Poucos países apresentam uma história viva como a China. Da icônica Cidade Proibida a diversas paisagens e estilos de construção, a China possui um rico legado cultural e arquitetônico. Maior mercado de construção do mundo, o país continua investindo em novos projetos. Ao mesmo tempo, essa rápida urbanização e desenvolvimento acelerado é justaposto a locais de construção antigos entrelaçados com camadas de história e memória coletiva.
A aflição e o estresse que vêm com a compra de uma casa é algo que todos os interessados em adquirir uma propriedade temem. O longo processo de negociações entre compradores e vendedores, pagamentos adiantados e custos burocráticos elevados exigem um processo mais simples e conveniente nas transações imobiliárias. Os consumidores de hoje esperam um rápido retorno em todos os serviços, incluindo a compra de uma casa. Digite iBuyers e descubra como eles estão removendo os obstáculos em torno deste procedimento e tornando as avaliações e vendas de casas um processo mais automatizado.
O ambiente construído que todos habitamos é parte integrante de processos e sistemas interconectados globais. Quando avaliamos a arquitetura historicamente significativa de nossas cidades, a integridade estrutural e estética de um edifício merece consideração igual a fatores como as condições de trabalho de seus construtores e às estruturas de poder existentes de seu tempo. Exemplos de modernismo italiano na Eritreia, por exemplo, podem ser dignos de elogios estéticos, mas, entrelaçado com o legado desses edifícios saudados como ícones modernistas, está o fato preocupante de que eles foram construídos para promover um projeto imperial. Nos complexos campos da conservação arquitetônica, preservação e patrimônio cultural, a democratização deve sempre permanecer uma prioridade-chave.
Uma espécie de telha-jardim foi desenvolvida por holandeses. O produto “dois em um” promete transformar qualquer telhado comum em um oásis verde, trazendo diversos benefícios para os moradores.
Diferente de uma cobertura verde, cujas plantas devem ser montadas no topo do telhado, esta telha já possui a vegetação “acoplada”. Cada unidade é coberta com uma mistura de sedum e substrato. E o melhor: não requer muita manutenção.
Desenho de Lucio Costa para o concurso do Plano Piloto de Brasília (1956-57), na Casa da Arquitectura. Foto: divulgação
No espaço de um ano, o Brasil viu irem embora dois de seus maiores acervos de arquitetura: o de Paulo Mendes da Rocha em setembro de 2020, e o de Lucio Costa, em outubro de 2021. Ambos foram doados à Casa da Arquitectura, em Portugal. Juntos, somam cerca de 20 mil itens. Os anúncios levantaram um caloroso debate sobre a conservação desses documentos, a atuação da instituição portuguesa e o que precisa ser feito para que os demais arquivos sejam mantidos no Brasil.
O Arquicast convidou o arquiteto Matheus Seco, carioca do Bloco Arquitetos, para conversar sobre Brasília, cidade onde mora já há alguns anos. O assunto é de interesse porque não só a história da cidade é uma história sobre a imagem de um país, como também oferece uma enormidade de fotografias, mapas, plantas, entre outros tipos de registro iconográficos de uma qualidade incrível.
OMA / Shohei Shigematsu, junto com os artistas Charlotte Taylor e Nicholas Préaud, criaram uma série de NFTs inspirados em uma escultura subaquática feita para o projeto ReefLine. Encomendado por Aorist para seu mercado de NFT voltado para o meio ambiente, o vídeo NFT Coral Arena desdobra uma narrativa virtual do monumento, simulando a evolução da futura obra de arte física de um objeto abstrato para ser o suporte de um ecossistema subaquático. Os NFTs foram revelados durante a Miami Art Week e os lucros de sua venda serão doados para a conclusão do projeto ReefLine.
Em espaços para crianças, "temos a oportunidade de criar um projeto que em muitos aspectos é uma arquitetura não-formulada. As crianças reagem aos ambientes de forma completamente espontânea. É quase uma arquitetura aprimorada", diz Dorte Mandrup. A implicação descrita é que o projeto pode contribuir para formar um pensamento crítico, incentivando a autonomia, a responsabilidade e ajudando a formar futuros cidadãos. Em sua maior parte, o sistema educacional e sua expressão espacial não mudaram significativamente nos últimos cem anos. No entanto, com o acesso à informação se tornando onipresente, o foco está lentamente se deslocando do acúmulo de informação para o desenvolvimento do pensamento crítico, e novos métodos de ensino abrem uma nova área de experimentação arquitetônica. A seguir exploramos o impacto do espaço no aprendizado, especificamente no ensino primário e secundário, discutindo como a arquitetura poderia auxiliar o processo educacional, tornando-se uma ferramenta de ensino.
Dona Auxiliadora, garimpeira da Praça Dom Orione. Imagem de autoria própria
O exercício de observar um espaço, levando em conta suas complexidades históricas, sociais e sensoriais, é um ato que deveria ser presente no cotidiano de quem faz arquitetura. Este ato, qualifica ações que dialogam com aquela espacialidade. Por isso, se torna essencial o uso da arquitetura como uma ferramenta de compreensão das dinâmicas dos ambientes que frequentamos.
Edward James, um dos mais interessantes excêntricos do século XX, colecionador de arte surrealista e identificado por uma fina sensibilidade, chegou em Xilitla, México, no final da década de 40. O escritor britânico ficou cativado pelo esplendor da paisagem de "Las Pozas", onde criou um lar fantástico, que integra um espaço escultórico único em seu tipo no mundo inteiro.
