No último dia 9 de março, foi apresentado no Museu de Arte Moderna de Bogotá o seminário "Diálogos Tropi Nórdicos: arquitetura, arte e paisagem", um evento realizado por meio da iniciativa da Escola de Arquitetura e Design de Oslo, o MAMBO e a plataforma de conferências e publicações Jardín Parlante. O seminário contou com o apoio e direção dos arquitetos colombianos Luis Callejas e Giancarlo Mazzanti, os quais, desempenhando o papel de mediadores, apresentaram os arquitetos noruegueses Jeppe Aagaard Andersen, Janike Kampevold Larsen, Beate Hølmebakk e Per Tamsende.
Luis Callejas (LCLA Office) foi o encarregado por introduzir ao pública a forte influência que o ideário natural das paisagem escandinavas exerce sobre a arquitetura, em um encontro onde se desvanecem as fronteiras entre a arte e a paisagem através de operações sutis e precisas sobre geografias remotas, fazendo visível a relação da história com a disciplina em uma tentativa de transmitir o valor da paisagem.
Disfusão. Imagem 10 colégios que integram os conceitos de comunidade e pedagogia na Colômbia
Os equipamentos educativos na Colômbia deixaram de desempenhar um papel específico na atualidade do país, e passaram a um modelo multifuncional com maior capacidade de compreensão das dinâmicas e tensões sociais emergentes em seus arredores. Os colégios se transformaram em condensadores sociais, afirmando a capacidade inerente à arquitetura de transformar o comportamento social rompendo a singularidade programática a favor de um espaço inclusivo e equitativo.
A seguir apresentamos 10 colégios que conseguiram integrar dinâmicas de seus contextos imediatos às práticas pedagógicas, gerando, assim, modelos educacionais ativos na construção da cidade como elementos flexíveis e ajustáveis que podem receber espaços cívicos e educativos.
Existe muita área verde em São Paulo. Em 2013, segundo o Observa Sampa[1], havia 14,07m² de cobertura vegetal pública por habitante, uma proporção que supera o mínimo de 12,00m² recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O mesmo instituto indicava também que neste ano 40,79% da área que ocupa a cidade era verde, índice reduzido em 5,78% em relação ao ano anterior. Se considerarmos a metrópole de São Paulo, essa proporção aumenta, pois são incorporadas vastas áreas rurais e de mata atlântica.
Quando entrei para o BIG–Bjarke Ingels Group em 2008, tínhamos um escritório, um parceiro e 45 funcionários. Oito anos depois temos 12 parceiros e mais de 400 funcionários em Copenhague, Nova Iorque e Londres. À medida que continuamos a expandir nosso alcance, projetos e equipe, me dei o luxo de olhar para trás e destilar o que fez a diferença até agora. Estas são as oito melhores lições que garantiram o crescimento e sucesso do BIG nos últimos oito anos.
Era tamanha a importância de sua existência que nunca me dediquei a especular sobre sua ausência até o dia de hoje.
As obras não bastam; são necessários seus desenhos, maquetes e seu posicionamento para compreender o lugar que Zaha Hadid ocupava na arquitetura mundial. Era um ponto de referência - contra-exemplo para muitos, líder para outros - cujo trabalho servia de termômetro para compreender o momento político, econômico e visceral da arquitetura em um momento determinado. Para mim, era a proposta que fazia frente ao genérico da caixa branca, abrindo caminhos por cima do preconceito e da técnica através de uma arquitetura líquida e radical.
https://www.archdaily.com.br/br/869360/um-ano-sem-zaha-hadid-para-onde-caminha-a-arquiteturaPablo David Goldin Marcovich
Lendo o artigo “Cidades: densidade e diversidade”[1], pude perceber que há algo de novo no Reino da Dinamarca na questão urbana: cidades dispersas e ricos e pobres morando distantes um do outro é tema que está na ordem do dia.
