
Desde que existe arquitetura, existe a residência. A moradia é um dos programas primordiais da profissão, e pode ser explorado de muitas maneiras. Desde um programa subordinado a outros, por exemplo, um claustro religioso, até o esplendor da casa unifamiliar. Luis Fernández-Galiano se diz dividido entre o “desperdício” de área com baixa densidade dessa tipologia e seus encantos formais tão sedutores. De maneira esclarecida, lembra do contexto urbano vigente e atesta que habitações coletivas e de densidade alta – apartamentos – fazem mais sentido na cidade.
Em termos construtivos, os edifícios residenciais em altura não diferem de suas unidades isoladas. Seguem os mesmos princípios vitruvianos válidos para a arquitetura como um todo – venustas, utilitas, firmitas. Ora, é verdade que a casa unifamiliar exibe a tríade de forma mais evidente, mas isso não quer dizer que não se possa fazer o mesmo em apartamentos. Os meios serão diferentes, é claro, mas não menos atraentes.



