O Surrealismo, que têm nos sonhos e inconsciente suas fontes de inspiração e criação, em teoria jamais poderia ser edificado. Edward James – descrito por Salvador Dalí como “mais louco que todos os surrealistas juntos” – concebeu um Jardim de Esculturas que desafia qualquer rótulo arquitetônico e nos convida a um novo olhar, que transita entre a fantasia e a realidade.
Colunas com capitéis de flores gigantes, arcos góticos, portões dramáticos, pavilhões com níveis indeterminados e escadas em espiral que terminam abruptamente no meio do ar - como um convite ao horizonte. Em síntese, Edward James fez o concreto florescer junto da exuberante flora e fauna de Xilitla, concebendo uma possível arquitetura surrealista.
O Snøhetta acaba de ser anunciado como o grande vencedor do concurso de arquitetura para a revitalização da Praça Eliel e Asema em Helsinque, um espaço cívico de importância histórica próximo à estação ferroviária central da capital finlandesa. Desenvolvido em parceria com os escritórios locais Davidsson Tarkela Oy e WSP, a projeto apresentado pela equipe encabeçada pelo Snøhetta visa contribuir com as metas ambientais estabelecidas pela cidade para os próximos anos, reconectando importantes elementos do tecido urbano histórico de Helsinque à estação ferroviária, proporcionando uma maior permeabilidade e acessibilidade à região central da cidade além de promover novos usos e atividades ao ar livre.
Muitas são as vezes que os projetos de arquitetura se empenham para fugir dos sistemas forçados de refrigeração a partir de estratégias passivas que amparam a ventilação cruzada e o controle de insolação e ganho de calor. A implantação da construção, o posicionamento de aberturas, os brises e elementos de sombreamento são a chave para reduzir o uso de ar-condicionado, porém, em algumas situações, essas estratégias não são suficientes para vencer as altas temperaturas e é necessário recorrer às tecnologias de refrigeração. Entenda o que é e como incluir o ar-condicionado em sua casa de maneira discreta e eficiente.
O arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels uniu forças com os empresários de tecnologia e imóveis Nick Chim e Roni Bahar para criar a Nabr, uma nova empresa de construção de moradias que oferece ao público apartamentos espaçosos, personalizados e sustentáveis com a possibilidade de o cliente se tornar proprietário deste apartamento através de financiamento. A startup de tecnologia imobiliária estreou seu primeiro empreendimento, o SoFA One, no coração do distrito cultural South of First Area (SoFA) em San Jose, no Vale do Silício. Ela permitirá que os residentes personalizem seus apartamentos utilizando a plataforma digital da Nabr e escolham entre diferentes designs e opções de financiamento.
O mundo certamente se revela de forma diferente aos olhos de uma criança; tudo parece enorme, curioso e também desafiador. Não é por acaso que há muito se acredita que a nossa perspectiva de mundo é moldada justamente nos primeiros anos de nossas vidas. Quando questionado sobre suas memórias de infância na Suíça, Peter Zumthor afirmou que é exatamente na experiência de mundo de uma criança que reside a mais profunda sensibilidade arquitetônica. É neste lugar que Zumthor diz encontrar os as atmosferas e as imagens arquitetônicas que ele procura explorar em seu trabalho como arquiteto hoje.
Para melhor compreender a forma como uma criança cresce e se desenvolve física e psicologicamente ao longo dos anos é preciso estar atento a uma série de diferentes fatores, como a herança genética, as interações que têm com outras crianças e adultos, assim como as características dos ambientes onde vivem, aprendem e se divertem. Penando nisso, e em comemoração ao Dia Mundial da Criança, nós do ArchDaily decidimos listar aqui alguns projetos da nossa base de dados que nos oferecem um vislumbre sobre algumas das estratégias utilizadas por arquitetos e designers para estimular a autonomia das crianças e promover seu bem-estar físico e mental através do espaço construído.
Carme Pinós acaba de receber o Prêmio Nacional de Arquitetura da España de 2021, consentido pelo Ministério dos Transportes, Mobilidade e Planejamento Urbano da Espanha.
O escritório Heatherwick Studio divulgou sua proposta de intervenção para o centro da cidade de Nottingham, Reino Unido. Um desenho que cria um novo centro arborizado e remodela o antigo centro comercial, localizado no coração da cidade, sem deixar de aproveitar seu potencial turístico. Propondo uma nova e ampla área verde que oferece aos habitantes a possibilidade de se conectar com a natureza, o projeto não só traz novos espaços de convívio, comércio e edifícios de uso misto ou residenciais, como também prevê ligações viárias do centro com outras regiões da cidade. Esse projeto representa uma redefinição de centro de cidades e a forma como se organizam.
No início da década de 1920, uma época na qual as mulheres sequer podiam trabalhar sem a autorização do marido, Carmen Portinho ingressou no curso de engenharia na Escola Politécnica da Universidade do Brasil. Na vanguarda da profissão, como uma das três primeiras mulheres a se formarem engenheiras no Brasil, ela abria campo em um espaço de domínio inteiramente masculino.
Com objetivo de conhecer os arquitetos, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa de referência, Sara Nunes, da produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, lançou o podcastNo País dos Arquitectos, em que conversa com importantes nomes da arquitetura portuguesa contemporânea.
No episódio desta semana, Sara conversa com os arquitetos Susana Rosmaninho e Pedro Azevedo, do atelier Rosmaninho + Azevedo, sobre o projeto para o Centro Interpretativo do Vale do Tua, localizado na cidade de Carrazeda de Ansiães. Reveja as outras entrevistas realizadas pelo podcast No Pais dos Arquitectos e leia a transcrição da entrevista com Andrade, a seguir.