
Quando astros musicais mundialmente famosos como Beyoncé, Taylor Swift e Paul McCartney anunciam suas turnês globais, após o frisson provocado pela divulgação dos países e das respectivas cidades-sede, esses locais se preparam para comportar a série de mudanças que serão desencadeadas por esses eventos em seus espaços urbanos. Esses megashows não se restringem ao âmbito musical, eles transcendem o palco para mobilizar cifras significativas e implicar em diversas transformações no cotidiano urbano dessas cidades. Mesmo que durante um curto período de tempo, esses eventos provocam alterações em variadas esferas e setores urbanos, como o turístico, o hoteleiro, o alimentício e o de transporte.
Já é conhecido o impacto que megaeventos como a Copa do Mundo ou os Jogos Olímpicos causam nas cidades que os recebem, com transformações urbanísticas profundas, a inserção de diversos novos equipamentos e estruturas e a preparação e mobilização desses locais durante anos para que aqueles eventos ocorram. Mas apesar de se tratar de um outro porte, duração e escala de acontecimento, os megashows também trazem mudanças nas dinâmicas das cidades, seja em sua montagem e produção, seus impactos logísticos ou na sua capacidade de atrair uma multidão de fãs para um determinado local, ansiosos para assistir as performances de seus artistas favoritos ao vivo.









