Uma obra-prima equivale ao trabalho mais notável da carreira de um artista, que geralmente evidencia o auge da sua técnica e ideais. A Mona Lisa de Leonardo da Vinci; a Pietá de Michelangelo; Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles. São muitos os exemplos, que nem sempre são unânimes. Mas e como seria se o que muitos consideram como a obra-prima tenha sido iniciada por outra pessoa, o autor não viveu para ver sua finalização e quase toda sua documentação tenha sido destruída? O arquiteto catalão Antoni Gaudí e seu mundialmente famoso Templo Expiatório da Sagrada Família são exemplos disso. De uma construção em pedra altamente artesanal às técnicas mais modernas de impressão 3D e concreto de alta resistência, o projeto incorporou e permanece incorporando inúmeras tecnologias durante sua construção.
A arquitetura, para se concretizar enquanto edifício construído e funcional, exige a colaboração de uma série de disciplinas. Durante as etapas de projeto essas áreas complementares se somam ao projeto de arquitetura, adicionando sistemas que auxiliam na funcionalidade da construção, conhecidos como projetos complementares.
À medida que nosso mundo se transforma em um ritmo sem precedentes, os desafios atrelados a isso estão se tornando cada vez mais complexos. As questões enfrentadas pelas cidades e redes de nosso mundo globalizado, os ambientes físicos e virtuais onde ocorre esta transformação, estão tornando a arquitetura mais relevante do que nunca.
As questões do ambiente construído deixaram de ser exclusividade dos profissionais que o constroem e projetam e passaram a ser questões transversais em nossa sociedade. Dos cidadãos que questionam a qualidade dos espaços públicos ao construtor autodidata que ergue uma pequena casa no campo, ou o morador de um simples apartamento que usa um aplicativo para projetar seus interiores durante a quarentena, todos querem ter direito à voz e a agir. Por que a arquitetura tem que ser tão incerta, tão distante?
Em razão dos diversos acontecimentos que testemunhamos ao longo dos últimos anos, nossos espaços habitados passam por uma completa transformação, não apenas em termos de como nos relacionamos com o ambiente doméstico mas, sobretudo, na maneira como passamos a observar mais atentamente as características de nossos espaços interiores. Se bem que este sempre tenha sido um elemento fundamental em nossas vidas, a pandemia nos vez ver com muita mais clareza a importância de um bom projeto de interiores, de uma boa organização espacial, da qualidade da iluminação e ventilação natural e especialmente, do nosso conforto.
Extremamente versáteis, não só por sua variedade de cores e padrões, mas também por suas possibilidades de aplicação, os ladrilhos hidráulicos podem ser encontrados, nos projetos residenciais, em ambientes que vão desde áreas molhadas a salas e quartos. A orientação das peças e a área em que são aplicadas também são fatores que contribuem para a diversidade de conformações possíveis no uso do ladrilho hidráulico: quando são restritos a determinada área de um ambiente, por exemplo, podem funcionar como “tapetes” fixos.
Estima-se que mais de um bilhão de moradores urbanos vivam em assentamentos informais. Estes aumentaram em resposta ao rápido crescimento populacional e à falta de alternativas acessíveis e de melhor qualidade. Eles são “informais” porque não estão em conformidade com os regulamentos governamentais. A resposta oficial geralmente era intimidar ou, se não fossem muito visíveis, ignorá-los.
Por entre imensas colunas gregas, a porta centralizada pelo frontão convida a adentrar ao templo, ou à casa. É inegável a sensação de pequenez. Do norte ao sul do país, esta é uma cena recorrente, não há bairro de classe média alta que escape de uma edificação neoclássica.
Recorrentemente citado como técnica construtiva sustentável e vernacular, o bambu é um material natural resistente e versátil, podendo ser utilizado tanto como estrutura quanto como acabamento. Neste artigo iremos apresentar sua variedade de utilizações em algumas experiências em espaços coletivos.
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Zugspitze Mountain Station / Eibsee, Germany - Photo by Christoph Seelbach. Image Courtesy of Vetrotech Saint-Gobain
Embora o vidro seja geralmente apontado como a parte mais frágil de um edifício, isso nem sempre é verdade. Com os avanços tecnológicos e as contínuas inovações do setor, há vidros que, mesmo permitindo a entrada de luz natural em um ambiente, podem proteger o edifício das chamas. Além do fogo, existem também outras ameaças, como gases quentes, fumaça e transmissão de calor, que colocam em risco a evacuação segura de pessoas e a proteção de bens.
Dias atrás em Santa Monica, Califórnia, visitantes sentaram-se no pátio sombreado do lado de fora da Prefeitura Leste, esperando por compromissos. Uma delas comeu um gomo da laranja que pegou da árvore acima dela e contemplou as pinturas, fotografias e montagens do outro lado do vidro. A exposição, Lives that Bind, apresentou obras que relatavam o apagamento e sub-representação de artistas locais no passado de Santa Monica. Ela é parte de um esforço do governo municipal para usar o novo Living Building (projetado por Frederick Fisher and Partners) como um catalisador para a construção de uma comunidade ambiental, social e economicamente autossustentável.
Uma cidade ativa é aquela que estimula seus habitantes a serem fisicamente ativos em seu cotidiano. Isso não quer dizer que ela almeja transformar os cidadãos em atletas olímpicos, mas que dispõe de espaços para ciclistas e pedestres se locomoverem com segurança e de infraestrutura adequada para que pessoas de todas as idades possam praticar esportes, se divertir e relaxar ao ar livre. Dessa forma, as atividades físicas, em maior ou menor intensidade, se tornam parte natural do dia-a-dia da população.
