Bienal de Shenzhen & Hong Kong propõe uma reflexão crítica à respeito dos “olhos da cidade”

Bienal de Shenzhen & Hong Kong propõe uma reflexão crítica à respeito dos “olhos da cidade”

A ser inaugurada no próximo mês dezembro, a Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Shenzhen (UABB), está sendo co-organizada pelas cidades de Shenzhen e Hong Kong. Sobre o mote “Urban Interactions”, a Bienal de Shenzhen de 2019 será a primeira a utilizar tecnologias de reconhecimento facial e inteligência artificial em suas exposições dedicadas, convidando a comunidade internacional de arquitetos a refletir sobre o impacto das tecnologias digitais no ambiente construído.

© Yung Ho Chang© Reparametrize Studio© The Center for Spatial Technologies© SEICHE+ 35

© Reparametrize Studio
© Reparametrize Studio

Exclusivamente dedicada ao urbanismo, a 8ª edição da Bienal de Shenzhen será composta por duas seções principais: “Eyes of the City” e “Ascending City”. A seção “Eyes of the City”, com curadoria do arquiteto e professor do MIT, Carlo Ratti, e colaboração do Politecnico di Torino e da South China University of Technology, explora as “novas condições urbanas geradas por espaços urbanos capazes de enxergar e reconhecer pessoas”. A segunda seção, chamada “Ascending City”, está sendo dirigida por dois co-curadores: o acadêmico chinês Meng Jianmin e o crítico de arte italiano Fabio Cavallucci.

© EXTENTS
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© The Center for Spatial Technologies
© The Center for Spatial Technologies
© Guillermo Fernández Abascal+
© Guillermo Fernández Abascal+

Convidamos todos os profissionais que de alguma maneira estão envolvidos com a construção de nossas cidades - desde arquitetos e urbanistas a economistas e filósofos - a discutir como as novas tecnologias têm impactado nos fenômenos urbanos, […] A exposição ‘Eyes of the City’ apresenta uma nova perspectiva a respeito de nós mesmos. Agradecemos muito à Bienal de Shenzhen por essa oportunidade, por nos permitir explorar esses temas com honestidade e transparência em um momento tão crítico. -- Michele Bonino, professor do Politecnico di Torino.

© Eyes of the City
© Eyes of the City

Inspirada pelo termo cunhado por Jane Jacobs no início dos anos sessenta, “olhos na rua”, destacando a importância das pessoas para o espaço urbano, a chamada aberta para a exposição “Eyes of the city” recebeu 280 propostas do todo o mundo. Questionando as conseqüências de uma cidade capaz de “ver”, a exposição ocupará a recém-inaugurada estação ferroviária de alta velocidade de Futian na cidade de Shenzhen.

© Eyes of the City
© Eyes of the City

À medida que as novas tecnologias se fazem cada dia mais presentes em nossas cidades, as estações ferroviárias estão se tornando exemplos de espaços públicos altamente controlados e vigiados. [...] Por muito tempo, as estações de ônibus e trens urbanos eram lugares onde podíamos experimentar o anonimato em sua forma mais pura. Hoje, estruturas deste tipo estão se transformando em espaços capazes de enxergar e reconhecer pessoas, respondendo em tempo real a nossa presença. Nas estações e aeroportos mais modernos, podemos sentir na pelo o significado de uma “cidade com olhos”, o que nos levou a pensar criticamente sobre o assunto. -- Carlo Ratti, diretor do Senseable City Lab do Massachusetts Institute of Technology e curador chefe da UABB.

© Yung Ho Chang
© Yung Ho Chang
© Yung Ho Chang
© Yung Ho Chang

Completamente montada e produzida no local da exposição, “Eyes of the city” apresenta obras propostas por mais de sessenta artistas e arquitetos do mundo todo, como a série de telescópios invertidos que convidam os espectadores a “olhar para trás”, criada pelo arquiteto chinês Yung Ho Chang. Além disso, as tecnologias de reconhecimento facial e a inteligência artificial estão no centro da proposta curatorial da Bienal deste ano. A partir disso, o MVRDV projetou dois pontos de informação onde “os visitantes serão convidados a seres fotografados e digitalizados ao acessar a exposição”. Outros importantes participantes incluem Baukuh, Dominique Perrault, Future Firm, Jeanne Gang, Thomas Heatherwick, Liu Jian, Terreform ONE, XKool, Long Ying, J. Meejin Yoon, Liam Young e Philip F. Yuan.

© MVRDV
© MVRDV
© MVRDV
© MVRDV

Numa época em que a tecnologia e o reconhecimento facial estão provocando um conflito polarizado - de Hong Kong a São Francisco -, nossa exposição se propõe a oferecer uma reflexão crítica sobre o tema. -- Carlo Ratti, diretor do Senseable City Lab do MIT e curador chefe da Bienal.

© Luigi Savio
© Luigi Savio
© SEICHE
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© Intact Studio, Ai Deng, Li Lipeng
© Intact Studio, Ai Deng, Li Lipeng

Seção “Eyes of The City”

  • Curador Chefe: Carlo Ratti
  • Curador Acadêmico: South China-Torino Lab (Politecnico di Torino - Michele Bonino; South China University of Technology - Sun Yimin)
  • Curadores Executivos: Daniele Belleri [CRA], Edoardo Bruno, Xu Haohao   
  • Curador da GBA Academy: Politecnico di Milano (Adalberto Del Bo)

Seção Ascending City”

  • Curadores Chefe: Meng Jianmin, Fabio Cavallucci
  • Co-Curatoria: Science and Human Imagination Center of Southern University of Science and Technology (Wu Yan)
  • Curadores Executivos: Chen Qiufan, Manuela Lietti, Wang Kuan, Zhang Li

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Sobre este autor
Cita: Harrouk, Christele. "Bienal de Shenzhen & Hong Kong propõe uma reflexão crítica à respeito dos “olhos da cidade”" [The Shenzhen & Hong Kong 2019 Bi-City Biennale Reflects on Technology and Urban Life] 27 Nov 2019. ArchDaily Brasil. (Trad. Libardoni, Vinicius) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/929003/bienal-de-shenzhen-and-hong-kong-propoe-uma-reflexao-critica-a-respeito-dos-olhos-da-cidade> ISSN 0719-8906

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