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13 Edifícios que resistiram bem à força do tempo

13 Edifícios que resistiram bem à força do tempo
13 Edifícios que resistiram bem à força do tempo

A humanidade sempre aprecia grandes obras de arte que resistem ao passar dos anos. Este mês, por exemplo, completam-se o 50º aniversário do psicodélico Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles e o 20º aniversário do distópico Ok Computer do Radiohead. Estes marcos psicologicamente satisfatórios geraram uma grande apreciação e nostalgia. Da mesma forma, também adoramos elogiar a longevidade da arquitetura. O AIA, por exemplo, concede anualmente um "Prêmio de vinte e cinco anos" para reconhecer projetos que "resistiram ao teste do tempo" e "exemplificam um significado duradouro da arquitetura". Mas reconhecer um projeto por ano parece pouco. Abaixo, portanto, estão 13 clássicos modernos que, embora não tenham sido bem quistos de início, passaram a ser adorados:

© <a href='https://www.flickr.com/photos/leandrociuffo/3665886505'>Flickr user Leandro Neumann Ciuffo</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en'>CC BY 2.0</a> © <a href='https://www.flickr.com/photos/aseles/6149740236'>Flickr user Andrew Seles</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/'>CC BY-ND 2.0</a> © <a href='https://www.flickr.com/photos/g_firkser/6233067891'>Flickr user Gavin Firkser</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en'>CC BY 2.0</a> © <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bank-of-china_clean-img-sma.jpg'>Wikimedia user LERA Engineering</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a> + 15

1. Pirâmide do Louvre, / I.M. Pei

© <a href='https://www.flickr.com/photos/leandrociuffo/3665886505'>Flickr user Leandro Neumann Ciuffo</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en'>CC BY 2.0</a>
© Flickr user Leandro Neumann Ciuffo licensed under CC BY 2.0

O vencedor do Prêmio AIA de vinte e cinco anos em 2017 foi a impressionante pirâmide de aço e de vidro de I.M. Pei. Construída para substituir a entrada tradicional do Museu do Louvre em Paris em 1989, a estrutura transparente marcou o novo canal de saída subterrânea do museu. Os primeiros anos do projeto foram prejudicados por controvérsias, já que muitos achavam que a adição modernista era incompatível com a ornamentada arquitetura renascentista francesa do Louvre. Mas, uma vez que o projeto aliviou efetivamente os distúrbios da circulação conforme pretendido, a pirâmide conquistou espaço nos corações parisienses.

2. Pirâmide Transamerica / William Pereira

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Transamerica_Pyramid_2.JPG'>Wikimedia user Superchilum</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>
© Wikimedia user Superchilum licensed under CC BY-SA 3.0

O que agora é amplamente considerado um dos mais belos edifícios brutalistas de todos os tempos foi inicialmente detestado. O mestre do meio século, William Pereira, foi contratado em 1969 para projetar o arranha-céu mais alto de São Francisco. O projeto de 260 metros de altura foi visto como egoísta por grande parte dos moradores da cidade que iria, posteriormente, referir-se ao arranha-céu como "Prick Pereira". Felizmente, o nome não se manteve e o edifício agora ancora um dos skylines estadunidenses mais distintos. Em 2009, o San Francisco Chronicle confessou sua adoração pela torre: "um ícone arquitetônico do melhor tipo - que se encaixa na sua localização e melhora com a idade".

3. Citigroup Center / Hugh Stubbins + William Le Messurier

© <a href='https://www.flickr.com/photos/andryn2006/22221696243'>Flickr user Andrew Moore</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a>
© Flickr user Andrew Moore licensed under CC BY-SA 2.0

Com um telhado inclinado a 45 graus que seria destinado a painéis solares, cantos em balanço e o primeiro amortecedor de massa ajustado nos Estados Unidos, o Citigroup Center de Hugh Stubbins e William LeMessurier (1977) é um dos edifícios mais bizarros da década de 1970 na Cidade de Nova York. Ao colocar a torre sobre pilotis, os engenheiros evitavam convenientemente uma igreja na esquina do local e criavam uma pequena praça no nível da rua. No entanto, as características incomuns do prédio não vieram facilmente: após sua conclusão em 1977, a estudante de arquitetura de graduação Diane Hartley calculou que o edifício poderia facilmente colapsar em condições de vento relativamente comuns. O que se seguiu foi uma operação de alto segredo para fortalecer as conexões do edifício que era completamente desconhecida para o público geral até 1995.

