A biblioteca de projetos da ArchDaily é gerenciada por nossos curadores, que buscam constantemente enriquecer nossa seleção com as obras mais interessantes, evidenciando enfoques e critérios distintos e inclusivos. Este ano, começamos a destacar as escolhas de nossa equipe de curadoria na conta do ArchDaily no Instagram, onde nossos curadores lançam luz sobre alguns projetos que abordam temas interessantes e características únicas.
Durante o mês de julho exploramos o Processo Projetual como tema mensal. Instigados por práticas que cruzam camadas distintas e (ainda) incomuns em suas criações, conversamos com o arquiteto Guto Requena. Ao projetar, seu estúdio experimenta com distintas tecnologias digitais a partir de um olhar sustentável e atento às pautas sociais para atingir o objetivo de proporcionar experiências inovadoras e afetivas. Hoje, o arquiteto acumula diversos prêmios nacionais e internacionais, entre eles o ArchDaily Building of the Year e o Prix Versailles da Unesco.
Na entrevista, Requena nos conta sobre sua trajetória, coloca a diversidade de sua equipe como um dos principais pontos de inovação do seu escritório, traça importantes questões sobre como fomentar e criar com novos materiais na arquitetura e muito mais.
Inaugurada no último sábado (16) no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, a mostra “Experimentando Le Corbusier – Interpretações contemporâneas do modernismo”, que conta com curadoria de Pierre Colnet e Hadrien Lelong, da editora de design Cremme e expografia assinada pelo escritório paulistano MNMA Studio, busca instituir uma reflexão aos desdobramentos da obra do arquiteto franco-suíço no que diz respeito à produção arquitetônica, urbana, ideológica e social ao modernismo brasileiro.
Com 20 artistas convidados – arquitetos, designers e artistas plásticos – que desenvolveram trabalhos e pesquisas variadas a partir dos cânones da obra do arquiteto, a mostra busca atuar através da “transdisciplinaridade da arte”, como pontuou Mariana Schmidt, sócia-arquiteta responsável pelo desenvolvimento expográfico.
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Experience #1. Image Cortesia de Guto Requena
A Primeira Revolução Industrial aconteceu no Reino Unido no final do século 18 com a mecanização da indústria têxtil. Nas décadas seguintes, em vez de construir coisas apenas com as mãos, espalhou-se pelo mundo o uso de máquinas.
A Segunda Revolução Industrial começou nos Estados Unidos no início do século 20 com a linha de produção em série, na chamada Era da Produção em Massa.
Vivemos agora uma nova revolução na indústria, amparada pela cultura e tecnologias digitais, que tem como um de seus importantes catalisadores as impressoras 3D. E, acredite, você ainda vai ter uma. Com preços cada vez mais acessíveis, uma máquina dessas é capaz de imprimir objetos tridimensionais. A técnica mais comum é a que deposita e cola, layer a layer, grãos minúsculos de algum material, como plástico, cerâmica, vidro ou metal.
Entre as imagens que circularam das manifestações nos últimos anos na avenida Paulista, no centro de São Paulo, certamente as mais recorrentes tinham como pano de fundo o icônico edifício da Fiesp-Ciesp-Sesi, de 1979, do arquiteto Rino Levi, que oportunamente estampava a bandeira do Brasil.
Inaugurado no dia 29 de abril, o Sesc Avenida Paulista contou em sua abertura com uma instalação projetada pelo arquiteto e designer Guto Requena.
O projeto foi intitulado Empatias Mapeadas e consiste em uma escultura paramétrica interativa, com luzes que pulsam e caixas de som que mixam e emitem os sons dos batimentos cardíacos dos participantes que tocam a obra.
Projeto desenvolvido para as Olimpíadas Rio 2016 foi premiado com o Gold de arquitetura no IF Design Award 2018. O Pavilhão Dançante, assinado pelo arquiteto e designer Guto Requena para as Olimpíadas no Brasil, acaba de receber a premiação Gold, categoria máxima de arquitetura do iF Design Award, entregue ao designer durante cerimônia em Munique, na Alemanha, em março. Segundo o júri do prêmio:
Criado especialmente para as Olimpíadas Rio de Janeiro 2016, o Pavilhão Dançantedo arquiteto Guto Requena, acaba de vencer, na categoria 'hotelaria', mais um importante prêmio internacional de arquitetura e arte, o CODA Awards 2017.
O desenvolvimento do projeto consiste em discos espelhados e pintados da fachada que se movimentam em resposta ao 'fluxo' na pista de dança dentro do espaço.
O Comitê internacional do Prix Versailles anunciou os ganhadores de seus prêmios anuais que celebram a arquitetura comercial construída. A cerimônia ocorreu na sede mundial da UNESCO, com vencedores provenientes de 6 regiões ao redor do mundo, incluindo o brasileiro Guto Requena. Presidido pelo prefeito de Versalhes François de Mazières, o júri internacional incluiu os arquitetos Manuelle Gautrand, Toyo Ito, Wang Shu e o aclamado chef de cozinha Guy Laroche.
