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99% Invisible: O mais recente de arquitetura e notícia

Amor em Las Vegas: 99% Invisible revisita o romance pós-moderno de Denise Scott Brown e Robert Venturi

Qual edifício é melhor, o pato ou o galpão decorado? Mais importante, que tipo de arquitetura o americano prefere? Em seu seminal livro de 1972, Aprendendo com Las Vegas, Denise Scott Brown e Robert Venturi investigaram essas questões, voltando as costas para o modernismo paternalista em favor da brilhante, ostensivamente kitsch e simbólica Meca do urbanismo espraiado, Las Vegas. De um encontro casual na Biblioteca de Belas Artes da Universidade da Pensilvânia a algumas viagens de estudo em conjunto para Las Vegas - descobrir os detalhes ocultos do romance e da cidade que definiram o pós-modernismo é o tema do mais recente episódio do podcast 99% Invisible.

99% Invisible mostra como a biotecnologia pode afetar o ambiente urbano

Em um recente artigo escrito para a página 99% Invisible, Kurt Kohlstedt explora como a técnica de integrar microalgas nos edifícios pode criar um sistema dualista de vida e construção que tem a possibilidade de desempenhar funções como sombreamento, geração de energia e regulação térmica.

Entre os projetos que utilizam essa tecnologia estão biorreatores que produzem oxigênio e biocombustível, um edifício com uma fachada bio-adaptável e uma lâmpada de rua que filtra dióxido de carbono do ambiente urbano.

Expressivo ou kitsch: aprendendo com Venturi e Scott-Brown

A principal avenida de Las Vegas, a famosa Las Vegas Strip, pode ser considerada um pouco espalhafatosa por alguns, com sua arquitetura "pseudo-histórica" e abundância de ornamentação, no entanto, alguns arquitetos, notadamente Denise Scott-Brown e Robert Venturi, foram cativados pelos "elementos ornamentais-simbólicos" desses edifícios. A dupla desenvolveu uma curiosa distinção entre o "pato" e o "galpão decorado", referindo-se à forma decorativa de dos edifícios. Neste ensaio para a 99% Invisible intitulado Lessons from Sin City: The Architecture of “Ducks” versus “Decorated Sheds”, Kurt Kohlstedt explora como estes arquitetos implementaram seus conhecimentos em ornamentos em seus próprios projetos e iniciaram uma discussão que persiste até hoje.

Vanna Venturi House por Robert Venturi. Imagem via 99 Percent Invisible Longaberger Basket Building, fotografia de Barry Haynes (CC BY-SA 3.0). Imagem via 99 Percent Invisible Guild House de Venturi, Scott Brown e Associates. Imagem via 99 Percent Invisible “Pato” versus “galpão decorado", com o Big Duck em Long Island (acima e à direita). Imagem via 99 Percent Invisible + 5

Não pode subir? Desça! O caso da arquitetura subterrânea

Enquanto a maior parte das cidades luta para alcançar um nível de densidade urbana sustentável, há, por vezes, limitações em jogo que podem restringir seu crescimento vertical. Na Cidade do México, por exemplo, grandes limitações conduziram ao crescimento horizontal da cidade, em vez de vertical, e frequentemente a preservação de conjuntos históricos de baixo gabarito impete planos de expansão. Em uma tentativa de "escavar" possibilidades alternativas de expansão, Kurt Kohlstedt do 99% Invisible apresentou uma compilação de estratégias diferentes nas quais a arquitetura pode crescer para baixo da superfície terrestre.

Protagonismo ou mimetismo? Como arquitetos lidam com o contexto

Qualquer arquiteto busca o reconhecimento de seu trabalho; seja pelo desenho de seus projetos, pela qualidade construtiva ou detalhes que chamam a atenção em suas obras. Infelizmente, se todas as arquiteturas fossem concebidas para serem protagonistas, logo seria impossível avaliar a relevância cívica de determinadas áreas. Alguns edifícios, como o Museu Judaico de Daniel Libeskind, parecem adequadamente deslocados, outros buscam se destacar pelo simples fato de se destacar, voltando suas costas para seus ricos contextos históricos.

Embora não haja uma estratégia singular para a integração contextual, Kurt Kohlstedt argumenta que a consideração do contexto histórico, seja de modo concordante ou discordante, resultará em um ambiente construído mais rico e envolvente. Em seu mais recente ensaio para a 99% Invisible, Kohlstedt explora a infinidade de formas através das quais um novo edifício pode se envolver com o contexto existente, destacando exemplos bem e mal sucedidos. Ele reconhece as dificuldades de encontrar o equilíbrio perfeito, afirmando que poucos projetos conseguem caminhar sobre a "fina linha entre o contextual e o contemporâneo."

Podcast "99% Invisible" aborda um dos maiores desafios dos designers: a cadeira

“Uma cadeira é um objetio difício. Um arranha-céu é quase mais fácil.” – Mies van der Rohe

No mais recente podcast 99% Invisible, Roman Mars faz os espectadores levantarem de suas poltronas (literalmente) ao abordar um dos maiores desafios dos designers: a cadeira. De Mies van der Rohe a Gehry, Hadid, Libeskind e Le Corbusier, "se eles já projetaram um grande edifício, há chances de terem projetado algo onde possamos nos sentar".

Ouça o podcast e dê uma olhada em algumas cadeiras famosas projetadas por arquitetos, a seguir.

Hundertwasser e a luta contra a linha reta

Hot Springs Village, Bad Blumau, Styria, Áustria. Imagem © Flickr CC User Enrico Carcasci
Hot Springs Village, Bad Blumau, Styria, Áustria. Imagem © Flickr CC User Enrico Carcasci

No último episódio do podcast 99% Invisible, Roman Mars aborda o trabalho do arquiteto pouco conhecido Friedensreich Hundertwasser, frequentemente citado por suas formas curvas e coloridas. De seu nome a suas ideias pouco usuais transformadas em manifestos, é evidente que Hundertwasser não foi um arquiteto comum. Ouça o podcast e confira alguns dos trabalhos desse artista e arquiteto austríaco, a seguir.

Green Citadel, Magdeburg, Alemanha. Áustria© Flickr user johnsamAltenrhein Markthalle, AltenRhein, Suíça. Áustria© Flickr CC User Peter VisserCasa na Alemanha. Imagem © Flickr CC User Andy (germany-explorer.com)Waldspirale, Darmstadt, Alemanha. Imagem © Flickr CC User Jean-Pierre Dalbéra+ 12

Porque skatistas precisam do Southbank Centre

Dentro do amplo debate sobre o projeto de Feilden Clegg Bradley para redesenhar o Southbank Centre em Londres, uma questão que por vezes tem sido ignorada pela mídia de arquitetura é a proposta de relocar a pista de skate da galeria subterrânea do Queen Elizabeth Hall em um espaço nas proximidades da ponte Hungerford.

Como era de se esperar, essa decisão provocou uma petição que acabou coletando cerca de 40.000 assinaturas para salvar um dos pontos de skate mais famosos do Reino Unido. Nós já falamos sobre como skatistas podem ensinar arquitetos sobre a compreensão do espaço; entretanto, neste caso, eu gostaria de examinar como skatistas, enquanto uma entidade (sub)cultural, interagem com a cidade, e como a cidade pode atender suas necessidades. Apesar de muitos arquitetos já serem a favor da aceitação dos skatistas nos espaços públicos, espero explorar por que a comunidade em geral tende a vê-los como um problema a ser resolvido, e o que isso pode revelar sobre a proposta para o Southbank Centre.

Continue lendo para saber mais sobre a maneira peculiar como os skatistas experienciam a cidade.