Espaços urbanos estão em constante processo de transformação social, política e econômica. Neste contexto é impossível falar de redesenvolvimento urbano sem mencionar os consequentes processos de gentrificação, um fenômeno complexo que engloba uma variedade de diferentes questões, desde melhorias na infra-estrutura urbana, incentivos à economia local até o deslocamento forçado e a transformações do perfil demográfico das comunidades de uma determinada região da cidade. Por um lado, redesenvolver significa revitalizar, ou seja, “trazer o desenvolvimento ou a vida de volta” para um espaço que teoricamente deveria estar exaurido de vitalidade—o que nem sempre é verdade; por outro lado, a consequente gentrificação provoca o aumento dos preços das propriedades e dos aluguéis, além do custo de vida nestas regiões—expulsando as comunidades de mais baixa renda que se veem forçadas a migrar para outros bairros e cidades. Dito isso, seria o deslocamento das comunidades mais pobres um “efeito colateral” insanável do processo de desenvolvimento urbano de uma cidade? Existiria uma outra forma possível de se repensar o espaço construído de nossas cidades?
Nesta edição do Editor's Talk, nossos editores da Argentina, Líbano, Brasil, Chile e Tanzânia compartilham suas opiniões sobre o papel do desenvolvimento urbano no agravamento dos processos de gentrificação das cidades.
Em Accra, capital de Gana, Owusu, a esposa e os quatro filhos dividem uma casa com outros cinco inquilinos e suas famílias no bairro de Tantra Hills. A casa possui um banheiro e energia elétrica, mas os custos de ambos são excessivamente altos. Como não é conectada à rede municipal de abastecimento de água, Owusu precisa comprar água de vendedores que cobram caro. A conta de luz, em torno de US$ 50 por mês, é mais alta do que o aluguel de US$ 33. Com uma renda mensal de US$ 175, Owusu vive com o medo de ser despejado caso haja aumento no preço do aluguel, da água ou da eletricidade.
Além disso, o bairro de Owusu não dispõe de acesso fácil ao transporte público. O ponto de ônibus mais próximo fica a cerca de um quilômetro, e normalmente ele espera até 30 minutos pelo ônibus. O trajeto até o trabalho, em um posto de gasolina, leva em torno de duas horas, sem trânsito. De segunda a sábado, ele sai de casa às 4h30 para não pegar a hora do rush.
https://www.archdaily.com.br/br/971315/7-grandes-transformacoes-para-solucionar-a-desigualdade-urbanaMaeve Weston e Robin King
As saunas são inseparáveis da cultura dos países nórdicos e estão aumentando em popularidade por conta de seus muitos benefícios para a saúde física e mental. Seus projetos costumam ser bastante arquetípicos, combinando eficiência e sobriedade.
Conversamos com Jakob Gate, cofundador da Native Narrative & Scandinavian Sauna, que tem desenvolvido projetos de sauna que combinam a flexibilidade de ser transportado para qualquer lugar, com a expertise e tradição do design escandinavo. Saiba mais na seguinte entrevista:
Uma pesquisa realizada na Austrália comprovou que telhados verdes contribuem para aumentar a eficiência de painéis solares. Isto é, as placas funcionam melhor quando não estão muito quentes.
Para o estudo, foram analisados dois prédios de escritórios idênticos localizados lado a lado em Sydney. De um lado, foi montado um sistema solar fotovoltaico convencional e do outro os painéis solares foram cercados por vegetação. Ambos foram analisados por um período de oito meses, que englobou verão e inverno.
"Projetando uma casa para as árvores", como ele diz, Stefano Boeri está trabalhando em todo o planeta, exportando sua abordagem com as árvores do México para Shenzhen. Construindo todo um ecossistema, ao invés de apenas uma fachada verde, o arquiteto compreende a necessidade de redefinir nossa relação com a natureza, especialmente nas cidades.
Christele Harrouk, do ArchDaily, teve a oportunidade de entrevistar o arquiteto em Eindhoven, durante a inauguração da Trudo Tower, o primeiro projeto de habitação social de Stefano Boeri, em colaboração com Francesca Cesa Bianchi, sua sócia no Stefano Boeri Architetti, Laura Gatti, botânica e consultora, e Paolo Russo, responsável pelo projeto. Discutindo principalmente sua abordagem com a natureza, a qualidade ambiental e sua perspectiva aplicada ao redor do mundo, a conversa também abordou às quatro florestas verticais em andamento na Europa Ocidental: a primeira que acaba de iniciar em Utrecht, uma segunda em Bruxelas, um edifício em Eindhoven, e uma última em Antuérpia.
Existindo como um lugar que todos precisam visitar, mais cedo ou mais tarde, não importa qual seja sua posição social, os banheiros podem ser uma das melhores maneiras de adicionar personalidade a um projeto. Utilizado em momentos mais vulneráveis, os banheiros são arenas calmas e solitárias que proporcionam alguns minutos de paz em um ambiente agitado. Portanto, a originalidade da experiência do usuário pode realmente se destacar.
Quer tragam relaxamento e hospitalidade, individualidade ou drama e cultura ao espaço público, os banheiros podem surpreender e encantar os usuários, ao mesmo tempo que permitem que eles descansem. Aqui estão oito projetos em que um banheiro é parte integrante da arquitetura de interiores.
Puerto Vallarta é uma cidade localizada dentro do estado de Jalisco, na região oeste do México, de frente para o Oceano Pacífico. Tem 1.301 km² e junto com o município de Bahía de Banderas, no estado de Nayarit, forma a Zona Metropolitana de Puerto Vallarta, sendo a segunda cidade mais populoso de ambos os estados. Há várias razões pelas quais Puerto Vallarta é um dos portos mais importantes do México, sendo uma delas o turismo de classe mundial que o levou a ter um dos oito aeroportos internacionais do país.