No começo pensei: teremos que mudar uns 5.000 anos de história das cidades. Será que esse assunto desperta debates? Lá pelo meio do artigo, os articulistas afirmam: “Aumentar a densidade urbana contribui não apenas para reduzir custos do transporte e impactos ambientais, mas pode amplificar as oportunidades para economias de aglomeração... O aumento da densidade frequentemente está associado ao aumento da diversidade.” E ainda confirmam que o compartilhamento da área urbana entre pessoas de diferentes níveis sociais – ricos e pobres -, significa não apenas o ideal utópico de uma democracia espacial e territorial, mas também um motor de eficiência econômica. Territórios plurais são mais eficientes do ponto de vista produtivo e é uma pauta que pode aproximar as correntes da esquerda com a direita e as agendas urbanas das pessoas, sociedades, entidades, empresas e governos, por uma nova agenda social urbana.
Não há dúvida de que uma das melhores coisas da arquitetura é a sua universalidade. De onde quer que você venha, o que quer que você faça, arquitetura de algum modo tocou sua vida. No entanto, quando inesperadamente temos que pronunciar o nome de um arquiteto estrangeiro ... as coisas podem ficar um pouco complicadas. Esta é uma situação que a pronúncia errada pode fazer você parecer menos profissional do que você é. (Se você for realmente azarado, isso poderia acabar fazendo você parecer estúpido na frente de seus filhos e do mundo inteiro.)
Para lhe ajudar, compilamos uma lista de 22 arquitetos cujos nomes são um pouco difícil de pronunciar, acompanhada de gravações em que seus nomes são pronunciados impecavelmente. Ouça e repita quantas vezes for necessário até acertar e você estará preparado para qualquer situação potencialmente embaraçosa.
O designer e planejador urbano estadunidense Jeff Speck tem se dedicado ao longo de sua carreira a difundir os benefícios da caminhabilidade e a promover este aspecto em seus projetos urbanos.
Esta é coluna inaugural "Valores Práticos", uma nova série bimensal pelo arquiteto e tecnólogo Phill Bernstein. A coluna irá focar no papel evolutivo do arquiteto na intersecção do projeto e construção, incluindo temáticas como sistemas de entrega alterativos e geração de valores. Bernsstein já foi vice presidente da Autodesk e agora leciona na Escola de Arquitetura de Yale.
Este semestre estou dando uma aula chamada “Explorando Novas Proposições de Valores para a Prática que é baseada na premissa que o papel dos arquitetos na indústria da construção requer que pensemos criticamente sobre nosso valor como projetistas neste sistema. Depois de estudar a estrutura e dinâmica de modelos de negócio práticos, a cadeia de fornecimento e outros exemplos de empresas de design inovadoras, os alunos terão que criar um plano de negócios para um escritório de arquitetura da "próxima geração". Sou agnóstico quanto ao que essa prática faz per se, desde que funcione em algum lugar na constelação de coisas que os arquitetos podem fazer, mas há uma restrição - a empresa proposta não pode receber em pagamentos fixos ou taxas cobradas por hora. Têm de criar valor (e lucro) através de alguma outra estratégia.
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Vencedor ‘Housing for Construction Workers in Ahmedabad’, por Hannah Broatch (Auckland, Nova Zelândia). Image Cortesia de Archiprix International
A cada dois anos as escolas de arquitetura de todo o mundo são convidadas a enviar seu melhor projeto de graduação à competição e exposição Internacional Archiprix. Este ano, o evento selecionou Ahmedabad, na Índia, para expor os resultados. Aqui Arjen Oosterman, Editor-in-Chief of Volume, analisa o evento e os trabalhos expostos. Você pode ler uma entrevista com o diretor de Archiprix, Henk van der Veen, aqui.
Desde a sua criação no início do milênio (2001), Archiprix International provou ser uma aventura com enorme ambição. Recolher, uma vez a cada dois anos, os melhores projetos de graduação de arquitetura, paisagismo e urbanismo em todo o mundo não é pouca coisa. Exibir de forma abrangente este material é também um desafio, e para criar um evento significativo e produtivo ao redor da sessão de premiação - dando o centro do palco para os graduados selecionados e seus projetos - é uma tarefa semelhante a caminhar em uma corda bamba. E, no entanto, é isso que eles estão conseguindo.
Como criadores, todos nós passamos por estágios de criatividade. Algumas fases são mais severas do que outras mas, ficar emocionalmente envolvido é, na maioria dos casos, inevitável. Algumas vezes, a intensidade emocional do projeto pode ser tão grande que começa a se assemelhar a outro processo psíquico bem conhecido - aquele que geralmente inclui os estágios de negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Projeto pode não ser literalmente tão difícil como perder um ente querido, mas é uma grande coincidência que, na profissão de arquitetura, os melhores projetos são muitas vezes referidos como seus "bebês", e qualquer processo de projeto irá envolver uma boa quantidade de desapego ao deixá-los ir.
