
O projeto e a funcionalidade dos espaços públicos nas cidades estão sempre sob análise. Seja a acessibilidade aos parques públicos e espaços verdes, a distância que as pessoas vivem do transporte público ou as formas como os espaços podem ser projetados para tornar a vida na cidade mais segura e equitativa. Mas agora uma nova questão em uma escala menor está surgindo — para onde foram todos os assentos públicos?
Bancos de parque e outras formas de assentos públicos, um elemento tão pequeno de nossa vida urbana diária, desempenham um grande papel na forma como interagimos com o espaço aberto. Um banco convida à arte da observação e ao descanso. Os usuários podem reservar um minuto para sentar, olhar ao redor, ler um jornal, comer um sanduíche, conversar com um amigo e fazer uma série de outras atividades. Ele oferece às pessoas uma maneira simples e quase banal de desacelerar em uma área urbana de ritmo acelerado. Ultimamente, muitas pessoas estão perguntando o que aconteceu com este mobiliário urbano, que antes nos proporcionava estes momentos. Muitos dos assentos confortáveis foram substituídos por bancos metálicos que não convidam a pausa, mas ao invés disso afastam certos tipos de pessoas, como a população de rua, promovendo um estigma sobre aqueles que escolhem sentar-se. Assentos públicos são uma espécie em extinção. Onde existem, não tem mais a intenção de encorajar o comportamento social.


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