
A cena é quase idêntica, não importa em que bairro de Nova York você esteja. Sacos de lixo e outros objetos grandes se amontoam em calçadas estreitas, esperando sua vez de serem levados pelos trabalhadores e caminhões de lixo. Grandes roedores buscam abrigo em suas casas temporárias de plástico, alimentando-se de restos descartados, sendo comum serem avistados pelos moradores da cidade de Nova York. A cidade que nunca dorme tem um problema maior do que as luzes piscando e as ruas barulhentas: é todo esse lixo que fica nas calçadas.
Em uma cidade de mais de 8,5 milhões de habitantes, retirar o lixo das calçadas tornou-se uma questão que todos estão do mesmo lado. Como Nova York se tornou assim? Urbanistas, políticos e trabalhadores da cidade concordam que a forma como a cidade de Nova York gera, classifica, transporta e recicla seus resíduos (mais de 12.000 toneladas por dia) tornou-se obsoleta e ineficiente. Outros lugares ao redor do mundo, incluindo grandes cidades na França, Coréia do Sul e Holanda, usam contêineres abaixo do nível do solo e lixeiras no nível da rua para manter seus espaços públicos limpos e aumentar a eficiência da coleta de lixo. Paris, com uma densidade semelhante à de Manhattan, foi rápida em colocar grandes contêineres para recicláveis nas ruas. Depois de testar 40 unidades, a cidade concluiu que o programa foi bem-sucedido e mais tarde espalhou outras milhares pela cidade para um impacto mais significativo. A cidade de Nova York precisa tomar medidas semelhantes e em larga escala.