4. The Flatiron Building / Daniel Burnham

© <a href='https://pixabay.com/p-801758/?no_redirect'>via Pixabay</a>. Photo by Pixabay user Unsplash in public domain
© via Pixabay. Photo by Pixabay user Unsplash in public domain

A obra-prima do arquiteto Daniel Burnham, no começo do século, provou que a construção de aço era o futuro da arquitetura. Quando deparado com um terreno triangular assimétrico no centro de Manhattan, Burnham sabia que não podia usar a construção tradicional de alvenaria. A força material da pedra era tão baixa que as paredes dos pisos inferiores seriam grossas o suficiente para tornar o espaço inutilizável. Burnham inventou um design em aço moldado com uma fachada de pedra não estrutural. Apesar da preocupação generalizada de que um arranha-céu de aço simplesmente explodisse no vento, o Flatiron Building (1902) triunfou e se tornou um ícone da Big Apple.

5. Marina City Towers / Bertrand Goldberg

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Marina_City--Chicago_Illinois_Aug_2006.jpg'>Wikimedia user Ashley Crum</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>
© Wikimedia user Ashley Crum licensed under CC BY-SA 3.0

As torres utópicas e brutalistas ultra-eficientes de Bertrand Goldberg, da Marina City, no rio de Chicago, continuam a ser um dos projetos de habitação de maior densidade no mundo ocidental. As torres de concreto foram destinadas a servir como uma "cidade dentro de uma cidade" e muitas vezes são creditadas com uma onda de desenvolvimento residencial do pós-guerra nas cidades americanas. O projeto inovador foi o primeiro nos Estados Unidos a empregar o uso de um guindaste de torre e inclui uma garagem em espiral aberta.

6. The Glass House / Philip Johnson

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Glasshouse-philip-johnson.jpg'>Wikimedia user Staib</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>
© Wikimedia user Staib licensed under CC BY-SA 3.0

O vencedor do Prêmio de vinte e cinco anos da AIA em 1975 foi a casa de vidro de Philip Johnson, uma maravilha da arquitetura modernista. Juntamente com a casa Farnsworth de Mies van der Rohe, a residência de 1949 provocou um grande impulso para o estilo internacional como um gênero habitacional. Devido ao uso extensivo do vidro e à dependência da folhagem próxima como privacidade, a residência ainda é muito bem conservada.

7. Salk Institute / Louis Kahn

© <a href='https://www.flickr.com/photos/dreamsjung/3040455466'>Flickr user Jason Taellious</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a>
© Flickr user Jason Taellious licensed under CC BY-SA 2.0

O instituto de pesquisa biológica de 1965 de Louis Kahn também é um vencedor do Prêmio AIA de vinte e cinco anos, ganhando-o em 1992. Kahn foi contratado para projetar um "retiro de pesquisa intelectual" em 1959 pelo próprio Dr. Jonas Salk, o inventor da vacina contra a poliomielite. O pitoresco projeto final de Kahn ainda é uma instalação de pesquisa preeminente flanqueada pelo Pacífico de um lado e pela UC San Diego do outro.

8. Bank of China Tower / I.M. Pei

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bank-of-china_clean-img-sma.jpg'>Wikimedia user LERA Engineering</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>
© Wikimedia user LERA Engineering licensed under CC BY-SA 3.0

A Torre do Banco da China de I.M. Pei foi a primeira de uma série de arranha-céus que transformaram a cidade de Hong Kong nos anos 90. O esquema de iluminação LED em preto e branco do edifício, combinado com sua lógica de extrusão tetraédrica, proporciona ao projeto um aspecto único que ainda se destaca, impondo-se sobre a maioria dos edifícios do século XXI na cidade.

