Don Davis (americano, nascido em 1952). Vista interna do toro de Stanford. 1975. Acrílico a bordo, 17 × 22 ″ (43,1 × 55,9 cm). Encomendado pela NASA para Richard D. Johnson e Charles Holbrow, eds., Space Settlements: A Design Study (Washington, DC: NASA Scientific and Technical Information Office, 1977). Ilustração nunca usada. Coleção Don Davis. Imagem cortesia deThe Museum of Modern Art
O Museu de Arte Moderna de Nova York anunciou a abertura de uma exposição focada nos primeiros projetos construídos e não construídos que abordam preocupações ecológicas e ambientais. Apresentando obras de arquitetos que atuaram principalmente nos Estados Unidos nas décadas de 1930 a 1990, a exposição intitulada Emerging Ecologies: Architecture and the Rise of Environmentalism está em exibição de 17 de setembro de 2023 a 20 de janeiro de 2024. As mais de 150 obras em destaque revelam o surgimento do movimento ambiental por meio da prática e do pensamento arquitetônico.
A arquitetura tem probabilidade de existir em qualquer lugar ou espaço físico habitado por seres humanos. Além disso, nossa curiosidade inerente e espírito exploratório constituem um aspecto integral da humanidade. Impulsionados por nossa capacidade inventiva, nos aventuramos em cenários futuros que podemos explorar como indivíduos e sociedade. Consequentemente, a possibilidade de um futuro no espaço tem despertado a imaginação de cientistas e designers, resultando em projetos conceituais e de ficção científica onde os seres humanos habitam o espaço.
A capacidade inventiva e imaginativa humana pode ser rastreada através do trabalho de artistas como Jean-Marc Côté, que, no início do século XX, imaginou uma série de ilustrações retrofuturistas retratando como seria a vida no ano 2000. Há também referências literárias notáveis, como as obras de Ursula K. Le Guin, renomada por sua ficção especulativa que explora a jornada da humanidade como uma espécie que viaja pelo espaço. Sem dúvida, o futuro e o espaço são dois tópicos cativantes que inspiraram o desenvolvimento de uma visão de longo prazo para a sociedade no espaço.
https://www.archdaily.com.br/br/1004364/arquitetura-para-habitar-o-espaco-estruturas-reconfiguraveis-para-ambientes-adaptativosEnrique Tovar
Um novo prêmio da NASA apoiará a ICON no desenvolvimento de tecnologia de construção que pode ser usada na Lua e em Marte. Imagem Cortesia de ICON/BIG-Bjarke Ingels Group
De estruturas infláveis e impressas em 3D a habitats inteiros, a arquitetura desempenha um papel inédito nas missões de exploração do espaço. Como a NASA pretende a longo prazo enviar pessoas para explorar a Lua e Marte por meio das missões Artemis e CHAPEA, novas tecnologias são necessárias para enfrentar os desafios únicos de viver e trabalhar fora do nosso planeta. Em resposta a esses desafios, figuras como Buckminster Fuller, Foster + Partners, SOM e BIG-Bjarke Ingels Group, em colaboração com empresas emergentes como ICON e SEArch+, ampliaram o repertório arquitetônico do espaço sideral.
Na última atualização, a NASA concedeu à empresa de Austin ICON um contrato para continuar a Olympus em parceria com o BIG-Bjarke Ingels Group. O projeto ajudará a construir infraestruturas como plataformas de pouso, habitats, cápsulas e estradas na superfície lunar e em Marte, usando tecnologia de construção aditiva baseada em extrusão (impressão 3D) e materiais locais como o regolito lunar. O contrato vai até 2028 e colabora com Artemis, uma missão de exploração humana de longo prazo da Lua.
A NASA e a AI Space Factory desenvolveram o LINA (Lunar Infrastructure Asset), um posto avançado impresso em 3D in situ para proteger os astronautas em suas missões críticas na Lua. O projeto faz parte da Relevant Environment Additive Construction Technology (REACT), uma colaboração de vários anos para desenvolver tecnologias para construções na superfície lunar dentro do prazo da Missão Artemis: o retorno da humanidade à Lua. O LINA é um passo para expandir a civilização ao satélite natural da Terra e explorá-lo de forma sustentável, minimizando o impacto humano.
