
“Não sou arquiteto”, diz com brilho nos olhos, “sou apenas uma pessoa em busca de seu destino”. Para o falecido pioneiro do modernismo indiano, Balkrishna Vithaldas Doshi, a arquitetura é uma prática de autodescoberta. As obras brilhantes de funcionalidade poética do veterano resultaram de uma filosofia humanista com influência dos princípios modernistas, de Mahatma Gandhi e textos espirituais indianos. Doshi acreditava que arquitetura era sinônimo de vida — um veículo para celebração constante; um meio para experiências intensificadas. Sua maior contribuição para a comunidade arquitetônica foram suas poderosas palavras que ecoam a atemporalidade de suas estruturas.
B.V. Doshi teve uma carreira ilustre, tendo concluído mais de 100 projetos abrangendo programas de planejamento urbano, centros culturais, campi institucionais, residências e habitação social. Sua jornada profissional começou como pupilo de Le Corbusier, que estabeleceu as bases de Doshi em espaço, forma, luz e ventilação. O arquiteto indiano logo ganhou uma compreensão da fragilidade e efemeridade da arquitetura trabalhando com Louis Khan no Indian Institute of Management, Ahmedabad.









