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Filmes: O mais recente de arquitetura e notícia

A arquitetura de Star Wars: visualizações futuristas de uma galáxia muito, muito distante

Descrever visualizações arquitetônicas do futuro não é uma tarefa fácil, por isso faz muito sentido que os designers usem aspectos de nossa arquitetura existente como base para estes mundos fictícios. Apesar dos avanços recentes em termos de tecnologias de animação e CGI, ainda há uso substancial da arquitetura existente para fornecer elementos estruturais palpáveis ao filme.

Em termos de reciclagem de estética arquitetônica, elementos do passado e do futuro são frequentemente integrados para criar um estilo hibridizado, uma amálgama de temas retrô, distópicos, modernistas e futuristas. Desde o ressurgimento de antigas pirâmides e templos, até panoramas que lembram a cidade de Nova York, o visual varia de acordo com as diferentes noções de como será nosso futuro.

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Os efeitos psicológicos de ver cidades serem destruídas no cinema

O palco está montado em uma das cenas mais icônicas dos filmes de “fim do mundo”: cidadãos de Nova York estão subindo por cima de táxis, tentando rapidamente escapar do tsunami gigante que se move lentamente em sua direção. No espelho retrovisor de um ônibus, uma onda gigante pode ser vista atropelando porções da cidade. Procurando por terrenos mais altos, os personagens principais, Sam e Laura, sobem as famosas escadas da Biblioteca Pública de Nova York e, assim que as portas giratórias se fecham atrás deles, a pressão da água quebra as janelas e a água começa a subir. Sabemos que a cidade de Nova York e sua icônica arquitetura serão destruídas em breve.

Arquitetura em animações: explorando os mundos de Hayao Miyazaki

Roteiristas de cinema e animações, especificamente nos animes, procuram incorporar cenários com uma arquitetura diversa como artifício para ajudá-los a contar suas histórias. Suas influências vão desde vilarejos medievais até metrópoles futuristas. A arquitetura como área do conhecimento abrange uma ampla gama de elementos a serem estudados, com cada período da arquitetura comunicando e realçando seu contexto histórico através de seu design. No entanto, em filmes e animes, todos os contextos por trás do design de um edifício podem ser condensados em um único frame, poderoso o suficiente para contar mil histórias.

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“A Broken House”: filme retrata fenômeno da imigração e a saudade de casa

“A Broken House” é um documentário dirigido por Jimmy Goldblum que retrata a história de Mohamad Hafez, um cidadão sírio que se mudou para os Estados Unidos em um visto de entrada única para estudar arquitetura e não pôde mais voltar para seu país natal. Enfrentando seu destino, canalizou a saudade de casa em seu trabalho artístico e começou a produzir esculturas em miniatuira de sua terra, construindo a "Damasco de suas memórias".

“Se você não pode voltar para casa, porque você não cria sua casa". Ao contar a história das pessoas que lá habitam, o projeto arquitetônico ganha uma dimensão política após o início da guerra civil síria, retratando a extensão da destruição sofrida pela cidade, humanizando os refugiados e compartilhando suas histórias. 

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Belas Artes À La Carte e ArchDaily oferecem um mês de acesso grátis aos filmes da plataforma de streaming

O Belas Artes À La Carte é um streaming de filmes pensado para quem ama cinema. Seu catálogo, que conta com cerca de 400 títulos, inclui filmes de todos os cantos do mundo e de todas as épocas: contemporâneos, clássicos, cults, obras de grandes diretores, super premiados e, principalmente, aqueles que merecem ser revistos e que tocam o coração dos cinéfilos.

Outro diferencial são as mostras de cinema. Recentemente o À La Carte trouxe especiais dedicados à cinematografia francesa, italiana, coreana, espanhola e suiça. Sabendo da estreita e prolífica relação entre arquitetura e cinema, o ArchDaily e o Belas Artes À La Carte se uniram em uma parceria que oferece aos leitores um mês gratuito de acesso ao catálogo de filmes da plataforma!

Urbanismo e cinema: sete cidades em documentários

Detroit, Berlim, Seul, Los Angeles, Sarajevo, Nova York e Brasília. Selecionamos documentários que apresentam parte da história e do desenvolvimento de cada uma dessas cidades para você explorar o mundo pelo cinema, sem sair de casa. Confira a nossa lista:

4 Filmes para entender o pós-modernismo na arquitetura e no urbanismo

Filmes vêm sendo estudados por arquitetos e outros profissionais interessados no campo da arquitetura e urbanismo por oferecerem uma perspectiva mais sutil e responsiva de nossa disciplina, nos informa o arquiteto e professor finlandês Juhani Pallasmaa. A partir de suas particularidades técnicas e estéticas, o cinema pode ir além da simples representação e ser um poderoso meio de transmissão de ideias e conceitos ligados à arquitetura e o espaço urbano.

"Nomadland" questiona a noção de casa através da jornada de uma nômade moderna

“Não, não sou uma sem-teto. Sou apenas uma sem-casa. Não é a mesma coisa, né?" Questionando a noção de lar e casa, Nomadland conta a história de uma mulher de sessenta anos que perde tudo na grande recessão. Fern, interpretada pela atriz Frances McDormand, deixa para trás sua cidade após a morte de seu marido e a falência da única indústria que sustentava a região. A protagonista decide embarcar em uma jornada sem rumo certo, vivendo em sua van como uma nômade pelas vastas paisagens do oeste americano.