O Bjarke Ingels Group colaborou com a NASA e a ICON para criar o Mars Dune Alpha, um conjunto de instalações de pesquisa construído com impressão 3D que oferecerá habitação de longa duração para astronautas em missões a Marte. A estrutura, que está atualmente localizada no Johnson Space Center em Houston, Texas, foi projetada pelo renomado escritório dinamarquês de arquitetura, impressa em 3D pela equipe da ICON, e em breve será o lar de uma equipe da NASA.
Fundada no ano de 2017 e nomeada uma das “Empresas Mais Inovadoras do Mundo” em 2020, a ICON está revolucionando a industria da construção civil de cima a baixo, desafiando os limites impostos pelas tecnologias atualmente disponíveis no mercado. Relativamente jovem, a start-up com sede no Texas começou desenvolvendo e construindo projetos de casas impressas em 3D nos Estados Unidos e no México como uma estratégia para enfrentar os desafios impostos pela atual crise habitacional. Simultaneamente, esta frente de ação está sendo explorada como um campo de testes para o desenvolvimento de novos sistemas construtivos que poderiam ser futuramente utilizados em viagens exploratórias fora do planeta Terra. Nesta empreitada, a ICON tem buscado se aproximar de importantes parceiros como o BIG e também a NASA.
Figurando na lista dos 100 líderes emergentes que estão moldando o futuro da humanidade, a Times’ Next 100, Jason Ballard, CEO e cofundador da ICON conversou diretamente com nossos editores do ArchDaily, contando um pouco mais sobre o início da empresa, os desafios impostos pela crise habitacional no planeta e como a ICON tem investido em novas tecnologia de impressão 3D como uma ferramenta para transformar a industria da construção civil no mundo hoje, além é claro, da recente parceira firmada com o escritório de arquitetura de Bjarke Ingels.
O BIG firmou parceria com a ICON, desenvolvedora de tecnologias de construção avançadas, e com a SEArch + (Arquitetura de Exploração Espacial) para criar a casa da humanidade em outro mundo. Trabalhando com a NASA, a colaboração visa desenvolver um “sistema de construção baseado no espaço que possa apoiar a exploração futura da Lua”.
O espaço há muito tempo capturou nossa imaginação, olhando para a imensidão acima de nós, escritores, cientistas e designers sempre sonharam com novas visões para o futuro em planetas distantes. Marte está no centro desse discurso, o planeta mais habitável em nosso sistema solar depois da Terra. As propostas para o planeta vermelho exploram como podemos criar territórios humanos no espaço sideral.
A AI SpaceFactory, uma agência multi-planetária de arquitetura e tecnologia, lançou o TERA, uma casa ecológica de alta tecnologia projetada para a vida fora das urbanidades da Terra. Inspirado pelo MARSHA, projeto premiado pela NASA, o primeiro TERA aceita pré-reservas limitadas no Indiegogo e estará disponível a partir de março de 2020 por um ano antes de ser reciclado e reimpresso em outro lugar.
No último dia 20 de julho completaram-se cinquenta anos desde que a missão Apollo 11, enviada ao espaço no dia 16 de julho de 1969, aterrissou na superfície Lunar. Um dia memorável na história da humanidade, um momento que ficará marcado para sempre e que ainda hoje nos faz pensar e sonhar com a vida no espaço.
Com a evolução dos sistemas construtivos e a incorporação de novas tecnologias como a impressão 3D e sistemas automatizados inteligentes, podemos sonhar com a ocupação de outros planetas. À seguir, apresentaremos 15 projetos de arquitetura desenvolvidos ao longo dos últimos anos que nos fazem sonhar com a vida para além de nosso planeta.
Arquitetos podem buscar inspiração em qualquer coisa ao seu redor: formas, volumes, arte, música, natureza ... Mas algumas fontes de inspiração são simplesmente fora deste mundo. Literalmente.
A NASA criou uma biblioteca online com 140.000 fotos, vídeos e áudios em alta resolução, todos gratuitos e disponíveis para download. Veja, a seguir, uma seleção de imagens que pode servir de inspiração - ou, simplesmente, matar a curiosidade.