9. John Hancock Tower / I.M. Pei

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Boston2006.jpg'>via Wikimedia</a>. Photo by Wikimedia user Dong L. Zou in public domain
© via Wikimedia. Photo by Wikimedia user Dong L. Zou in public domain

O projeto ganhador do Prêmio AIA Vinte e Cinco anos em 1976 teve uma estreia nada discreta. Devido à falta de familiaridade com sua fachada de vidro sem precedentes, ventos fortes e práticas de instalação questionáveis, algumas das primeiras janelas se soltaram do prédio atingindo edifícios e carros circundantes. No caos dessa falha, painéis de madeira temporários foram colocados na estrutura para preencher as lacunas, fazendo com que a construção ganhasse o apelido de "palácio de contraplacado". Mas, quatro décadas depois, e após uma substituição total da fachada de vidro do prédio, o projeto está em pé como o edifício mais alto de Boston e um marco incrível nas fachadas de vidro.

10. Petronas Towers / César Pelli

© <a href='https://www.flickr.com/photos/g_firkser/6233067891'>Flickr user Gavin Firkser</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en'>CC BY 2.0</a>
© Flickr user Gavin Firkser licensed under CC BY 2.0

As torres gêmeas de Cesar Pelli foram os edifícios mais altos do mundo quando foram erguidos em 1996. O design ousado apresentava uma passarela elevada, elevadores duplos empilhados e torres esbeltas. Mesmo que as torres tenham sustentado o título de mais altas do mundo por apenas meia década elas ainda são os dois edifícios "gêmeos" mais altos já construídos.

11. Residência Sheats Goldstein / John Lautner

© <a href='https://www.flickr.com/photos/aseles/6149740236'>Flickr user Andrew Seles</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/'>CC BY-ND 2.0</a>
© Flickr user Andrew Seles licensed under CC BY-ND 2.0

Este projeto de John Lautner do sul da Califórnia foi a morada perfeita para antagonistas de filmes: em 1998 no The Big Lebowski, a residência interpreta uma mansão em Malibu de um alfandegador de pornografia, Jackie Treehorn. Muitas vezes considerado seu projeto mais impressionante, a residência Sheats Goldstein foi desde então remodelada como uma boate, escritório, campo de tênis e sala de luz James Turrell. A residência de 1963 foi recentemente adquirida pelo Museu de Arte do Condado de Los Angeles que planeja remodelar, documentar e abri-la para visitação.

12. Villa Savoye / Le Corbusier

© <a href='https://www.flickr.com/photos/37987879@N00/3242622226'>Flickr user lawrence_baulch</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en'>CC BY 2.0</a>
© Flickr user lawrence_baulch licensed under CC BY 2.0

Localizada nos arredores de Paris, a Villa Savoye de Le Corbusier foi prevista para demolição em grande parte da sua existência. Erguida no auge do art deco, a estrutura de 1931 permanece desafiadoramente como uma das primeiras incursões do estilo internacional e uma prova concreto dos "cinco pontos da arquitetura" de Le Corbusier. Uma extensa série de restaurações em 1963 e 1985 retornou a edificação à sua glória original. Atualmente, a Villa Savoye é um dos kits mais vendidos da série Lego Architecture.

13. Tokyo Metropolitan Government Building / Kenzō Tange

© <a href=‘https://commons.wikimedia.org/wiki/File:TokyoMetropolitanGovernmentOffice.jpg'>Wikimedia user Markus Leupold-Löwenthal</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>
© Wikimedia user Markus Leupold-Löwenthal licensed under CC BY-SA 3.0

O arranha-céu de 1990 de Kenzō Tange ainda é um dos edifícios mais imponentes de Tóquio, sendo a sua intrincada marca os dois picos simétricos. O arquiteto japonês imaginou o projeto como um equilíbrio entre modernidade e tradição. Enquanto o edifício maciço expandiu os limites da construção de aço e vidro, a estrutura concluída lembrava as torres de uma catedral gótica. Os padrões de fachada foram usados para imitar os painéis de tela das tradicionais residências japonesas.

Sobre este autor
Thomas Musca
Autor
Cita: Musca, Thomas. "13 Edifícios que resistiram bem à força do tempo" 21 Jun 2017. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/873659/13-edificios-que-resistiram-bem-a-forca-do-tempo> ISSN 0719-8906

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