Nomadland questiona a noção de casa através da jornada de uma nômade modernaNomadland questiona a noção de casa através da jornada de uma nômade modernaNomadland questiona a noção de casa através da jornada de uma nômade modernaNomadland questiona a noção de casa através da jornada de uma nômade moderna+ 25

Felicity Abbott: "O design de produção é conhecido como a arquitetura da tela"

Em entrevista exclusiva, a designer de produção Felicity Abbott, responsável pelo projeto cenográfico do The Luminaries—uma minissérie que se passa na Nova Zelândia durante a corrida do ouro de 1860falou sobre seu processo de trabalho e os desafios impostos pela industria cinematográfica.

6 Filmes que usam visualizações arquitetônicas para contar histórias e criar atmosferas

Representar o mundo real está, sem nenhuma dúvida, na gênese do cinema, uma arte que nasce da fotografia, posta em sequência para oferecer ao espectador a impressão de movimento. Tão verdade, que o primeiro registro fílmico de que se tem notícia, de 1895, mostrava a chegada de um trem à estação de Ciolat, na França – um acontecimento banal no cotidiano das cidades europeias do século XIX. 

Entretanto, por mais que a realidade concreta faça parte do cinema, não se pode negar que o fascínio exercido por esta arte venha, em grande medida, de sua capacidade de criar mundos imaginários, ativar espaços mentais e desencadear emoções. Nesse sentido, o mundo real pode muitas vezes não bastar como combustível, inspiração ou pano de fundo das histórias elaboradas por diretoras e roteiristas, exigindo das equipes de direção de arte e cenografia a criação de realidades outras, imateriais, que sirvam de base para a narrativa. 

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"Parasita" e a arquitetura de interiores do cinema

O episódio mais recente do Arquicast trata do premiado e surpreendente filme sul-coreano Parasita (2019). O diretor Bong Joon-Ho nos convida a refletir sobre fatos e estigmas de uma realidade social que, apesar de focada numa determinada cultura, é representativa de contextos urbanos diversos, como o sul-americano. A luta de classes, afinal, é característica das sociedades modernas e se vê refletida nos espaços que abrigam essas sociedades. Neste sentido, Parasita é uma aula sobre como as desigualdades estruturais desenham a qualidade do ambiente onde vivemos.

Luca Tranchino: "A cenografia utiliza a mesma linguagem da arquitetura"

Luca Tranchino é um designer de produção conhecido por sua participação como diretor de arte nos filmes de Martin Scorsese, Gangues de Nova York, O Aviador, A invenção de Hugo Cabret, bem como O Príncipe da Pérsia da Disney, entre muitas outras produções. Seu trabalho tem o intuito de nos levar a mundos mágicos e históricos. Recentemente, entrevistamos Tranchino, para conhecer os bastidores e descobrir as conexões entre cinema e arquitetura.

Projetando para filmes e séries: uma entrevista com Annie Beauchamp

Annie Beauchamp é uma designer de produção que me contactou de surpresa após ter lido um artigo sobre a série Black Mirror e o futuro da arquitetura – algo emocionante já que ela foi responsável pelo cenário de Striking Vipers, o primeiro episódio da quinta temporada. Ainda mais impressionante é a sua vasta experiência ao trabalhar em inúmeros filmes como Bela Adormecida, Pássaros Amarelos, Adoração, Top of the Lake China Girl, LEGO Ninjago e como diretora de arte em, nada mais nada menos que, Moulin Rouge.

Conversamos com Beauchamp para conhecer suas ideias sobre a relação entre o cinema e a arquitetura. A seguinte entrevista explora os seus inícios e inspirações, o seu processo de trabalho e sua visão da era da computadorização, ao mesmo tempo em que dá dicas para a nova geração interessada no design de produção.

Documentário explora a vida e a obra de Amancio Williams, mestre do modernismo argentino

Cortesía de Archivo Williams - Director Claudio Williams
Cortesía de Archivo Williams - Director Claudio Williams

Dirigido por Gerardo Panero, o documentário Amancio Williams narra a vida e obra do arquiteto argentino, uma figura representativa do movimento moderno em seu país. Amancio teve um papel inquestionável na renovação dos ideais arquitetônicos do país, sendo reconhecido mundialmente por suas ideias e projetos, dos quais se destaca a famosa Casa sobre el Arroyo, projetada em parceria com sua esposa, Delfina Gálvez, entre os anos de 1943 e 1946 na cidade de Mar del Plata. Embora muitas de suas propostas não tenham se concretizado, seus projetos e experimentações geraram mudanças notáveis ​na arquitetura argentina, deixando um legado valioso para as gerações seguintes.

Da casa à cidade: 5 filmes para entender a crítica da arquitetura moderna

Se existe dentre as artes alguma capaz de se aproximar da arquitetura, é o cinema. A habilidade de representar espaços em movimento ao longo do tempo aproxima o cinema da arquitetura de um modo que foge aos limites da pintura, da escultura, da música - considerada por muito tempo a arte mais próxima da nossa - e até mesmo da dança. A questão do espaço é central tanto no cinema quanto na arquitetura e embora lidem com ele de maneiras diferentes, aproximam-se ao proporcionar uma experiência corporal - e não só visual - do ambiente construído.