim Colombo, realizado em jul/2019. Image © Movimento FazendinhandoEquipe Fazendinhando distribuindo marmitas para a comunidade em meio à crise da COVID-19. Image © Movimento FazendinhandoEquipe Fazendinhando. Image © Movimento Fazendinhando+ 11

Projeto "Arquitetura na Periferia" ensina mulheres a construir suas casas

É rijo como cal e madeira o espírito das mulheres que participam dos movimentos de luta por moradia no Brasil. Maioria em ocupações de territórios, elas coordenam com vigor as práticas organizacionais e políticas de assentamento e construção de habitação popular. Não é à toa que muitas das ocupações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ou do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto) carregam nomes de mulheres como Dandara, liderança de um quilombo do período colonial.

Simpósio: Seu conhecimento acadêmico chega na perifa?

“Quem tem medo do povo é porque se esqueceu que é povo também. Ou nunca se sentiu povo.” Criolo

PARA QUE(M) SERVE O SEU CONHECIMENTO?

O Simpósio “O seu conhecimento acadêmico chega na perifa?” tem o objetivo de congregar visões acadêmicas e da sociedade civil com vistas a estabelecer um debate de como a academia chega na periferia, se é que ela chega, e, os desafios que a própria periferia impõe à atuação acadêmica. A intenção é colaborar para a quebra do estigma centro-periferia. Para tanto, propõe a formação de mesas redondas, com discussões de profissionais que envolvem as áreas de Arquitetura

Arquitetura na periferia: ajude a capacitar mulheres em serviços de construção

O déficit de moradia sempre foi um pesadelo para as famílias de baixa renda. No Brasil golpeado a questão se agrava e gera muito sofrimento, principalmente, para mulheres e crianças.

Para fugir da asfixia do aluguel, a busca por um teto finca na terra bruta das periferias a estaca do sonho da casa.