Os 12 projetos foram agrupados em 4 categorias principais: lojas, shoppings, hotéis e restaurantes. Os vencedores foram selecionados de uma variedade diversificada de 70 vencedores regionais apresentados na cerimônia.
O Estudio Guto Requena, em colaboração com o estúdio D3, lançou um aplicativo que coleta emoções para criar, através de impressão 3D, uma joia única para cada pessoa. Batizado de Aura Pendant, o produto final é um pingente dourado de geometria complexa que pode ser dado a quem você ama.
O arquiteto e designer brasileiro Guto Requena recebeu o Prix Versailles por seu Pavilhão Dançante, desenvolvido para as Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016. O projeto foi premiado em duas importantes categorias: a MUNDIAL, categoria máxima, e também na categoria Américas. A cerimônia aconteceu na sede da UNESCO, em Paris, em 12 de maio.
Localizado no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro, o Pavilhão Dançante foi criado como um espaço para festas, danças, djs e apresentações. A interatividade do pavilhão se dava através de sua pele interativa, em que sensores espalhados na pista de dança captavam a música e a agitação das pessoas dançando, controlando motores para movimentar espelhos na fachada do edifício.
Após o lançamento da série Design Hoje! no ano passado, Guto Requena lançou este ano cinco novos episódios que compõem a segunda temporada da série. Nos vídeos, Requena fala sobre os rumos para a arquitetura, objetos e cidades, perspectivas sobre o morar, mobilidade urbana, processos de projeto, design brasileiro, biomimética, sustentabilidade e tecnologias interativas. Um convite para a reflexão sobre a cidade que queremos: a cidade para pessoas.
Assista, acima, ao primeiro episódio, e, a seguir, aos outros quatro que compõem a segunda temporada.
Na sequência da websérie Design Hoje!, apresentamos aqui o quinto e último episódio da segunda temporada, em que Guto Requena fala sobre os rumos para a arquitetura, objetos e cidades, perspectivas sobre o morar, mobilidade urbana, processos de projeto, design brasileiro, biomimética, sustentabilidade e tecnologias interativas. Um convite para a reflexão sobre a cidade que queremos: a cidade para pessoas.
“Me conta um segredo?” é uma obra de arte pública temporária, um mobiliário urbano interativo criado para o URBE 2016. Composto por 5 bancos de madeira, desenhados para estimular o coletivo, situados no meio da Praça Coronel Fernando Prestes no Bairro do Bom Retiro, reduto de imigrantes na cidade de São Paulo. Um sexto móvel, em formato de câmara, contendo um telefone antigo e uma frase “Me conta um segredo?” convida os passantes a entrarem e compartilharem suas histórias. Tais segredos são armazenados num computador e randomicamente são transmitidos dentro dos móveis, através de caixas de som em seu interior. A cor desse mobiliário se originou num processo de miscigenação das bandeiras dos principais imigrantes da região, como Coréia do Sul, Grécia, Bolívia, Itália e Haiti.
Após o lançamento da série Design Hoje!no ano passado, Guto Requena acaba de divulgar os cinco novos episódios que compõem a segunda temporada da série. Nos vídeos, Requena fala sobre os rumos para a arquitetura, objetos e cidades, perspectivas sobre o morar, mobilidade urbana, processos de projeto, design brasileiro, biomimética, sustentabilidade e tecnologias interativas. Um convite para a reflexão sobre a cidade que queremos: a cidade para pessoas.
Assista, acima, ao primeiro episódio da série, intitulado "Arte Pública", no qual Requena conversa com Baixo Ribeiro sobre arte pública contemporânea no Brasil e seus impactos na sociedade, como identidade e pertencimento nas cidades.
Estudio Guto Requena has designed a new façade, which also doubles as an urban art intervention, for the Hotel WZ Jardins in São Paulo. Dubbed “The Light Creature,” the 30-story facade is visible both during the day and at night, changing to interact with its surroundings and responding to stimuli like air quality and sound. During the day the façade has a pixilated blue, gray and gold skin that serves as “a visual reflection of the soundscape of São Paulo’s iconic Avenida Rebouças,” and at night it is illuminated by interactive light patterns.
Learn more about The Light Creature after the break.
Guto Requena fala nessa palestra do TEDx em Blumenau sobre como o design pode ser usado para lidar com as memórias afetivas e os sentimentos das pessoas. Iniciando seus estudos em arquitetura em 1999, Requena comenta que aquela época foi também o momento em que estabeleceu seu primeiro contato com o mundo digital, relação que mantém ativa até hoje em suas explorações no Estudio Guto Requena.
Para ele, arquitetura e design não dizem respeito apenas à matéria, ao mundo físico, esses campos estão cada vez mais incorporando noções de virtualidade, fato que tende a alterar profundamente a atuação desses profissionais.