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A história dos Centros Maggie: Como 17 arquitetos se uniram para combater o câncer

  • 11:00 - 16 Maio, 2014
  • por Samuel Medina
A história dos Centros Maggie: Como 17 arquitetos se uniram para combater o câncer
A história dos Centros Maggie: Como 17 arquitetos se uniram para combater o câncer, Dundee, Escócia, 2003 por Frank Gehry / Cortesia de Maggie's Centres.
Dundee, Escócia, 2003 por Frank Gehry / Cortesia de Maggie's Centres.

Os Centros Maggie são o legado de Margaret Keswick Jencks, uma mulher em estado terminal que tinha a noção de que os ambientes de tratamento contra o câncer - e os resultados do processo - poderiam ser drasticamente melhorados através de um bom projeto. Sua visão foi concretizada e continua a se propagar através de inúmeros arquitetos, incluindo Frank GehryZaha Hadid, e Snøhetta - para nomear apenas alguns. Originalmente publicado na Metropolis Magazine sob o título Living with Cancer” (Vivendo com Câncer), este artigo de Samuel Medina apresenta imagens dos Centros Maggie em todo o mundo, detendo atenção nas raízes da organização e seu sucesso que continua através da ajuda dos arquitetos.

Era maio de 1993, e a escritora e designer Margaret Keswick Jencks se sentara em um corredor sem janelas de um pequeno hospital escocês, temendo o estaria por vir. O prognóstico era ruim - seu câncer havia voltado - mas a espera, e a sala de espera, drenavam suas energias. Ao longo dos dois anos seguintes, até sua morte, ela retornou diversas vezes para  sessões de quimioterapia. Em espaços tão negligenciados e impensados, escreveu, pacientes como ela  eram deixados ao léu para "murchar" sob o brilho dessecante das luzes fluorescentes.

Não seria melhor se houvesse espaços privativos, banhados por luz, para se esperar pela próxima série de testes, ou onde se pudesse contemplar, em silêncio, os resultados? Se a arquitetura pode desmoralizar os pacientes - "contribuindo para um nervosismo extremo", como observou Keswick Jencks - não poderia ela também se mostrar restauradora?

Highlands, Escócia, 2005 por Page\Park Architects / Cortesia de Page\Park Architects. Fife, Escócia, 2006 por Zaha Hadid Architects / © Werner Huthmacher. Manchester, Inglaterra, 2016 por Fosters + Partners / Cortesia de Fosters + Partners. Aberdeen, Escócia, 2013 por Snøhetta / © Philip Vile. + 11

Esta é a ideia central por trás do experimento Keswick Jencks, ou “Maggie,” iniciado por seu marido, o teórico historiador de arquitetura Charles Jencks, há mais de duas décadas. Sua missão - proporcionar atendimento gratuito e global para pacientes com câncer através de uma boa arquitetura - se expandiu e abrange 17 projetos de edifícios (Centros Maggie), muitos dos quais concebidos por renomados arquitetos como Richard Rogers e Rem Koolhaas

Diversos destes postos, que estão espalhados por todo o mundo, de Edinburgo a Hong Kong, foram apresentados em uma exposição retrospectiva na Galeria da New York School of Interior Design, que permaneceu em cartaz até o final de abril.

Highlands, Escócia, 2005 por Page\Park Architects / Cortesia de Page\Park Architects.
Highlands, Escócia, 2005 por Page\Park Architects / Cortesia de Page\Park Architects.
Fife, Escócia, 2006 por Zaha Hadid Architects / © Werner Huthmacher.
Fife, Escócia, 2006 por Zaha Hadid Architects / © Werner Huthmacher.

É notável quão belos e diferentes os resultados têm se mostrado. "Ainda não tivemos um edifício ruim", disse Charles Jencks. O sucesso destas obras, comenta Jencks, pode ser atribuído ao "efeito placebo arquitetônico" - um edifício, embora não seja totalmente capaz de curar uma doença, pode agir como "uma terapia secundária, uma terapia de retorno."

West London, Inglaterra, 2008 / Cortesia de Rogers Strik Harbour + Partners.
West London, Inglaterra, 2008 / Cortesia de Rogers Strik Harbour + Partners.
Nottingham, Inglaterra, 2011 / © Martine Hamilton Knight.
Nottingham, Inglaterra, 2011 / © Martine Hamilton Knight.

Cada um dos centros incorpora um pequeno apartamento aberto onde os pacientes podem se reunir, salas de espera arejadas com acesso aos jardins, e generosas vistas. Há também ambientes privativos para consultas individuais; aqui, em espaços bem iluminados e humanizados,  os assistentes podem aconselhar os pacientes sobre como conseguir empréstimos tratamentos e mesmo sobre o planejamento de suas dietas. 

Gartnavel, Escócia, 2011 por OMA / © Nick Turner.
Gartnavel, Escócia, 2011 por OMA / © Nick Turner.
Aberdeen, Escócia, 2013 por Snøhetta / © Philip Vile.
Aberdeen, Escócia, 2013 por Snøhetta / © Philip Vile.

Apesar destes confortos, Jencks insiste que a arquitetura "assume riscos", pois se envolve com uma crise existencial muito real. "Viver é um grande risco. Pacientes com câncer passam por este ciclo de medo desesperado, de decidir morrer", diz ele. "Mas aqueles como Maggie arriscaram viver. Isso é arquitetura de algum modo, e é isso que os arquitetos precisam incorporar em seus edifícios. E eu acho que conseguiram."

Hong Kong, 2013 by Gehry Partners / Cortesia de Pako Ko.
Hong Kong, 2013 by Gehry Partners / Cortesia de Pako Ko.
Manchester, Inglaterra, 2016 por Fosters + Partners / Cortesia de Fosters + Partners.
Manchester, Inglaterra, 2016 por Fosters + Partners / Cortesia de Fosters + Partners.
Cita: Medina, Samuel . "A história dos Centros Maggie: Como 17 arquitetos se uniram para combater o câncer" [The Story of Maggie's Centres: How 17 Architects Came to Tackle Cancer Care] 16 Mai 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/601650/a-historia-dos-centros-maggie-como-17-arquitetos-se-uniram-para-combater-o-cancer> ISSN 0719-8906