1. ArchDaily
  2. Community Collaboration

Community Collaboration: O mais recente de arquitetura e notícia

Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction

A arquitetura costuma ser avaliada a partir de formas concluídas. No entanto, algumas práticas operam em outro registro — um em que o projeto se desenvolve por meio de relações, do tempo e do uso, e não a partir de um resultado único e definitivo. Para a CatalyticAction, a participação não é uma atividade social paralela, mas o próprio meio pelo qual os espaços são concebidos, construídos e sustentados ao longo do tempo.

Com atuação entre Beirute e Londres, o escritório desenvolveu projetos no Oriente Médio e na Europa, criando espaços públicos, escolas, playgrounds e infraestruturas urbanas cotidianas por meio de colaborações de longo prazo com comunidades locais. Fundamentada em pesquisa participativa e tomada de decisão coletiva, essa abordagem foi reconhecida pelo ArchDaily Next Practices Awards 2025, destacando um modo de atuação em que a arquitetura é entendida como um processo compartilhado e em constante transformação, e não como um objeto fixo. Nesse contexto, o valor arquitetônico é medido pela continuidade, pelo uso e pelo senso de pertencimento coletivo, mais do que pela forma em si.

Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 1 of 4Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 2 of 4Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 3 of 4Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 4 of 4Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction - Mais Imagens+ 21

Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar

Pode a arquitetura ser construída a partir da comida? Entre o fogo que aquece, os cheiros que se espalham e os corpos que se reúnem em torno da mesa, a aparente banalidade dos atos de cozinhar e comer revela-se como uma dança coreografada de apropriação e pertencimento espacial. São gestos que organizam rotinas, produzem vínculos e transformam o ambiente construído em lugar vivido. A cozinha — doméstica, comunitária ou urbana — deixa, assim, de ser apenas um espaço funcional para afirmar-se como território de encontro.

Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 1 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 2 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 3 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 4 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Mais Imagens+ 8

Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar

Na América Latina, os encontros não nascem necessariamente de grandes gestos arquitetônicos ou de planos urbanos monumentais. Eles emergem do entre, do espaço intermediário: o pátio, a varanda, a calçada, o corredor compartilhado. Esses espaços, muitas vezes considerados residuais ou informais pela disciplina tradicional, são precisamente aqueles onde o cotidiano constrói vínculos.

Dessa cultura latino-americana surge uma lógica espacial na qual a vida cotidiana se organiza de maneira relacional e extensiva. Práticas como sentar à porta de casa, ocupar a calçada, brincar na rua, produzem uma cidade vivida para além dos limites formais do projeto.

Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - Image 1 of 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - Image 2 of 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - Image 3 of 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - Image 4 of 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - Mais Imagens+ 5

Novos escritórios de arquitetura latino-americanos que fazem mais com menos

Jovens práticas latino-americanas têm provocado mudanças de paradigmas no âmbito arquitetônico ao instigar uma nova abordagem da profissão perante a sociedade. São explorações desenvolvidas a partir do risco, que surgem da proximidade afetiva e de uma compreensão aprofundada do contexto, nascendo de referências próximas como a geografia, os materiais e os recursos disponíveis. Com identidade própria, essas práticas tomam certa distância da herança moderna, que continua forte no meio, trazendo soluções autênticas e inovadoras para lidar com o cenário desafiador.

Novos escritórios de arquitetura latino-americanos que fazem mais com menos - Image 1 of 4Novos escritórios de arquitetura latino-americanos que fazem mais com menos - Image 2 of 4Novos escritórios de arquitetura latino-americanos que fazem mais com menos - Image 3 of 4Novos escritórios de arquitetura latino-americanos que fazem mais com menos - Image 4 of 4Novos escritórios de arquitetura latino-americanos que fazem mais com menos - Mais Imagens+ 5