
Os materiais de construção mais primitivos do mundo estão sendo usados para criar os edifícios mais avançados. À luz das crises ambientais, os arquitetos estão concentrando seus esforços em projetar ambientes melhores para as pessoas e o planeta. Os resultados podem muitas vezes parecer “greenwashing”, deixando de abordar a raiz do dano ecológico. A arquitetura ambientalmente responsável deve ter como objetivo não reverter os efeitos da crise ecológica, mas instigar uma revolução nos edifícios e na forma como os habitamos. Ensaios do livro The Art of Earth Architecture: Past, Present, Future preveem uma mudança que será um salto filosófico, moral, tecnológico e político para um futuro de resiliência ambiental.
A indústria da construção parece ainda estar presa no passado altamente dependente da inovação da era industrial. Muitas vezes, sob o pretexto da racionalidade, os materiais de construção industrializados continuam sendo usados de forma excessiva, levando a sociedade a avançar em direção às mudanças climáticas. A fabricação de materiais industriais é um agente de poluição ambiental. Alguns materiais, mesmo se comercializados como sustentáveis, requerem muita energia para serem criados ou mantidos. A produção de resíduos também pode variar entre os materiais de construção, cujo impacto ambiental pode ser substancial.