A AI SpaceFactory conquistou o primeiro lugar no Desafio do Centenário da NASA com a proposta MARSHA, que oferece uma visão de como seria o futuro da vida humana em Marte. A agência especializada em arquitetura e tecnologia desenvolveu um protótipo em impressão 3D de 3 metros de altura durante a fase final da competição.
O SEArch+ e o Apis Cor ganharam o primeiro prêmio no 3D-Printed Habitat Competition da NASA. O concurso foi realizado com o principal objetivo de incentivar os arquitetos e engenheiros a explorarem alternativas e possibilidades para a construção de estruturas habitáveis fora do Planeta Terra. As arquitetas do Space Exploration Architecture (SEArch+), um escritório com sede em Nova Iorque voltado ao design e a pesquisa espacial, desenvolveram um projeto que utiliza apenas recursos locais para a sua construção, isto é, uma arquitetura impressa em 3D no local, seja em Marte ou na Lua.
Liderado pela co-fundadora do SEArch+, Melodie Yashar, o projeto chamado de MARS X HOUSE seria inteiramente construído no local através do auxílio de robôs automatizados. A unidade habitável foi concebida para abrigar uma tripulação de quatro pessoas ao longo de um ano terrestre e foi projetada para garantir o bem estar e a saúde física e mental humana, integrando interior e exterior através de grandes aberturas e muita iluminação natural.
A empresa de arquitetura e tecnologia AI SpaceFactory concluiu a construção do MARSHA, um protótipo de habitat na superfície de Marte desenvolvido para a NASA. O abrigo impresso em 3D é um dos cinco finalistas de um concurso internacional para projetar e construir um habitat para uma tripulação de quatro astronautas em uma missão a Marte. A AI SpaceFactory desenvolveu um material próprio - um "polímero marciano" que pode ser feito de matéria encontrada ou cultivada no planeta vermelho.
Dias depois de ser revelado ao mundo informações de que foram encontradas evidências da presença de água na superfície do planeta vermelho, a SpaceFactory apresentou sua proposta de projeto desenvolvido como parte do 3D Printed Habitat Challenge organizado pela NASA. As cápsulas cilíndricas foram concebidas como estruturas habitáveis para humanos na superfície de Marte. O projeto, chamado de MARSHA (Mars Habitat), foi escolhido pela NASA como um dos cinco vencedores do concurso, recebendo um prêmio de mais de US$ 20.000.
O concurso solicitava aos participantes a apresentação de propostas conceituais de estruturas habitáveis para abrigar uma tripulação de quatro astronautas em Marte. Os projetos deveriam utilizar técnicas de construção com impressão 3D, criando estruturas eficientes e originais. As propostas apresentadas foram então julgadas com base em sua inovação, layout arquitetônico e nível de detalhamento na modelagem BIM.
Este ano o nível de dióxido de carbono (CO2) em grande parte da atmosfera do hemisfério norte superou as 400 partes por milhão. Segundo a NASA, esse é um nível inédito mesmo durante a Revolução Industrial, momento em que as taxas alcançaram 270 partes por milhão.
Baseando-se nisso e com o objetivo e monitorar as emissões e fluxos de CO2, a NASA criou o Nature Run, o primeiro visualizador que mostra como se espalha a poluição pela atmosfera.
Diferente dos sistemas usados pela meteorologia, este conta com uma resolução 64 vezes maior, o que permite simular o movimento das emissões das indústrias e dos vulcões, além do pó, vapor de água, sal marinho em suspensão e outros tipos de partículas.
Um artigo na página Gigaom revelou que a NASA recentemente investiumais U$ 500 mil em uma colaboração com a Tethers Unlimited, uma companhia que pesquisa maneiras de como realizar impressões 3D e montar estruturas em órbita. Através desta tecnologia, seus robôs SpiderFab permitem o uso de foguetes menores para levar materiais ao espaço, além de permitir a construções de estruturas muito maiores que as feitas através de outras técnicas - abrindo novas possibilidades de construção no espaço. Leia o artigo completo aqui.