Parafraseando a literatura psicológica existente, "enquanto houver criatividade, há esperança, enquanto houver esperança, há criatividade". Então, junte-se a nós nessa explicação do caminho do arquiteto através dos cinco estágios do luto criatividade experimentados em qualquer processo de projeto.
Almacenes Goldmand & Salatsch en Michaelerplatz de Adolf Loos. Image via Wikipedia / Domínio público
O seguinte ensaio foi desenvolvido por Javiera Uriarte como trabalho final do curso "Historiografia da Arquitetura Moderna" do Programa de Mestrado em Arquitetura/MARQ da Pontificia Universidad Católica do Chile, ao cargo dos professores Gonzalo Carrasco Purrull e Oscar Aceves Alvarez durante o primeiro semestre de 2016.
A historiografia desta obra começa com “Mi casa en Michaelerplatz” [2], a publicação de Adolf Loos onde relata as controvérsias vividas antes, durante e depois da construção da obra, além de esclarecer quais foram as decisões tomadas na hora de projetar. Este documento foi, por muito tempo, o único escrito a que recorrer em busca de informação e detalhes sobre esta. Para compreender melhor a presença de Loos na Historiografia, classificamos três períodos de tempo, que chamaremos: "O silêncio", "O resgate" e "Uma justa medida".
Continuamos com nossa série de posts em que expomos uma sessão de fotos de Fernando Guerra de uma obra icônica. Hoje é a vez do Centro Metereológico de Barcelona, obra pouco comentada do arquiteto português Álvaro Siza Vieira.
Representar o espaço, construído ou ainda em concepção, constitui uma porção significativa das tarefas dos arquitetos e, considerando que a própria formação do arquiteto acontece por intermédio de representações, fica clara a importância de seu conhecimento, seus limites e seus recursos para a arquitetura.
Dispomos de variados meios para representar o espaço e, embora “isoladamente e no seu conjunto, esses instrumentos são incapazes de representar completamente o espaço arquitetônico”, é válida a tarefa de analisar mais a fundo o assunto se entendermos que “a nossa missão é estudar a técnica de que dispomos e torná-la mais eficiente.” [1]
Num momento em que muito do que fazemos acontece online, há muito que podemos aprender a partir do rastreamento da forma como usamos a web. A Alexa é uma empresa da Amazon que vende informações de dados de milhões de usuários da internet voltados para proprietários de empresas. Uma parte dos dados de Alexa está disponível ao público, com a companhia que apresenta uma lista dos sites mais acessados da internet - incluindo uma lista das páginas voltadas à arquitetura.
Mas qual é o escritório de arquitetura, escola ou edifício mais popular? Conheça, a seguir, os sites de arquitetura mais acessados em cada categoria com base na contagem da Alexa do tráfego do mês passado - talvez você se surpreenda.
Dentre tantos temas urgentes no debate sobre gênero, há uma questão que merece destaque: a mobilidade das mulheres.
Caso você nunca tenha pensado sobre isso, pode parecer que a mobilidade urbana e seus condicionamentos relacionam-se a padrões de deslocamento que variam apenas de acordo com a territorialidade e a oferta de sistemas de transporte. Mas a verdade é que o acesso à cidade – a forma como navegamos no território – não é neutro quanto ao gênero.
https://www.archdaily.com.br/br/868899/porque-e-urgente-falarmos-de-mobilidade-e-generoITDP Brasil
Fora dos nossos círculos familiares, sociais ou outros, a Internet pode ser um lugar assustador. Embora a informação e a interação nunca tenham sido tão fáceis, desenvolver maneiras de obter um controle sobre a quantidade e o ritmo deste mundomuitas vezes pode ser difícil - é muito fácil se deparar com sua vida digital involuntariamente isolada. Na esfera da arquitetura, o conhecimento compartilhado e uma ampla compreensão da história e da prática contemporânea são importantes;odiscurso e a conversa ainda mais.Are.na, uma plataforma de pesquisa colaborativa e independente, fornece uma nova forma de navegar, capturar e contextualizar o conteúdo da Internet.